02 agosto, 2010

Gre-Nal fraquinho

Mais um Gre-Nal fraquinho. Bom para os técnicos, principalmente para Silas que estava na dególa. Com esse empate ganhou mais uns dias para arrumar a casa. Que eu acho difícil acontecer. No deste domingo duas posições precaria entre os gremistas: Não há lateral direito e muito menos esquerdo. Sendo assim, o time fica sem saída de bola. Na direita aliás, já se tornou um problema crônico no Olimpico. O professor Douglas Rocha, amigão e colega do Programa Arquibancada, costuma dizer que essa posição se faz em casa. Acho que se trantando de dupla Gre-Nal os professores esqueceram a fórmula.

Chelsea está disposto a pagar R$ 170 milhões por Kaká

Nessas horas acho que futebol não é momento, pois se fosse o Chelsea não estaria disposto em tirar Kaká do Real Madrid por uma bacatela de R$ 170 milhões. Para isso ex-time de Felipão quer usar a influência de seu treinador atual, Carlo Ancelotti, que comandou o brazuca no Milan para a contratação. É o que garante o jornal inglês “The Sun”, que fala ainda em investimento de 65 milhões de libras (cerca de R$ 170 milhões) por parte do clube londrino. A imprensa inglesa garante que o técnico do Real Madrid, José Mourinho, poderia aceitar a oferta. Na Espanha, fala-se que o clube usaria o dinheiro da transferência para tentar o alemão Özil, do Werder Bremen. Ancelotti, porém, prefere desconversar.

É justo?

Não foi entrar no mérito, até porque apreendi que enquanto não for julgado, todos somos inocentes. Sendo assim ontem Ércio Quaresma, advogado que defende o goleiro Bruno e mais seis pessoas indiciadas pela Polícia de Minas Gerais pelo desaparecimento e morte da ex-amante do goleiro, Eliza Samúdio, esteve na sede do clube para cobrar uma dívida de cerca de R$ 1 milhão do Rubro-Negro com o seu cliente. A suposta dívida seria relativa a salários, direito de imagem e premiação pela conquista do Brasileiro de 2009. Nesta terça-feira, o Procurador Geral do clube, Rafael De Piro reafirmou que o Flamengo vai pagar o que deve ao goleiro. No entanto, o valor não computará os dias após a suspensão do jogador. Os dirigentes estimam a dívida em R$ 300 mil. Em contrapartida, o documento para a demissão por justa causa está pronto, mas ainda não tem data para ser assinado pela presidente Patricia Amorim.

Melhor que esperava

Gostei do amistoso entre Sapucaiense e Cerâmica. Apesar da chuva, e de ser o primeiro, já dá para notar um rubro-negro bem arrumado em campo taticamente. O problema deve ser mesmo o lado esquerdo. Como o Vasco, que é da função se machucou no treino de sexta-feira, o jovem Raone - que está em fase de teste - precisou mostrar se realmente tem bala na agulha para o cargo. Não comprometeu, mas está longe de ser o titular ou brigar pelo posto.

Xerife
No coletivo dava para notar isso, mas no amistoso de sábado se comprovou. O zagueiro Luís Henrique será o xerifão desse novo Sapucaiense. Diante do Cerâmica, mostrou que não brinca em serviço. O jeito de jogar do novo capitão rubro-negro arrancou elogios até mesmo do presidente Ibanor Catto. Conforme Catto, é assim que ele gosta de zagueiro: firme por baixo e seguro por cima.

Problemas
No primeiro tempo alguns problemas. Mesmo sem um lateral esquerdo de oficio, o time insistiu em jogar daquele lado do campo. E esse era o melhor lado do Cerâmica, que tinha Jéferson, Cidinho e Fusca. Menos mal que a triangulação desses três foi uma só. Consequentemente, a melhor oportunidade da equipe de Gravataí quando Santiago cabeceou no canto do goleiro Rodrigo.

Acertos
Na segunda etapa o técnico Rodrigo Bandeira arrumou a casa. Gian começou a participar mais do jogo. Com isso o Sapuca cresceu na partida. Evandro e Ícaro também se acharam no meio, já que nos primeiros 40 minutos os dois muitas vezes ocupavam o mesmo espaço.

Alternativas
No final do jogo uma alternativa interessante. Gian foi para esquerda e Caju na direita. Bandeira já disse que não gosta de inventar, mas acho que com essa mudança, em determinados momentos, acaba resolvendo um problemão.

Avaliação dos jogadores
Rodrigo:
Não foi muito exigido, mas já deu para notar que conversa muito com a linha de zagueiros. Isso é bom. Pelo menos gosto quando um goleiro participa do jogo. Afinal, não há pessoa mais indicada para orientar os zagueiros.
Gian: No primeiro tempo quase não apareceu no jogo. Acho até que não foi sua culpa, pois o time estava torto. Na segunda etapa foi bem melhor.
Cirilo: Conhece o território. Faz o simples e necessário. É bom na bola aérea e não inventa por baixo.
Luís Henrique: Também gosto de zagueiro assim, que se impõe. Passa segurança ao grupo. Desde a saída do zagueiro Lacerda, o Sapucaiense estava órfão de uma pessoa que comandasse o elenco em campo. Parece que apareceu. O que me preocupa é quando não jogar.
Raone: Não comprometeu, mas um pouco perdido em campo. Também o seu lado era o mais forte do adversário. Insisto que esse canto será a dor de cabeça do treinador.
Douglas: O mesmo de sempre. Corre e marca muito. Estou curioso para saber se ele e o Toto poderão atuar juntos, pois o estilo de um é muito semelhante ao do outro.
Evandro: Acho que entrou para fazer a segunda função no meio e em certos momentos da partida ficou perdido. Não sabia se marcava ou sai para jogar.
Ícaro: Era para jogar ao lado do Cleiton e acabou fazendo a segunda função pela direita. Nesse amistoso teve que conter as jogadas do Dênio, que aliás conseguiu. Na segunda etapa foi bem melhor que a primeira. Até porque tanto ele como o Evandro definiram o que os dois fariam.
Cleiton: Foi pouco participativo. Não é o dez de oficio. Aquele que dita a partida, mas é jogador que se encaixa no esquema do técnico. No primeiro tempo deu para contar nos dedos o número de vezes que pegou na bola. Até porque ficou muito centralizado. Já na segunda etapa se posicionou mais do lado esquerdo do campo. Aí respirou e conseguiu fazer algumas jogadas.
Tiago Matos: Aquele jogador que já conhecemos. Apesar de estar fora de ritmo, participa bastante do jogo. Pelo que mostrou no primeiro semestre, no decorrer da competição vai crescendo em campo.
Felipe Cardoso: Faltou entrosamento entre ele e o Tiago Matos. Mas os dois têm tudo para fazer um grande campeonato. São dois jogadores de muita movimentação. Mauricio: Entrou no lugar do Cirilo e foi bem. Também não inventa muito. Fez o básico, mas o suficiente.
Toto: Já conheço, mas estou curioso para saber como ele e o Douglas se encaixam juntos. No jogo de sábado pouco deu para analisar, pois entrou já no final.
Felipinho: Pouco tempo em campo. Mas continuo achando que é uma aposta bem interessante. Claro, que é preciso passar confiança para o menino, a mesma que tem nos campos da várzea da região.
Bandeira: Acho que pelo pouco tempo que teve, o adversário que enfrentou, que além de estar junto há um bom tempo, já conseguiu passar para os jogadores o que pensa e quer dentro de campo. A principal missão deve ser achar o equilíbrio deste time. Se conseguir terá bons frutos.

Inimigo íntimo
Em época de eleição é comum uma pessoa mudar o seu voto. Se tratando de Aimoré, então... Estou ouvindo muita gente prometendo voto para os dois candidatos. Talvez esse seja o maior perigo no dia da apuração. O maior inimigo pode estar do seu lado. Portanto, se Márcio Picoli contabiliza 20 votos e o mesmo número é calculado pelo Bombassaro, alguém deve estar contando o voto da mesma pessoa. Cuidado!

Quicando a bola
Limfa ou Licfas: Quem jogará primeiro. Um briga para começar a competição e o outro para encerrar a sua. Em Novo Hamburgo, o pessoal peleia para ver se terá ou não o seu municipal.
Quebra pau: Pelo que soube, o amistoso entre Nacional e Academia do Morro, que ocorreu na sexta-feira, além de começar com um hora de atraso, acabou mais cedo. Tudo porque fechou o barraco na segunda etapa. É lamentável. O placar ficou em 1 a 1.

Agora vai pegar foco

Marlos Bombassaro confirmou sua candidatura à presidência do Clube Esportivo Aimoré. Novidade não é porque muita gente já sabia. Faltava mesmo o anuncio oficial, que saiu depois da famosa janta com empresários. Que ocorreu na última quinta-feira à noite. Aliás, um número bem interessante de pessoas presentes e além da volta de alguns guerreiros, muita gente nova querendo fazer parte da aldeia.

Rápido e prático
Bombassaro, no seu discurso, para usar uma expressão eleitoreira, foi bem rápido e prático na sua apresentação. Falou o que pensa do índio hoje e o que projeta se for eleito. Conforme ele, a decisão de concorrer se deu por achar que algo novo precisa ser feito. Pelos menos foi o que ressaltou o candidato. Bombassaro também deixou claro que a ideia ainda é unir e não dividir, por isso não jogou a toalha em tentar convencer Márcio Picoli a se juntar a ele.

Primeira vitória
A primeira vitória de Bombassaro saiu na mesma noite que oficializou sua candidatura. Paulo Dutra da Costa, o Paulo Xis, que também era um dos candidatos a presidência, acabou se unindo ao médico. Paulo e Bombassaro praticamente dividiam os meus votos entre os conselheiros, agora com essa união a chapa ganha mais força e mais adeptos. Consequentemente aumenta a briga.

Vice presidente
Quem também se mostrou entusiasmado com a candidatura do médico Marlos Bombassaro foi Juarez da Rosa, da Impresso Portão. Ele será um dos vice do doutor. E deixou claro: Chega para mostrar trabalho. E parece que não vem sozinho. Ele mesmo já tem procurado empresários da cidade para se unir a causa. Pelo discurso que deu, parece que vontade e dedicação não irá faltar.

Prontos para votar
Pelo que soube, nos últimos dias, tem sido movimentada a secretária do clube aimoresita. Muita gente ligando e colocando as contas em dia, para no dia 12 de agosto poder está apto a votar. Já havia dito isso, e pelo andar da carroagem parece mesmo que no dia da eleição haverá um grande número de conselheiros comparecerem as urnas.

Está forte
Se Bombassaro ganha força se unindo ao Paulo Xis e conta com os apoio de alguns ex-presidente e o presidente da AOB leopodense, Márcio Picoli não fica para trás e segue forte na sua campanha. Do seu lado, além do triunvirato, está alguns representantes do nosso poder público. Com todo esse movimento, pode ter certeza que essa eleição deverá ter poucos votos diferença entre um e outro.

Mais maduro
Não é nenhuma novidade que aprendemos com os erros. Até porque os acertos poucas vezes é lembrado. Na entrevista que fiz essa semana como o presidente Sandro Borowski, do Aimoré, mostram bem isso. Sandro parece estar bem mais maduro e talvez preparado para a função. Reconhece os erros - e é preciso ressaltar esse detalhe -, e deixa claro que ao invés de falar resolveu fazer.

Um time rápido
Hoje o torcedor rubro-negro poderá ver o primeiro amistoso do seu time. Pelo coletivo que vi nessa semana, parece um time bem melhor que aquele que disputou a Segundona. O lado direito por exemplo é muito bom. Talvez esteja faltando uma perna esquerda no meio, para ficar mais equilibrado.

Quicando a bola
Gre-Nal: Mais um com um time em alta e o outro sobe a desconfiança do torcedor. Certo mesmo é a queda do Silas em um possível derrota do Grêmio. Já Celso Roth está nas nuvens.

Bola cheia: Para o Internacional. Fez a lição de casa. Ganhou e em nenhum momento deixou o torcedor preocupado, pois o São Paulo se acolvardou. Celso Roth mais uma fez surpreendeu. Optou por Renan ao invés do experiente Pato. Conseguiu colocar a casa em ordem. Recuperou o bom futebol do Taíson. Mostrou que técnico tem sim uma grande parcela de culpa nas derrotas, mas grande méritos na vitória.

Bola murcha: Para o Nacional. Faltou atitude dos dirigentes leopoldense diante da direção anilada. Não dá para transferir um amistoso minutos antes do jogo. Como fica os torcedores e a comunidade que se deslocou até o local? Sem falar da imprensa e toda a logística que eles mesmo prepararam. Nessas horas é que mostramos o tamanho de nossa grandesa. Se o gramado está ruim, por causa das chuvas, não é um problema localizado, todos os campos do Estado tem sofrido com isso. Faltou respeito com sigo próprio.

10 julho, 2010

Frase do momento

Acabou aquele negócio de ter que nascer com o dom de jogar bola. Hoje eles ensinam a chutar, a travar, a cabecear, a matar. Não vai ser talvez tão bonito como quando o Pelé matava uma bola no peito e o som da matada ecoava pelo estádio na imaginação de seus admiradores. Agora a eficiência vai ser sua arma, e a força física sua companheira! (Blog de Michel Laurence)

Indignação

Foi uma semana interessante. Sempre soube que o principal adversário do Aimoré era o Novo Hamburgo, pela proximidade e também pelas guerras campais que travaram no passado. Hoje, me arrisco a dizer que o seu principal rival é Sapucaiense. A não-disputa da Copinha pelo Índio causou um alvoroço na aldeia. Ainda combinado com o rubro-negro anunciando essa semana, em praticamente em 24 horas, comissão técnica e um grande número de jogadores.

Mas por quê?
Essa foi a principal pergunta na minha caixa de e-mails e também dos torcedores que ligaram ou me encontraram na rua. Como o Sapucaiense consegue e o Aimoré não? O time leopoldense não tem mais tradição que o de Sapucaia? Sua estrutura não é melhor que a do Sapucaiense? E assim vai o número de questionamentos. Talvez a principal resposta neste caso seja a falta de dinheiro. Mas se tratando de um clube “esportivo”, o natural seria que ele esteja sempre em atividade.

Brigas
No Aimoré as coisas parece que são sempre complicadas. Há muitos saudosistas. Essa semana, por exemplo, quando o presidente do conselho, Marlos Bombassaro, falou que havia quatro candidatos à presidência foi um deus nos acuda danado. Aliás, ficou acertado que as eleições serão no dia 12 de agosto.

Esperança
Muita gente também não entendeu o motivo de uma eleição agora. Se não vai haver futebol não justificaria fazê-la. Todos esperavam ansiosos que Márcio Picoli colocasse o time na Copinha, coisa que não aconteceu. Mas precisamos fazer justiça. Pelo que sei, ele foi o único que correu atrás. Claro que, para o torcedor, só tentar não resolve.

Boca de urna
Dois dos quatro candidatos já são conhecidos. Márcio Picoli, que foi o primeiro a dar a cara para bater, e agora oficialmente Paulo Dutra, o Paulo Xis. Pela pesquisa de boca de urna, feita nas mesas de bares do Município, Márcio saiu na frente disparado, mas agora vem perdendo força. Paulo chegou forte e promete liderar em menos de duas semanas. Os dois são da situação. Portanto, são dois candidatos que estavam do mesmo lado até poucos dias atrás. O projeto de Márcio todos já conhecem, já o de Paulo, será anunciado nos próximos dias.

Paixão

Muita gente vem me questionando porque não escrevi nenhuma linha sobre a Copa. Em nenhum momento a paixão pelo futebol é tão evidente quanto na Copa do Mundo. Praticamente todas as pessoas, mesmo aquelas que não torcem por nenhum time ou não fazem a menor ideia do que é impedimento, rendem-se ao esporte bretão. Portanto, em tudo que fosse escrever, mesmo alguns concordando ou não, o amor pela Pátria falaria mais alto. Não existem argumentos contra resultados. Sejam positivos ou negativos.

Ódio
Dunga é o culpado. Em 1982, quando fomos eliminados, não lembro do povo criticando Telê Santana por não ter levado esse ou aquele jogador. Lembro do pessoal comentando, até hoje, que tínhamos a melhor seleção. Em 2006 também perdemos, mas nossa equipe era qualificadíssima. Agora foi diferente. De todas as Copas de que eu me lembro, o time era o mais comum. A ponto de falarmos e sentirmos a ausência de Elano. Dunga abriu mão da arte, sabia que iria morrer sem ela. Todos sabíamos. Minha mãe, que não entende nada de futebol, sussurrou ao final da partida: ‘‘Eu havia dito. Esse time não tem nenhum jogador daqueles’’, comentou referindo-se aos Ronaldos, Romário, Adriano. Minha mãe disse isso. Acho que a maioria dos brasileiros falou isso. Torcemos porque somos patriotas, mas sabíamos que o time não era bom. Era simples demais.

Imprensa
Na coletiva, senti falta do Dunga - que é o culpado - falar que a imprensa atrapalhou. Que nada, no final ele comentou que todos puderam fazer o seu trabalho. A imprensa fez, como sempre faz, apesar de toda dificuldade imposta por ele, mas e o seu trabalho? Se é que sabia o que estava fazendo, né seu Dunga?


Bandeira: Outro que roubei um tempinho para poder conversar. Ele me disse que não foi procurado pelo Sapucaiense. Mas se diz aberto a negociações.
Geraldo Delamore e Marcão: Delamore tem a simpatia de Scopel. Marcão passou pelo Arthur Mesquita Dias essa semana. São mais dois nomes que podem assumir o Sapucaiense.

26 junho, 2010

Deu Uruguai

Não havia feito nenhum comentário sobre a Copa, até porque para mim é nesse momento que começa verdadeiramente a Copa do Mundo. No primeiro jogo deste mata ou morre deu Uruguai. Não jogou aquele futebol convincente da primeira fase, aliás, para sermos justo a Coreia do Sul teve muito mais vontade de ganhar que propriamente a equipe anilada. Mas é Uruguai, um País que fez história no passado e que parece estar ressurgindo das cinzas após muitos anos. Seu próximo adversário sai de Gana e EUA, nenhuma seleção tradicional, apesar dos americanos estarem jogando um futebol redondinho. Enfim, os sulamericanos estão em alta, vamos acompanhar o segundo confronto do sábado para ver quem passa.

Ex-jogador do Aimoré vai jogar em Portugal

São Leopoldo - O jogador Lucas Espídola, 20 anos, ex-Aimoré, Grêmio, Juventude e Metropolitano, defenderá as cores do Futebol Clube Paços de Ferreira em Portugal. Time da primeira divisão que na temporada 2009/2010 ficou na 10ª colocação no Campeonato Português e na Taça Portugal perdeu o título para o Porto. Morador do bairro Rio Branco, o jovem que praticamente cresceu jogando no Grêmio Futebool Portoalegrense, ao lado de Douglas Costa, se diz ansioso mais preparador para a grande oportunidade da sua vida.

Sexto brasileiro no grupo
O mais novo de uma família de quatros filhos, o atacante Lucas se diz mais maduro e pronto para encarar esse nosso desafio. No time português ele será o sexto jogador brasileiro a fazer parte do elenco. O ex-jogador do Aimoré, na Segundona deste ano, foi por meio do meu empresário César Botega (o mesmo de Douglas Costa). Do jogadores que atuam no clube português, o leopoldense conhece apenas Bruno de Paula, pois atuaram junto nas categorias de base do tricolor gaúcho.

VS - Quando tempo ficará por lá?
Lucas - Segundo o meu empresário o contrato é de um ano.

VS - Quando viaja?
Lucas - Hoje (ontem), o pessoal encaminhou meu passaporte e compraram as passagens, viajo no dia 5 de julho.

VS - É a primeira vez que sai para fora do País? E como está se sentindo?
Lucas - Será sim a primeira vez. Estou ansioso, mas tranquilho.

VS - Vai morar onde?
Lucas - Ficarei em um apartamento, mas ainda devo conversar com o pessoal do clube e meu empresário.

VS - Por que não deu certo no Grêmio?
Lucas - O extra-campo me atrapalhou muito. Praticamente me criei no Olímpico.Estou lá deste os 9 anos. Não fiquei o tempo todo, mas cada vez que sai o pessoal me buscava para voltar.

VS - O que houve no Aimoré?
Lucas - O mesmo problema. Estava parado e o pessoal me convidou para jogar ali. Abel deixou claro, pois já me conhecia, se houvesse problema me mandaria embora. Aí em um treino me desentendi com um guri do juvenil, ele não gostou e me dispensou.

VS - E agora em Portugal? Conseguirá se manter na linha?
Lucas - Resolvi mudar. É uma grande oportunidade e não quero perder.

VS - Algum clube pode lucrar com sua ida para fora?
Lucas - Não porque estava sem clube. Ganhei passe livre. Quem tem direito é os meus empresários.

Sem futebol

Mais uma fez São Leopoldo não terá futebol profissional no segundo semestre. Ainda não sei se é uma pena ou uma perda, mas se não há dinheiro não há muito que fazer. O negócio agora é tentar colocar o trem nos trilhos. Se é que um dia alguém conseguirá esse feito.

Tarefa complicada
O Cruzeiro de Porto Alegre peleou durante 32 anos. Lajeandense ficou 12 anos na Segundona Gaúcha. Dois exemplos recente que comprovam que a tarefa não é fácil. Se fizermos um pouquinho mais de esforço podemos lembrar do Pelotas, que subiu em 2009, mas peleou durante sete anos. Futebol, dinheiro, competência, planejamento e muita sorte são os ingredientes que tão certo para atingir o seu objetivo. Por enquanto no Monumental Cristo Rei tudo isso ainda está muito distante.

A chapa esquentou
A entrevista com Márcio Picoli causou alvoroço na aldeia. Não sei porque me surpreendo com isso, mas parece que seu nome deixou de ser unanimidade após ela. Até outra chapa já foi mensionada. Com Paulo Xis de presidente. Os números de votos entre os conselheiros estão sendo contabilizados. Será que é a revolta dos esquecidos?

Fala de presidente
Muita gente achou que o Márcio já falou como presidente, coisa que ainda não é, portanto se quer deveria ter dado a entrevista. Mas as pessoas esquecem ou não sabem, que ele é da situação, com dá a entender que ele tem o aval da atual presidência, que aliás, no dia da entrevista, um dos presidentes estava no estádio e sabendo de tudo. Então minha gente, deixamos a hipocricia de lado. Esse pode ser um dos motivos pelo qual o Aimoré não engrena.

No vizinho
Em Sapucaia do Sul a expectativa ainda é grande. O prazo dado pela federação para confirmar participação na Copinha se encerra na próxima terça-feira, dia 29, apesar deles sempre darem mais um tempinho além do anunciado. Diferente que no Aimoré, no rubro-negro as coisas parecem ser mais práticas. E é claro menos tumultuadas. Pelo que sei não existe disputada de beleza, pode até haver outras, mas desse mal o Sapucaiense não sofre.

Desemprego
Conversando com Arlênio Silva, vice de futebol do Sapucaiense, ele tocou em um ponto importante. O Aimoré não disputando a Copa da Federação é ruim também em outro aspecto. Vai haver mais jogadores desembregado na região. Confesso que não havia me dado conta disso, mas Arlênio tem toda razão. Os diferenciados provavelmente estarão empregados, já os carregadores de piano, devem ficar de fora. Ruim para a classe.

Ajuda em boa hora
Preciso agradecer o secretário de esporte de São Leopoldo Ademir de Césaro. Essa semana de um exemplo de como resolver um problema sem toda aquela burocracia. O pessoal do Clube do Boxe Universal, da Vila Paim, não tinha mais local para treinar. No inicio do ano o projeto contava com 45 meninos, hoje restam apenas 15. A tendência era diminuir cada vez mais, mas com essa ajuda acho que a entidade, do meu amigo Tiago Silva, ganha uma sobrevida. Parabéns secretário, as vezes não dá para fazer tudo, mas quando se tem vontade muitas coisas podem ser feitas.

24 junho, 2010

Aimoré antecipa eleições, mas está fora da Copa FGF

São Leopoldo - O Clube Esportivo Aimoré havia anunciado na semana passada que anteciparia as eleições para presidente. Com isso, a expectativa de haver futebol no próximo semestre aumentou bastante entre os torcedores. No entanto, ontem, o único candidato a presidente, Márcio Picoli, afirmou que o Aimoré não disputará a Copa da Federação, a Copinha, no segundo semestre. Ele diz que a ideia é estruturar o clube e em outubro começar a pensar nos nomes que trabalharão no futebol na sua gestão. A data da pleito para nova diretoria ainda não está definida.

Entrevista/Márcio Picoli
Aos 37 anos, o morador do bairro Independência quer colocar o Aimoré entre os grandes do futebol gaúcho. Aposta no seu sucesso profissional e no bom relacionamentos com os empresários da cidade para aproximar clube e comunidade.
Jornal VS - Ainda quando era diretor de patrimônio você havia dito que não seria o próximo presidente. O que o fez mudar de ideia?
Márcio Picoli - Quando o Sandro Borowski convidou, a ideia era ajudar. Não queria saber do futebol, somente do patrimônio. Mas com o passar do tempo fui me envolvendo cada vez mais. Hoje, o meu nome surge por dois motivos: para dar continuidade a esse trabalho que começamos e também porque não há outro nome.

VS - A antecipação das eleições dava a entender que haveria futebol no segundo semestre, tanto que a expectativa em torno do seu nome era essa. O que houve?
Picoli - Minha vontade é fazer, mas não temos dinheiro. Tentamos algumas parcerias, mas não deram certo.

VS - O que o clube fará neste segundo semestre?
Picoli -
Daremos continuidade às obras. Queremos deixar tudo pronto para em 2011 nos dedicarmos somente para o profissional.

VS - E o futebol?
Picoli -
Trabalharemos a base. Não é o que todos falam? Começamos com as escolinhas. Depois será o juniores, assim plantaremos e deveremos colher em um futuro próximo.

VS - Mas e dinheiro para isso? Quem ajudará um time que não tem futebol profissional?
Picoli -
Temos parceiros. Existem empresas que ajudam com R$ 1 a 1,5 mil por mês. Para fazer futebol profissional não dá, mas com esse dinheiro conseguimos colocar a casa em ordem.

VS - A GRA Sport continua?
Picoli -
Continua. Por meio dela vários empresários frequentam o Aimoré.

VS - Como está o problema com o pessoal que administra o restaurante?
Picoli -
Está com o nosso jurídico. Tentamos negociar mas não deu. Então ficou por conta do Guto (Luís Augusto Luz, advogado do clube).

VS - Sandro Borowski terá uma função na sua gestão?
Picoli -
Preciso deixar claro que estou aqui por causa dele. Foi o Sandro que me trouxe. Portanto, se ele quiser, terá lugar. Não sei onde. Aliás, parece que existe uma proposta profissional para ele e ainda não conversamos sobre isso.

VS - E o supervisor de futebol Luís Fernando Bavaresco. Ele continua?
Picoli -
Também continua. Está fazendo um estágio no Goiás e devo contar com ele.

VS - Quais seriam os outros nomes para o futebol?
Picoli -
Vou pensar nisso somente a partir de outubro. Vou estar fazendo contato, mas só divulgarei quando estiver tudo acertado.

VS - Fala-se em uma possível troca de estádio. Qual sua opinião?
Picoli -
Não gosto muito de falar nisso. Se houvesse uma empresa que viabilizasse um arena para nós, em um lugar de fácil acesso, quem sabe. Seriam menos gastos, mas por enquanto prefiro trabalhar com fatos e não com boatos.

VS - A última gestão foi marcada por brigas. Como lidar com as diferenças?
Picoli -
Só trazendo gente da sua inteira confiança. É o que eu estou fazendo. Na gestão passada, nem eu fazia parte e acabei entrando no meio do caminho.

VS - Como dividirá sua vida profissional com o presidência do clube?
Picoli -
É simples. Colocarei pessoas capacitadas em cada área. Minha ideia é vir para o clube uma vez por dia. Quem quiser falar comigo deverá agendar. Claro, se for algo importante não há problema, mas é assim que quero dividir as duas coisas.

VS - Como você lida com as críticas da imprensa e torcedores?
Picoli -
Sou uma pessoa tranquila. Sempre trabalhei. Minha intenção é colocar o Aimoré de volta entre os grande. É difícil, pois se fosse fácil, o Glória, Brasil de Farroupilha e outros clubes com poder aquisitivo maior já estariam entre eles. O Cruzeiro levou 32 anos, o Lajeadense 12. Agora conseguiram. Então, é trabalhar sério e com transparência.

22 junho, 2010

Cruzeiro e Lajeadense decidem o título da Série B

Porto Alegre - Depois da vitória de sábado por 3 a 1 diante do Cruzeiro, que já havia confirmado o acesso antecipadamente para Série A de 2011, o Lajeadense, após 12 anos, é a segunda equipe a carimbar o seu passaporte para estar entre os grandes no ano do seu centenário. E hoje, em Porto Alegre, a partir das 15 horas, as duas equipes se enfrentam mais uma fez, na melhor de dois jogos, para saber com quem ficará a taça de campeão da Segundona Gaúcha de 2010. A partida ocorre no Estádio Estrelão e no sábado ocorre o jog da volta, em Lajeado. Brasil de Farroupilha, que venceu seu último jogo diante do São Paulo, por 3 a 1, ficou com a terceira colocação com oitos pontos. Já a equipe de Rio Grande, acabou em último com cinco.

No papel

Por enquanto nada de contrato, até porque o Sapucaiense segue em busca de parceiros. De certo duas situações: Para Copinha, que dura quase cinco meses, no mínimo R$ 250 mil. Isso com uma folha de em torno R$ 25 mil. Ontem Arlênio Silva e Márcio Dias, já começavam a projetar o Sapucaiense no papel. Conforme ele, irá vestir a camisa rubro-negra quem estiver com vontade de jogar. Ano passado teve atleta que ecolheu os adversários para entrar em campo, agora será diferente. Goleiro ainda não existe nome, mas o resto pode ser esse: Gian, Cirilo, Rudi e Vasco; Carlos Alberto, Evandro, Douglas, Ícaro, André, Tiago Matos e Catatau. Ainda tem o Juliano, Felipe Cardoso e outro nomes que estão surgindo. Ninguém foi procurado, mas já é um bom time, ou alguém dúvida?

Zebra?
O futebol é mesmo engraçado. Quem apostaria em Lajeandense e Cruzeiro no inicio da Segundona deste ano? Acho que eu mesmo devo ter descartado os dois na primeira e segunda fase. Falei muito do Glória, Brasil e Cerâmica, para ficar com essa chave, e Brasil de Pelotas. Times fortes, caros e com jogadores experiente. Deu tudo ao contrário, pelo menos para mim. Subiram dois clubes com jogadores jovens e folha baixa. Acho que nem eles esperavam por isso. Mas estão lá.

Salvador da pátria

É mais ou menos esse sentimento que torcedor aimoresista espera de Márcio Picoli, assim que assumir a presidência do clube. Depois de todos esses anos um empresário de sucesso está de volta à frente do Índio. Com ele a expectativa de retornar a Série A e de ver gente nova trabalhando em prol desse sonho. Acho que não é preciso dizer o tamanho da sua responsabilidade e expectativa de todos. Pelo que sei e as conversas que tive com ele a palavra de ordem na sua gestão será a profissionalização. Tanto dentro do campo como fora dele.

Chega de favor
Márcio já deixou claro isso. Vai se cercar de pessoas competentes, vencedoras e que atuem nas duas áreas: Futebol e administração. Chega dessa história de estou aqui para ajudar. Quem for fazer alguma coisa, dentro do futebol ou fora dele estará recebendo para isso, consequentemente terá que fazer bem feito, pois será empregado.

Com R$ 25 mil
Márcio me disse que vai tentar de tudo para colocar um time em campo no segundo semestre. Ele projeta um time de mais ou menos R$ 25 mil. Sabe que é pouco, mas também já fez uma projeção interessante: Se conseguir aproveitar um pouco mais da metade, na Segundona de 2011, o trabalho já pode ser considerado bom. Afinal não sairá do zero.

Técnico
Pelo que me disse será o primeiro da lista, assim é claro, que formar o seu grupo fora de campo. A ideia, conforme o futuro presidente, é encontrar um homem para agora, mas vizando a Segundona de 2011. Ano passado o Aimoré iniciou com Maninho, trouxe Jairo Swirsky e terminou com Neizinho Delavi, pois Abel Ribeiro chegou e foi embora.

Homens do futebol
Outra área fundamental. Quem serão os seus homens do futebol. A história recente mostra que não dá para deixar as contratações em cima do técnico. Ele precisa participar, mas a palavra final deve ser do presidente e seus vice e gerente de futebol. Márcio também está trabalhando com esses nomes. O primeiro nome que vazou, não acredatou a muitos. Aliás, até esse detalhe, que parece ser um problema crônico no Aimoré precisa ser administrado. Tudo que fala, qualquer nome que se diga, é criticado. Então precisa ter convicção, pois unanimidade por enquanto, somente o seu nome.

Nacional confirmado no Campeonato Amador

São Leopoldo - Sem a presença certa do Aimoré na Copa da Federação, no segundo semestre, e com isso sem futebol profissional na cidade, o olhos parecem que ficaram voltados para o Grêmio Esportivo Nacional. Que confirmou presença no Campeonato Estadual de Futebol Amador. Que deve iniciar no dia 8 de agosto. ``Para não ficarmos parado, resolvemos disputar o Amador. Fizemos os cálculos e para nós, no momento, é menos gastos. Ano que vêm sim, nossa intenção é estar na Segundona. Da região, somente o time leopoldense e o Estância Velha, as demais equipes estão espalhada pelo Estado. Gramadense, atual campeão, e uma das tradicionais nesta competição, confirmou sua presença, já em contra-partida, Americano, Dois Irmãos, Sete e Ivoti optaram por não participar. Para o supervisor de futebol do Nacional, Jonas Proença, a chave é forte, mas acredita que o Nacional fará uma belo campeonato. ``Não conheço todos os times, mas a informações que temos é que o nosso grupo é mais qualificado. Então vamos trabalhar forte para conseguir o nosso objetivo'', comentou.

Quatorze times, duas chaves

O campeonato contará esse ano com 14 times. Que foram divididos em duas chaves de sete, se classificando os quatro melhores de cada. As partida serão de turno e returno. A arbitragem fica por conta da Federação Gaúcha. O Nacional começa a pensar nesta competição a partir do dia 2 de julho, já que está disputando o Gauchão de Juniores, que por sinal não vai bem. ``Não queremos tirar o foco, por isso nossa ideia ainda é o Campeonato de Juniores. Mas acho que essa semana definiremos o que vamos fazer'' afirmou Proença. A intenção dos dirigentes da baixada é mesclar o grupo de jogadores. Por isso firmaram algumas parcerias, entre elas do ex-jogador profissional e hoje empresário Dunguinha, de Canoas. ``Deveremos usar os nosso meninos nascidos em 90 e também alguns jogadores mais experiência nessa competição. Mas isso só será definido depois de uma reunião''

Times
Chave A - Academia do Morro, Nova Prata, Serrano, Morro Reuter, Lajeadense, Colorado e Mundo Novo.
Chave B - Nacional, Gramadense, Estância Velha, Tamoio, Guaíba, Flamengo São Valentin e Juventude de Ibiruba

15 junho, 2010

Uma vitória burocrática

Para mim nenhuma novidade. Tinha quase certeza que seria assim. Aliás, juro que esperava até o pior. O time do técnico Dunga sempre foi assim: vitorioso e burocrático. Se o povo brasileiro espera uma vitória de goleada e jogando um futebol convincente nesta copa, pode esquecer, pois não vai ver isso. Robinho é um dos únicos que pode fazer algo de diferente. Algo que o povo espera e sonha. Algo que estamos acostumado a ver e exportar a cada final de copa. Os demais são jogadores operários. O pior de tudo é saber que no banco de reserva não há ninguém que possa melhorar esse quadro desesperador. Eu mesmo quando terminou o primeiro tempo fiquei me perguntando quem poderia resolver a partida. Ramires? Nilmar? Grafite? Não encontrei resposta. Acho que pela primeira nos tornamos refém de um futebol simples, disciplinado. Dunga não deu lugar a criatividade e rebeldia. Dunga disse não, quando a melhor resposta seria sim.

História de índio

Entre os indígenas não há classes sociais como a do homem branco. Todos têm os mesmo direitos e recebem o mesmo tratamento. A terra, por exemplo, pertence a todos e quando um índio caça, costuma dividir o alimentos com todos da sua tribo. Apenas os instrumentos de trabalho (machado, arcos, flechas, arpões) são de propriedade individual. O trabalho também é tarefa de todos na tribo, porém possui algumas divisões.

Pajé e Cacique
Duas figuras importantes na organização das tribos são o pajé e o cacique. O pajé é o sacerdote da tribo, pois conhece todos os rituais e recebe as mensagens dos deuses. Ele também é o curandeiro, pois conhece todos os chás e ervas para curar doenças. É dele o ritual da pajelança, onde evoca os deuses da floresta e dos ancestrais para ajudar na cura. O cacique, também importante na vida tribal, faz o papel de chefe, pois organiza e orienta os índios.

Achar soluções
Neste final de semana procurei achar respostas para a atual situação do Aimoré. Algo de diferente, que não havia escrito. Tentei encontrar uma saída, já que muita gente parece ter desisdido de procurar uma. Me chamou a atenção esse dois textos acima. Fala de índio. Um povo que nunca desistiu. Que apreendeu a se virar sozinho. Que encontrou soluções quando parecia que não havia nenhuma. Que lutou, quando tudo indicava que morreria na primeira batalha. Se manteve vivo, afinal é um guerreiro, característica principal para quem quer vencer os seus adversários. …

Contigo ninguém acaba
Para quem não sabe, essa frase está hino do Aimoré. Para quem sabe e deve ter esquecido ela continua lá. Portanto, para um verdadeiro Índio, a vida nunca foi fácil. Sempre foi de muitas batalhas. Não lembro de um índio desistir da guerra, lembro sim de muitos morrendo por ela. A história conta isso. Hoje pela primeira fez estou diante desta situação. Parece que a direção aimoresitas está desistindo de lutar ou seria com medo de lutar.

Atrás da caça
Os pajés e caciques aimoresitas juntamente com toda sua tribo, precisam arrumar alternativas. Não pode ficar parada esperando o dinheiro certo da prefeitura e Semae. A história não diz que a caça vai ao encontro do caçador. O verdadeiro índio é que vai atrás dela. O Aimoré precisa correr atrás de novos parcerios. Precisa se unir. A maior preza é a Série A, mas para capturá-la vai ser preciso saber caça-la, coisas que muitos tentam e poucos conseguem.

Três volantes
nenhuma direção
Não gostei do Nacional. Aliás, acho que Aílton errou a mão. Ele perdeu o Renan, pelo menos por equanto. Mas mais que isso, perdeu o homem que articulava toda as jogadas. Ganhou Jeferson, mas é um volante. Manteve Willian e Geremias, mas dois volantes. Acabou ficando sem direção. Heli e Dimy ficarão isolados. Pelo pouco que já vi no grupo, Igrejinha poderia ser o substitudo, apesar de ter entrado e não der correspondido muito. Mas se ele quiser se manter vivo, vai precisar arrumar a casa, senão.

13 junho, 2010

Felipão fecha com o Palmeiras

Foi o técnico Luiz Felipe Scolari, em nota oficial, quem anunciou que fechou contrato com o Palmeiras. A negociação está sacramentada. Felipão assinará em 15 de julho acordo de dois anos e seis meses, até dezembro de 2012. Ele volta ao Brasil depois de sete anos e ao clube paulista após dez. No Palmeiras conquistou a Copa do Brasil de 98, a Mercosul, também em 98, e a Libertadores de 99. Chegou na final do Brasileiro de 97 e da Libertadores de 2000.

Azedou

Parece que azedou a negociação entre Aimoré e os tais empresários. Até porque Luís Carlos Winck, nome que a direção trabalhava para comandar o time na Copinha e Segundona, e um dos principais articuladores das negociações, foi anunciado como novo técnico do São José de Porto Alegre. As chances do Índio jogar no próximo semestre reduzem cada vez mais. Agora é hora do plano B, se é que existe.

Jogaram a toalha
Parece que o clima é de fim de jogo para 2010 entre os comandantes do clube, inclusive os presidentes. Márcio Picoli é a exceção, porque ainda tem esperança. Já seu fiel escudeiro e amigo, Nelson Brambila, não compartilha desse sentimento. A tese de Nelsinho é que disputar a Copa da Federação é desperdiçar dinheiro, que anda escasso há muito tempo. Segundo ele, se o foco é a Segundona de 2011, para que gastar agora? Não concordo muito, mas não há como negar que quando o sapato aberta o socorro vem dele e do Márcio.

Se correr, o bicho pega...
O argumento de Nelsinho é que se contratar agora e o jogador não corresponder às expectativas é dinheiro colocado fora. Mas em contrapartida, dificilmente aquele atleta que deu certo na copinha será mandado embora. A tendência é que ele fique e tenha o seu contrato renovado até o fim da Segundona. Sendo assim, será um homem a menos no mercado.

Convicção
Nos bastidores os comentários dão conta que a direção parece mais preocupada com as críticas da imprensa - se a equipe for mal na Copinha - do que com o próprio time que possa colocar em campo. Se isso for verdade, os dirigentes não estão tendo convicção do que estão fazendo. Desde que o futebol existe a relação imprensa e dirigente tendo sido assim. Independente do tamanho do clube.

Pressão
Parece que a direção rubro-negra, comandada pelo prefeito Vilmar Ballin, vice e presidente do clube Ibanor Catto, Arlênio Silva e João Luiz Scopel, estão decididos a pressionar empresários da cidade. Objetivo é levar o Sapuca de volta para elite do futebol. A pressão parece que será mais forte em cima da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e Associação, Comercial, Industrial e de Serviços (Acis). Hoje a maior parceira do clube vem de fora da cidade: a Real Rodovias é de Esteio.

Responsabilidade
Mais uma vez a responsabilidade de montar um time competitivo será do vice de futebol Arlênio Silva. Pelo pouco que conheço e relembrando do elenco que montou ano passado, o time não vai entrar para virar saco de bancada. Pelos menos é essa a ideia. Na copinha de 2009, por exemplo, o rubro-negro não foi muito bem em campo, mas não há como negar que o plantel era bem mais qualificado que o da Segundona deste ano. Rodrigo, Douglas, Teda, Rudi, Dias, Vagson, Evandro, Bocha, Sandro Fraga, Dângelo, Alê, Felipe Cardoso, Ícaro e Juliano não era um mal time, né?

07 junho, 2010

Outras épocas



Parece que estamos vivendo um novo momento no futebol. No programa arquibancada de sábado foi um exemplo (foto). Círio Quadros, Fabiano Daitx, Leocir Dall’ Astra e Ben Hur Pereira formam uma nova geração de técnicos, que ao contrário que muitos falam não torcem para que o colega se dê mal, muito pelo contrário, o que se vê é muitas parcerias e trocas de informações. Portanto, independente de qual clube que estiverem eles já sabem muito bem o tipo de dirigente que vão encontrar. Bom para o futebol.

Mudança de foco
No programa Arquibancada, o técnico do Cerâmica, Leocir Dall Astra, deu um depoimento interessante sobre o que aconteceu com um dos times que era considerado favorito para subir à elite do futebol gaúcho. Segundo Leocir, não foi por causa da Copa do Brasil, competição que o clube de Gravataí vinha disputando paralelamente e que por sinal faturou mais de R$ 100 mil. A mudança de foco foi a principal derrota. ‘‘Nas últimas competições vínhamos fazendo belas campanhas com jogadores revelados na base. Achamos que com jogadores mais rodados e experientes teríamos mais retorno, coisa que não ocorreu. Aliás, nos demos mal. Faz parte, está aí o Cruzeiro e o Lajeadense, que por sinal comprou nossa ideia, mostrando que devemos retomar o nosso rumo’’, afirmou o professor.

Aposta e confiança
A renovação do contrato de Leocir com o Cerâmica mostra bem a confiança que a direção gravataiense tem nele. Não é porque o trabalho não foi satisfatório agora que se deve abandonar o projeto. Leocir disse que colocou o cargo à disposição várias vezes e que também surgiram outros clubes para treinar, mas como tem uma relação muita boa com o presidente e demais dirigentes achou melhor seguir o seu trabalho. Esta aí promessa de bons frutos ali na frente.

Projeto e planejamento
Círio Quadros, que também estava no programa, falou dessas duas palavras que volte e meia estão na boca dos dirigentes. De acordo com Círio, para se dar bem no futebol nunca se deve mudar o projeto. Ele representa o laço entre presente e futuro, e para um complicado caminho que é vencer no futebol é essencial não mudá-lo. O planejamento, sim, esse pode ser alterado para facilitar o trajeto. Então dirigentes... quando demitirem os técnicos podem arrumar outra desculpa, porque essa não cola mais.

Direitos e deveres
Acho que é a grande dúvida que fica no ar, porque parece que a parceria entre Aimoré e os empresários será fechada hoje. Onde terminam os direitos e iniciam os deveres das duas as partes? A direção do Aimoré dará as cartas ou somente fará parte do jogo? Quem será o técnico? E quando for escolhido será unanimidade? No Fluminense, por exemplo, a principal apoiadora do clube praticamente obrigou a direção a contratar Muricy Ramalho, que por sinal vem dando resultado. Aqui, pelo que já sei, o possível treinador tem bagagem suficiente até para ser dirigente do clube. Resta saber se mesmo sendo indicado por esses empresários poderá escalar seus jogadores.

Exemplo negativo
Em um passado recente, Círio Quadros viveu um situação parecida no Sapucaiense. Na época, o ex-presidente Chico Cristianetti e o Arlênio Silva acabaram bancando o técnico e abrindo mão dos empresários. Resultado: meia dúzia de jogadores indo embora, mas a taça de campeão da Segundona de 2007 no armário.

Não foi procurado
Na coluna de sábado citei o nome do técnico Laone Luz como o futuro gerente de futebol Índio. Primeiro preciso dizer que Laone ainda é técnico, não está trabalhando por opção própria, mas continua exercendo a atividade. Segundo, ele não foi procurado pela direção índia. Teve uma conversa informal com o presidente Sandro Borowski há mais o menos 30 dias, mas nada de oficial.


Rejeição
Não conheço o trabalho do Laone e tenho por hábito nunca julgar as pessoas sem antes conhecê-las. Muitas vezes um profissional é bom para um clube e não consegue fazer o mesmo trabalho em outro. Prefiro dar minha opinião quando acompanho o dia-a-dia. Mas pelo número de e-mails que recebi, parece que o torcedor não aprova muito o seu nome. Fazer o quê?

Estou fora
Leônidas Funck me disse que foi procurado pelo Telminho e já deixou claro que não iria assumir o cargo. O principal motivo seria falta de tempo. Mas acrescentaria, já que conhece a aldeia e sabe que não é nada fácil viver onde tem muito chefe e pouco índio.


Seleção Brasileira
Agora tudo é Copa. O mundo para e os olhos estão direcionados para África. Para nossa seleção. Para Dunga. Muita gente vem me perguntando o que eu acho dela. Para mim é comum, mas objetiva. Robinho é nossa esperança de grandes jogadas, aquelas que nos diferenciam entre as demais seleções. Se não sai dos pés dele, duvido muito que saia de outro. Kaká é a referência do nosso treinador, aliás, seu futebol é tão objetivo quanto.

Quicando a bola
Você sabia:

Que Leocir Dall Astra foi convidado para ser o técnico do Sapucaiense e indicou Ben Hur Pereira em 2008?
Que Leocir recusou ser o técnico do Glória de Vacaria?
Que na semana passada o técnico Leco esteve reunido com a direção índia?
Que Círio Quadros tem um acordo verbal com a direção da Universidade e se não surgiu nada deve permanecer como técnico em Canoas?

29 maio, 2010

Felipão não é mais técnico do Bunyodkor

Luiz Felipe Scolari não é mais o técnico do Bunyodkor. Nesta sexta-feira, Felipão concedeu uma entrevista coletiva explicando os motivos da antecipação de sua saída. – Nós tínhamos um contrato estipulado que a cada seis meses haveria uma conversa entre nós e o clube. Para saber se seria interessante a continuação ou não. Fizemos o contrato de um ano e meio dividido em três partes, nós antecipamos o termino desta segunda parte, já que algumas situações aconteceram e fizeram com que nós, de ambas as partes, tomassemos esta medida – explica Felipão. O treinador brasileiro informou, ainda, que os estudos de seu filho influenciaram na decisão.
– Penso que agindo desta forma eu estarei dando a minha contribuição ao clube e também estarei com o tempo necessário para definir uma situação de estudo do meu filho na Europa. Definindo um País ou um lugar onde ele possa começar seus estudos na universidade. Tudo ficará definido de uma forma normal, como acertamos – finaliza.
Em quase um ano à frente do Bunyodkor, Luiz Felipe Scolari dirigiu a equipe em 43 jogos, com 31 vitórias, 6 empates e 6 derrotas, aproveitamento de 76%.
Contratado por uma emissora estatal de televisão sul-africana, Felipão vai comentar alguns jogos da Copa do Mundo na África do Sul. Antes viaja com a família para Portugal. Olha aí colorados!!!!!

Efeito cascata

A entrevista do presidente do Sapucaiense, Ibanor Catto, ainda está repercutindo, principalmente entre os torcedores aimoresistas. Para eles será imperdoável a direção não fazer futebol no próximo semestre. Tendo em vista a participação do Novo Hamburgo e agora o Sapucaiense na Copinha. Ibanor tocou em um ponto importante na atual conjuntura dos clubes do interior. Se é difícil pagar as contas com a bola rolando, com os portões fechados, então...

Ninguém negou
Pelas conversas de bastidores e pelo que ouvi do presidente Sandro Borowski parece que a disputa da Copinha não está mais tão distante. O presidente e Márcio Picoli, candidatíssimo à próxima eleição, estão correndo atrás de parceiros para levar o Índio para o campo. Isso só confirma que o Sapucaiense mexeu com os brios da direção aimoresista.

No futuro
Renato Cemim comentou que não havia nenhuma negociação no momento. Mas também não descartou ajudar no futuro. Aliás, pelas poucas palavras, deixou claro que as portas estão abertas para quem sabe mais para frente conversar sobre o assunto. Não gosto muito da ideia de um clube ficar na mão de empresários, mas é inegável que o Renato tem uma boa entrada no meio do futebol. Também na atual conjuntura dos times da região, talvez seria uma saída.

Iluminação
Chega até ser engraçado, mas será uma vergonha para a direção do Sapucaiense ver todos os clubes varzeanos de Sapucaia do Sul terem iluminação e a única equipe profissional da cidade permanecer às escuras.

Promessa
Conversando com João Scopel, diretor da Câmara, ele me disse que foi feito um orçamento para colocar iluminação no Arthur Mesquita Dias. Segundo ele, os valores não baixaram de R$ 500 mil. Scopel comentou que serão analisadas outras propostas. Também garantiu que para 2011 o rubro-negro chegará com força máxima no futebol gaúcho. ‘‘Quando o Sapucaiense subiu não estava preparado, pois não se planejou. Agora para 2011 será diferente. Começaremos pela estrutura e depois faremos um time competitivo’’, afirmou. Está aí a palavra do homem que muitos admiram e outros tantos respeitam. Então, vamos esperar para ver ou seria cobrar?

Virando as costas
Conversando com pessoas ligadas ao Sapucaiense descobri que os empresários do município praticamente não apoiam o clube. A entidade que poderia servir de elo entre as empresas e o rubro-negro também não move um dedo. Em uma cidade que há um celeiro de craques e respira futebol dia e noite - está aí a Copa dos Campeões provando o que eu falo - é quase inadmissível que isso acontece. Hoje, para se ter uma ideia, a maior parceria do clube não faz parte deste território.

Quicando a bola
Arquibancada: Hoje, a partir das 11 horas, na rádio ABC 900 AM, estarão com a gente Felipi Becker, Felipe Oliveira, Guilherme Male e Cipião, todos do grupo de oposição do Internacional.
Universidade: Houve um comentário que a Universidade poderia jogar o Gauchão 2011 no Cristo Rei. Mas essa semana o presidente da antiga Ulbra, Gilson Mão de Pilão, parece que deixou bem encaminhado com o prefeito de Canoas, Jairo Jorge, esse assunto.
Somente parceria: Parece que Délcio Borba, atual presidente do São Leopoldo, desistiu de seguir nesta área. Segundo informações, agora ele será apenas um patrocinador do Nacional. Portanto, o São Leopoldo Futebol Clube não passará do papel. Afinal a própria federação não aceitou sua filiação.

Bola cheia: Para José Mourinho. Esse português está mesmo com moral no cenário mundial. Além de levar a Inter de Milão à Tríplice Coroa, o homem abriu mão de disputar a final interclubes para ser técnico do Real Madri. Mas o mais estranho nisso tudo é que logo após a vitória diante do Bayern ele já anunciava a sua saída. Ninguém comentou a falta de ética! Falta de caráter, do professor. Mesmo que o chileno Manuel Pellegrino, ainda permanecia como técnico do Real. Se fosse aqui no Brasil provavelmente Mourinho seria executado com vários tipos de adjetivos. Mas como se vê, ainda estamos há anos luz da Europa. Lá existe uma palavra chamada ‘‘respeito’’.

Bola murcha: Para Adriano. Chegou quase que fugido da Itália, quando quis romper seu contrato com a Internazionale de Milão. Essa mesma Inter que dirigida por Mourinho poderia ter dado a ele o título europeu e quem sabe garantir o seu lugar na seleção do Dunga. Na época o jogador jurou que queria abandonar o futebol, deixar de jogar bola e que nunca mais ia querer voltar para aquele país. Foram palavras jogadas ao vento, pois como podemos ver ele voltou. Agora para Roma onde quem sabe o Imperador possa fechar o seu ciclo, se é que ele vai ficar por lá.

25 maio, 2010

Ótima notícia

Pelo que conversei com Ibanor Catto, presidente do Sapucaiense, o clube vem mesmo para a disputa da Copinha no segundo semestre. Essa notícia é muito boa, pois tudo indicava que com os problemas internos, a porta do Arthur Mesquita Dias estaria fechada. Ibanor está certo quando fala quem em um clube de futebol, não dá para deixar de lado o principal produto. Afinal se já é difícil se manter em atividade, imaginem sem. Também para um time que a pouco tempo estava na Série A, é mesmo inadmissível ficar de fora das competições estaduais. …

Real Rodovias
O rubro-negro pode não ter a verba pública neste segundo semestre, mas em compensação a Real Rodovias, principal parceira do clube deste o seu surgimento no profissional, continua firme e forte apoiando o Sapuca. Está aí um bom exemplo a ser seguindo. Não adianta estar junto somente nos momentos bons, principalmente em times pequenos como o Sapucaiense. Pode ter certeza que o período mais importante é quando a equipe está na Segundona, porque não recebe ajuda financeira de ninguém. Na Série A ele começa o ano com R$ 600 mil na conta, repassados pela Federação Gaúcha.

Mais duas empresas
Ibanor disse que precisa de mais duas empresas para confirmar 100% a presença na Copinha. Segundo ele, seria suficiente para sua equipe entrar em campo. É melhor ter uma base agora que começar do zero em 2011. Esse ano em um time montado de última hora, não se classificou nem entre os seis melhores na primeira fase. Primeiro planta, depois colhe.

Tudo certo
Acho que depois das explicações do advogado Luís Augusto Luz, o Guto, do Aimoré, no programa Arquibancada do último sábado, podemos ficar tranquilho no que diz respeito a várias questões. Uma delas é a parceira com a GRA Sport. Guto deixou claro que todos os atletas da categoria sub-17, que são vinculados ao clube, e que por ventura moverem uma ação judicial contra o Aimoré, existe um cláusula no contrato que obriga a parceira da equipe leopoldense em dividir todas as despesas.

Já são 70%
O diretor financeiro do Aimoré, Paulo Dutra, o Paulo Xis, comentou que na última sexta-feira o clube pagou mais 40% de salários e acordo das rescisões. Já são 70% de tudo pago entre os atletas. Sendo assim a ideia de quitar tudo até o final do ano deve mesmo ser cumprida.

Conselho Municipal do futebol
Confesso que no primeiro momento gostei da iniciativa de fazer um conselho Municipal do Futebol. Agora não entendi a primeira reunião que definiria a comissão. A princípio os mais interessados eram os clubes, afinal partiu deles a idéia. Mas o que se viu foi gente d fora, dando opinião e questionando sem mesmo viver o drama futebolístico da cidade. Afinal não era para ter somente setes pessoas, mas tinha mais de 10.

Porque passar pela prefeitura
Outro fato que não entendi é criar o fundo mas continuar dependendo da boa vontade da prefeitura em liberar o dinheiro. Se é para ser assim, não precisa criar conselho nenhum. Deixe como está que é melhor.

Círio Quadros no São Paulo
É isso mesmo. Ontem, o ex-técnico do Sapucaiense, viajou para São Paulo onde ficará uma semana fazendo um estágio ao lado do técnico Ricardo Gomes. Segundo Círio, foi por meio de um empresário que surgiu essa possibilidade. ``Recebi o convite e estou muito feliz. Espero aproveitar a oportunidade, por estarei em um dos melhores CTs do Mundo'', comentou. Quem sabe na sua volta ele possa ser anunciado como o novo técnico do Novo Hamburgo.

Rodrigo Bandeira pediu para sair
Conversei ontem com o técnico Rodrigo Bandeira sobre o que aconteceu com o Riograndense na terceira fase da competição. Na primeira e segunda fase, sobe o seu comando, a equipe de Santa Maria liderou de ponta a ponta a competição. Segundo Bandeira, o preparador de goleiro e o seu preparador físico, não estavam na mesma direção que ele. ``Perdemos o foco. Os caras se voltaram contra mim. Aí deu no que deu'', afirmou. Até problema de bicho, entrou dentro do vestiário. No sábado, dia 29, no programa Arquibancada, ele contará um pouco mais sobre o ocorrido.

Quicando a bola
Fossati: Cada coletiva, após uma partida é uma peleia. O homem vê problema em qualquer pergunta. Responder qual é sua equipe titular deve dar morte.
GRA Sport: Apesar de não entrar em campo no fianl de semana, a equipe juvenil do Aimoré, que é administrada pela GRA Sport foi eliminida da Copa da Federação Sub-17. Para o supervivor Vinicius Motta, a eliminação, na sexta colocação, foi decepcionante, até porque a próxima competição será somente em agosto. Mas segundo ele, hoje, cinco meninos já poderiam ser negociados.

Bola cheia: Para os brasileiros Júlio César, Maicon e Lúcio. Encerraram o semestre nos clubes, com a Tríplece Coroa nas costas. Copa da Itália, Campeonato Italiano e Liga dos Campeões. Chegam para compor o questionado grupo da Seleção Brasileira, mais confiante e vencedores que qualquer um. Isso é bom, afinal no momento eles são unanimidades em todo o Brasil. Em um elenco de volantes, vai ser difícil encontrar a direção certa.

Bola murcha: Para o time do Vasco. Assisti ontem a partida entre Avaí e Vasco. Fiquei impressionado com a ruindade da equipe carioca, que agora tem como técnico o gaúcho Celso Roth. Olha! Vai ser complicado ele tirar alguma coisa com esse elenco. Se não mudar, em 2011 com certeza voltará para a série B. Parece que Roberto Dinamite, como presidente, não tem vida fácil. Tenho uma colega aqui na redação, que é vascaína, e já me diz que está com saudade do Eurico Miranda. Viu só!

Parceria à vista

A direção já deixou bem claro: não há dinheiro para o Aimoré participar da Copinha. E pelos números apresentados essa semana, realmente não tem mesmo. Para tentar fechar o ano com tudo em dia, já será um sufoco danado. Mas fiquei sabendo que há uma luz no fim do túnel. Aliás, duas. Uma empresa do ramo de transporte estaria disposta a bancar o clube durante 18 meses. A negociação está intermediada por um empresário de futebol.

R$ 30 mil
A ideia desse empresário é arrecadar R$ 30 mil por mês. Seria feito um contrato, de 18 meses, e essa parceria contaria com 30 empresas da região. Todas elas teriam a obrigação de pagar R$ 1 mil por mês. Com isso seria possível o clube disputar a Copinha e também teria verba para Segundona do próximo ano. Parece que essa opção estão quase fechada.

Traffic Sport
seria a opção B

A opção B, que também já foi feito o primeiro contato, é a conhecidíssima Traffic Sport. Empresa Multi Nacional, com mais de 30 anos, ligada ao esporte. Segundo informações, esse contato ainda está mais distante, mas a direção índia solicitou uma reunião com os representantes dela aqui no Brasil. Gosto da ideia, mas o clube teria que ter muito cuidado para não virar uma barriga de aluguel. Existem vários exemplos que não deram certo. Eles são os donos dos jogadores e o clube teria que aproveitar o momento para arrumar a casa, pois quando essas parcerias vão embora deixam terra arrasada.

Ford descartada
Os dirigentes também estavam em tratativa com a Ford, por meio do Márcio Picoli. Havia uma possibilidade deles se tornarem parceiros. Mas, de acordo com Márcio, o projeto deles é na categoria sub-15. Portanto, acabou sendo descartada.

Alvoroço desnecessário
Depois da matéria das dívidas do Aimoré, o meu telefone não parou de tocar. Aliás, antes mesmo de ser publicada já foi um horror. Todos preocupados com teor do conteúdo que sairia no jornal. Confesso que não entendi o alvoroço. A própria reação de uns dos presidentes não ficou muito clara. Menos mal que Telminho, também presidente Índio, e o Paulo Xis, diretor financeiro, entenderam e falaram sem nenhum problema. Afinal não vi nada de mais.
 
IPTU e água
Fiquei impressionado com os valores de IPTU e água atrasados. Sei que muita gente tem o hábito de atrasar esses tributos, mas se tratando de uma área de terra daquela dimensões e o preço que é cobrado não dá para deixar acumular. São R$ 67 mil a menos na conta. E para quem está sempre correndo atrás, este valor faz muita falta.

Empréstimo
Também achei estranho o empréstimo de R$ 30 mil. Afinal ano passado, por várias vezes, essa diretoria comentou que estava tudo em dia. Parece que não era bem assim. Também fiquei curioso para saber quem assinou pelo clube. Paulo preferiu não me falar.

Desconto antes
de chegar no clube

Parece que os parcelamentos do empréstimo, água e o IPTU estão sendo descontados antes mesmo de chegar no clube. Segundo o diretor financeiro, Prefeitura e Semae estão descontando esses valores. De uma certa forma isso é bom. Pelo menos é uma maneira desses três compromissos ficarem em dia. O próprio diretor comentou que tem sido assim no clube. Pago um conta hoje, a outra quando tem dinheiro em caixa.

Como pagar
tudo sem futebol?

É a grande pergunta. Se é quase unanimidade que o clube não deve disputar a Copinha no segundo semestre, sem parceria, como pagar as contas? Somente com o dinheiro do Semae, em torno de R$ 60 mil, que o Aimoré ainda tem para receber e outras arrecadações, acho que não serão suficiente para cobrir o rombo.

Somente 30% da folha
O Paulo me disse que foram pagos somente 30% da folha de maio. Portanto, se girou em torno de R$ 55 mil neste mês, o clube pagou somente R$ 16,5 mil. Resta sair do cofre aimoresista R$ 39,5 mil. A ideia da direção, se não disputar a Copinha, é rescindir o contrato com aqueles cinco jogadores que têm contrato até o final do ano. Apesar do diretor falar em fazer acordo, é mais dinheiro contabilizado. Mais dívida.

Conselho
Sinceramente, às vezes, acho que tenho muita dificuldade para entender certas coisas. Como um conselho aprova uma gestão se o saldo é negativo? O que é feito neste caso? Hoje, no programa Arquibancada, espero que o advogado do clube, Luís Augusto Luz, o Guto, possa me explicar isso.

Estou fora
O engraçado é que quando fui atrás do conselho para saber quem aprovou a última gestão foi um empurra-empurra danado. O Marlus Bombassaro, que é o presidente, disse que não é responsabilidade dele essa questão. Segundo ele, isso fica por conta do conselho fiscal. O pessoal do conselho fiscal comentou que não queria falar sobre o assunto abertamente e que também não era de sua atribuição a última gestão, somente essa que está em vigência.

Transparência
Se está tudo certo, se todos falam em transparência e se o dinheiro é público porque tanto mistério? Não seria melhor a cada semestre os números chegarem até o conhecimento do torcedor? Telminho me disse que todos estão ali para ajudar. Também acredito nisso. Mas também tem muita gente querendo ocultar os fatos. Pelo que Paulo me mostrou não vi nada de mistério.

Os campos são
da comunidade

Conversando com o vereador Chico de Borba, que está envolvido com o Conselho Municipal do Futebol, ele lembrou um fato que muito dirigente de clube da várzea esquece: os campos são áreas de lazer, não existe dono, como muitos acham que são.

Na contra-mão
Na última reunião da Limfa a sugestão do nosso amigo Manduca, lá do Juventus. Ele sugeriu aos representantes dos clubes que a categoria veteranos não seja obrigatória para os clubes. Se essa ideia foi aprovado pela Limfa, os clubes leopoldense vão dar um passo para trás. Enquanto toda a região quer seguir o exemplo de São Leopoldo, os times querem regredir. Sinceramente espero que o João não permita isso. Seria um retrocesso.

16 maio, 2010

Mais uma renúncia

O impasse está aberto no Aimoré. Pelo estatuto, segundo o advogado do clube Luís Augusto Luz, o Guto, não há problema nenhum. Basta o trio de presidentes renunciar como fez o ex-presidente Cláudio Schein. Aí assumiria o presidente do conselho Marlus Bombassaro e dentro de um mês abriria nova eleição. Particularmente Guto não acho bom, pois não ficaria bem para a imagem do clube. Também não gosto da ideia de eleições em cada fracasso. Imagina se vira moda.

Unanimidade
Pelo que soube não há uma unanimidade em antecipar as eleições. Uns aprovam, outros não. Márcio Picoli, candidato da situação, preferiria assumir somente em novembro. No entanto, Picoli disse ontem que não haveria problema nenhum em sentar na cadeira agora.

Ações judiciais
Muito se fala que o Clube Esportivo Aimoré tem um condomínio de dívidas e processos judiciais. Ontem, segundo Guto, que cuida de todos os processos, nessa atual gestão houve somente uma ação, que de acordo com ele está sendo negociada. As demais, que não passam de dez, ele comenta que são da gestão anterior, mas que também estão sendo administradas. Sobre a penhora das torres de iluminação o advogado não nega. Diz que é somente uma e não as quatro. Mas também está tomando todos os cuidados necessários.
 
Transparência
Conversei com advogado do clube ontem porque ouço muita gente falando muita coisa. Acho que quem não deve não teme. E se está tudo certo, porque ocultar os problemas? Transparência é muito melhor para o torcedor e comunidade entender como é difícil administrar esse enorme patrimônio que é o Aimoré. Quero agradecer ao Guto, porque todas minhas dúvidas foram esclarecidas. Acho que quem ganha é a torcida aimoresista.

Revolta
Essa semana deu para sentir o tamanho da revolta dos torcedores aimoresistas. Todos estão frustrados com mais uma desclassificação. O que acontece poucos sabem dizer, afinal o torcedor não quer saber por que deu errado, e sim quando vai dar certo. Para eles fica o sentimento que o sonho de estar entre os grandes no Gauchão dificilmente se concretizará. A mania de negar a evidência acaba fazendo que a razão e tudo que pareça com ela afunde. A dúvida da torcida é se houve algo de bom neste primeiro semestre e se vai haver futebol no próximo.

É sub-17 e
não profissional

Nessa semana assisti ao primeiro tempo da categoria sub-17, do Aimoré, administrada pela GRA Sport, diante do Inter. Fiquei espantado. A começar pelo técnico Érico Roehe. Será que há necessidade do professor comandar uma categoria de base com um auxiliar nas cabines dizendo o que você deve ou não fazer? Me desculpa, mas acho um exagero. Afinal é a base e não o profissional, que particularmente também não gosto muito.

Violência
Sei que o gramado não estava propício para prática do futebol, mas os garotos podiam ter um pouco mais de senso esportivo. Vi cada jogada perigosa que até me assustei. Fiquei pensando que futebol é esse. As comissões técnicas de ambas equipes mais se preocuparam em reclamar com o trio de arbitragem do que jogar futebol. Espero ter sido um jogo isolado, que ainda possa ver a meninada do Índio em campo e falar desse ou daquele jogador, coisa que infelizmente não deu. Isso que só fiquei o primeiro tempo.

Não ajudou
Infelizmente o tempo também não ajudou os meninos do Nacional/SL a fazerem uma boa apresentação. Alias, acho que o time sentiu muita falta do lateral esquerdo Roger. Diante do Grêmio, quando ele saiu, a equipe caiu consideravelmente de produção. Na quarta-feira, foi a mesma coisa. Renan, que é um dos destaques, não rendeu.
 
Quicando a bola
Confraria Índia: Essa semana o presidente da Confraria Índia, Dagoberto Goulart, me disse que não concordava com que eu havia escrito na coluna da última quarta-feira. ‘‘A confraria que havia sido criada para unir, estava desunindo’’. Para Dago, ela continua com a mesma proposta do início. Unir e ajudar o Aimoré a chegar à Série A. Minha opinião continua sendo a mesma, mas respeito a opinião dele.
Arquibancada: Hoje o programa Arquibancada, que é transmitido pela ABC 900 AM, sai do estúdio e vai para o estádio Arthur Mesquita Dias, onde acontece durante todo sábado a festa da Camisa 12. Lá falaremos muito do futuro do rubro-negro neste segundo semestre. Também haverá representantes do Aimoré participando do programa.
Inter: Foi um jogo de estratégias iguais. Principalmente porque os dois times taticamente são muito parecidos. Em jogos equilibrados, o imponderável tem uma grande participação. O imponderável não torce nem é justo. Acontece. E quem sabe na Argentina aconteça algo de novo.
Sobre Dunga: As palavras de Dunga e também de Jorginho estão cada dia mais parecidas com as das pessoas conservadoras, patriotas e com as dos motivadores de autoajuda, com seus discursos repetitivos e óbvios, como se existisse uma regra, um perfil, um manual para ser vencedor. Como se esperava, Ronaldinho, Ganso e Neymar ficaram de fora. O Brasil já está definido, na estratégia, no esquema tático e praticamente na escalação. Existem grandes jogadores e grandes times, vencedores, com vários estilos. Há várias maneiras de ganhar e de perder. Prefiro a que dá também espetáculo. Futebol não é só resultado, como pensa Dunga. Palavras do mestre Tostão. Assino em baixo.
 
Bola cheia: Para o jogo entre Grêmio e Santos. Foi sensacional. Não é preciso ser gremista os santista para confirmar isso, pois acima de tudo está o futebol. Uma estranha magia que se impõe ao esporte. Para os tricolores a imortalidade voltou. Está na garra e determinação do volante Adilson, que pouco foi falado, mas para mim é uma das peças mais fundamentais deste time e, principalmente desta vitória épica. O jogo da volta não arrisco o resultado, mas também pouco importa. A promessa é de mais uma quarta-feira eletrizante.

Bola murcha: Para o Flamengo. Que coisa né. O mesmo time que foi campeão recentemente do Brasileiro está em ruínas. Com quase 80 mil pessoas no Maracanã o Mengão levou três. Será que alguém tem resposta para isso? Se tiver por favor o canal está aberto.
Lissandra Mendonça

11 maio, 2010

Sem novidades

Nenhuma surpresa na convocação da nossa seleção brasileira. Houve muita frustração, mas isso sempre foi assim se tratando de seleção. Polêmica existe deste que me conheço por gente. O único detalhe é que nessa convocação há muitos jogadores da confiança do Dunga, na reserva dos seus times, principalmente no setor do meio campo. Mas não podemos esquecer que em 2006, após a eliminação, todos queriam um reformulação generalizada. Foi isso que o técnico fez. Gostaria de ver Ronaldinho, Neymar, Ganso e até mesmo Alexandre Pato, mas vou ser obrigado a me contentar com Gilberto Silva, Elano, Josué e Grafite. Fazer o que?

Planejamento

O presidente Sandro Borowski, do Aimoré, antes e depois do último compromisso do clube neste primeiro semestre, comentou as duras críticas que sofreu da imprensa sobre o tal de planejamento. Também já falou com tom de despedida, anunciando o seu possível sucessor ao cargo, Márcio Picoli. Na revista placar deste mês, o diretor de redação Sérgio Xavier Filho, que também é um dos repórteres esportivo mais conceituado no Brasil, publicou um artigo onde se refere ao técnico da seleção brasileira, Dunga. Acho que se encaixa direitinho no pronunciamento do Borowski e pode servir ao futuro presidente: O resultado é uma chaga. Incurável. Distorce os fatos, forja uma nova verdade. No futebol, o resultado é a bactéria que contamina a imprensa e o torcedor. Vitórias perdoam os erros e transformam a sorte do jogo em planejamento. Derrotas destroem boas idéias. Assim foi e assim será.

Fracasso
Portanto não tem jeito, é assim mesmo. O futebol não perdoa. Deu certo tu é rei. Não deu você leva a fama de fracassado. Com a chegada do Jairo, ano passado, combinado com a saída conturbada do técnico Maninho, as vitórias destorceram os erros. A direção deu carta branca ao treinador. Como já havia dado ao próprio Leco, que fazia o que queria e como queria. Abel chegou e foi mais ou menos a mesma coisa. Acredito que neste caso, as derrotas destruíram as boas ideias.

Vaidade
No Aimoré tem uma coisa que me surpreende. Que amor é esse que muitos falam que sente pelo clube, mas ficam todos torcendo para dar tudo errado? Quando o Gão deixou a presidência, foi uma festa. Lembro direitinho do discurso. ``Vamos dirigir com muitos braços''. Tudo bonitinho. Direção nova, cheia de ideia e vontade. O que vimos? Uma bagunça generalizada. Brigas internas e cada dia um nome pedia para sair ou era convidado a se retirar. O próprio presidente Schein, que havia sido aclamado por todos, recebeu cartão vermelho. A confraria que foi feita para unir, acabou desunindo.

Esperança
O nome do Márcio Picoli, por enquanto foi somente ele que se manifestou, traz nova esperança ao torcedor. Mas com ela uma carga grande de expectativa. Fiquei sabendo que vem gente nova por aí. Para trabalhar no futebol. Espero que ao contrário de tudo que houve na última eleição sirva de exemplo. Que os erros do passado possa servir de lição. Que o curso das águas consiga seguir tranquilamente até o seu final. E que o Aimoré não se torne uma bactéria crônica, onde entra ano e sai ano tudo volta a estaca zero.

Quicando a bola
1 milhão: Foi esse o valor estimado pelo diretor do Semae, e também conselheiro do Aimoré, Ronaldo Vieira, ao programa Arquibancada do último sábado, para o Aimoré conseguir tentar voltar a elite da Série A. Parece muito, mas divido por 12, e para um time de futebol, acho que não tem como fugir muito deste valor.Ajuda: Outro fato que Vieira e Marlus Bombassaro, que também estava no programa, lembraram é que já passou da hora do Aimoré caminhar com suas próprias pernas. Portanto não adianta haver candidatos com o mesmo pensamento: Precisa haver novidades.

Você sabia:
Justiça: Que o Sapucaiense tem até o final do ano para regularizar toda sua documentação, pois se não corre o risco de receber uma intervenção judicial?
Copinha: Que Ibanor Catto não garante o time na Copa FGF?

Neymar: Que o grupo Sonda pagou R$ 5 milhões para ter 40% dos direitos federativos do atleta?
Nike: Que Neymar recebe da Nike R$ 150 mil dólares anuais?
Presente: Que ao fazer 18 anos Neymar ganhou um volvo. E depois da Copa de 1958, a caloi deu um bicicleta ao Pelé?

Bola cheia: Para Ben Hur Pereira e Rodrigo Bandeira. Incrível né. Ambos passaram por aqui. Tanto no Aimoré como no Sapucaiense. Hoje, os dois garantiram os seus times na próxima fase da Segundona. Bandeira, no Riograndense, faz uma campanha de encher os olhos. Ano passado já havia repetido no Panambi. Ben Hur segue no Cruzeiro. Sempre diz que a convicção da diretoria dá tranquilidade a ele seguir o seu trabalho. Os resultados estão aí.

Bola Murcha: Para o técnico Jorge Fossati. Está conseguindo em tão pouco tempo no comando do Internacional despertar um sentimento muito complicado entra mídia e o próprio profissional. No domingo foi mais um dia de guerra entre ele e os jornalistas. Disse que não disse o que disse. Muricy que ganhou bem mais era mais ou menos assim. Nas vitórias tudo é lindo tudo é belo, mas nas derrotas...

Dividas

Hoje o que mais preocupa o torcedor aimoresista hoje não é as combinações dos jogos para que o Aimoré continue sonhando com a Série A. A grande maioria já jogou a toalha. A dúvida é como ficará o clube após o fim da Segundona Gaúcha. Não é segredo nenhum que para o segundo semestre o dinheiro público praticamente vira moeda. Porque tanto prefeitura como Semae aumentaram e adiantaram os valores das parcelas no inicio do ano.

Recapitular os valores
No dia 21 de janeiro, a prefeitura e o Semae, assinaram o contrato da verba de 2010. Foram R$ 360 mil, e havia ficado ssim:

Semae: Repassou R$ 200 mil. Eram 6 parcela de R$ 26 mil. Uma que foi depositada no dia da assinatura, e as outras 5 seriam nos meses subsequente até junho. De julho a outubro, seriam parcelas de R$ 8 mil. De novembro a dezembro, seriam depositado mais R$ 6 mil na conta. Portanto no segundo semestre sobrará apenas R$ 44 mil.

Prefeitura: Repassou R$ 160 mil. Dividido em 4 parcelas de R$ 40 mil. O primeiro deposita foi no dia 5 de fevereiro, os demais aconteceram nos dia 5/3, 5/4 e 5/5. Resumindo acabou o dinheiro da prefa. Na época o diretor do Semae, Ronaldo Vieira, comentou que eles entenderam que a principal competição era a Segundona, por isso a necessidade de mais dinheiro. Como seria administrado esses valores aí era uma resposabilidade da diretoria.

Quase unanimidade
Pelo que soube, na última reunião da diretoria, foi quase unanimidade entre os presentes, que a Copinha não seria viável para o Aimoré. E os números comprovam isso. O próprio presidente Sandro Borowski já falou que não há dinheiro em caixa para essa competição. Resta saber se eles estão contabilizando todas as rescisões e os impostos.

Bom e barato
Hoje a folha do pagamento do Aimoré já passa de R$ 50 mil. Na copinha segundo o presidente será dificil fazer um time com menos de 40 mil. Sérgio, Gustavo, Douglas, Everton, Julian, Jean, Gustavinho, Thailan, Tiago Selbach, Bruninho e Maicon. Ainda tem o zagueiro Ricardo, o PC, Sandro Fraga, e quem sabe até Gian. Tenho certeza que somando o salário desses todos não chega a R$ 10 mil mensais. Partindo do principio que sobrará R$ 44 do Semae, acho que seria possível ter uma base boa e fazer futebol o ano todo.

Márcio Picoli presidente
No momento, financeiramente, é a pessoa mais credenciada para o cargo. É um empresário bem sucedido e de boas relações. Mas pelo pouco que conheço do Márcio ele não estará disposto a descarregar dinheiro como faz com os seus ferros lá na Gerdau. Também está longe de ser um João Corrêa da Silveira. Uma coisa é abraçar a causa, outra, e bem diferente, é misturar as coisas.

Credenciado para o cargo
Muitos falam, e o presidente Sandro Borowski não nega, que o Márcio assumindo, ele estaria a dispocisão para quem sabe ser o seu vice de futebol. Acho que seria um erro. Não que o Sandro não tenha apreendido e não possa ajudar daqui para frente, mas ele próprio está muito desgastado perante o torcedor. Se der errado outra vez, será porque o clube mudou não mudando.

Foi outro time
Claro que jogar sem o peso do resultado é mais fácil. Quem já esteve lá dentro sabe disso. É dificil explicar, mas o pisicológico é tudo. Neizinho fez o que muitos defendiam. Jogando em um gramado com essas dimensões não dá para empilhar três zagueiros e três volantes.
Cada um na suaPC voltou a ser o Fofinho da várzea. Jogou sem o compromisso de marcar. Colocou a camisa 10 nas costas e se tranformou. Correu, chamou a responsabilidade e fez até um golaço. Acho até que foi sem querer, pois queria cruzar, mas foi bem. Fábio Wesley também. Jogo de meia e não na meia. O time não ficou distante. Um 4-2-2-2. Simples e sem invenção. O resultado foi os 4 a 2.


Bola cheia: Para a dupla Gre-Nal. O Grêmio tinha a missão mais fácil, pois vinha de vitória fora de casa. Mas mesmo assim não deu sorte para o azar e aplicou 2 a 0. Já o Inter, parecia que era mais dificil, mas também atropelou, o fraco time Argentino. Por mais que muitos falem que tanto o Santos, adversário do Grêmio, como o Estudiantes do Inter, tem mais times, acho que a dupla pode surpreender.

Bola murcha: Para Vanderlei Luxemburgo. Que novela fez esse treinador após a derrota. Acho que não foi para tudo isso. Sabia que o Santos era melhor e tirou todo o foco. Coisa de Luxemburgo.

26 abril, 2010

Não vem mais ninguém

O presidente Sandro Borowski me disse que não vem mais ninguém para o Aimoré. Primeiro porque o Aimoré não tem dinheiro sobrando para deixar parado. Aliás, o que tem está na conta do Maranhão, André Gheler e também do próprio Marcelo Xavier, todos entregue ao DM por tempo indeterminado. Com um grupo de 33 jogadores, seria muita imprudência da direção colocar mais um para ficar girando na roleta do futebol. Porque todos sabem que só pode optar por três em cada partida. Também agora é hora de usar o que tem. Se errou a mão lá atrás e para não errar no futuro. Abel chegou e disse. Para ganhar uma Série B, precisa haver jogador de Série A. Parece que eles estava certo, pois se com três o índio já mostrou outra cara, com mais com certeza não estaria peleando como está. Mas agora é pensar e vencer mais uma vez o líder, que amanhã é o Lajeadense.

Vencer o líder

Depois da derrota de domingo, diante do Brasil de Farroupilha, o Aimoré não pode nem pensar em empatar amanhã em casa contra o Lajeadense. Caso isso ocorra, pode ser uma possível eliminação antecipada, pois dos nove pontos que irá disputar, seis deles serão jogando fora.

Tamanho
do prejuízo

Futebol é engraçado. É comum em uma partida o time que tem um jogador a menos se superar e vencer o adversário. Temos vários exemplos disso. Também é verdade que muitas vezes o equilíbrio é tão grande, que esse detalhe acaba sendo fundamental em um confronto. Diante do Glória, no primeiro confronto que abriu a segunda fase, jogando em casa, o Aimoré, com a expulsão do Sandro Fraga, cresceu no jogo. Já domingo o Índio provou deste veneno. Mesmo com um atleta a mais, não conseguiu tirar vantagem e saiu no prejuízo. Perder para o Brasil é um resultado normal, mas a situação é tão difícil e tão equilibrada nesta chave, que essa derrota, com um jogador a mais, pode ter consequências mais na frente.

Sem
Flavinho

Abel perdeu um dos jogadores mais importantes desde a sua chegada. Flavinho, com terceiro amarelo, não joga. No grupo, hoje, ninguém faz o que ele vem fazendo. Além de se tornar o curinga do professor, os colegas sabem de sua importância. Alexandre deve ser o substituto, mas não corresponde a expectativa do técnico e muito menos dos torcedores. PC ainda segue em ritmo de recuperação. Plínio seria o mais indicado, pois é da função. Mas se o time ganha a perna esquerda, perderá na criação porque mesmo jogando pelo canto, Flavinho enxerga muito o jogo.

Nacional/SL
Faltou perna, mas a saída do lateral esquerdo Roger foi uma perda muito maior para o Nacional/SL diante do Grêmio. Mã, outro ótimo jogador ao deixar o gramado antes do segundo tempo, também fez falta. O time júnior do Grêmio é muito experiente. Tem nada mais nada menos que Spessato, Gerson, Mateus Magro, Bruno Renan e Ricardo Maria, todos jogadores que disputaram a Copinha ano passado. Com esse time eles venceram o Sapucaiense com Alê Menezes, Vagson, Dângelo, Felipe Cardoso entre outros.

O Aimoré não tem,
o Sapucaiense não tinha

Estamos sempre falando no tal do articulador, no camisa 10. Aquele que pode, em um passe, desequilibrar o jogo. Aimoré não tem, o Sapucaiense não tinha, mas por incrível que pareça o Nacional/SL tem um que está caindo de maduro. Renan poderia ajudar o Índio. Tem técnica, visão de jogo e uma perna esquerda extraordinária. Sexta-feira não foi tão bem, mas com certeza poderia ajudar e, muito, os times da região. Pena que ninguém viu, ou não quis ver antes.

Bruninho
no Noia

Sandro Blum, gerente de futebol no Novo Hamburgo, disse que o jogador foi oferecido e será observado no estádio do Vale. Já que no Aimoré ele foi carta fora do baralho, quem sabe tem mais sorte ou oportunidade no anilado. Qualidade sabemos que tem.

Bola cheia
Para o Grêmio. O início do primeiro tempo foi muito bem, depois o colorado até que equilibrou, mas na segunda etapa sobrou em campo. Gostei muito do menino Neuton, aliás já mostrava no time B - que disputou a Copinha no ano passado - que tinha potencial. Também temos que dar mérito ao Silas, não inventou. Colocou o menino, isso mostra que temos que acreditar na base. Mas a diferença maior é o xerifão. Rodrigo arrumou a cozinha. Poucos se fala, mas o que ele falou para o jovem antes do clássico resume bem a falta que faz não ter um. ‘‘Até pegar confiança, faz o simples Neuton’’.

Bola murcha
Para o Inter. Não somente pela derrota, pois aí estaria tirando o mérito do Grêmio. Mas foi uma bagunça tática. No segundo tempo isso ficou bem claro. Fossati, desesperado, começou a empilhar atacante. Tirou D’Alessandro, já não tinha Cléber, e ficou sem o homem que poderia criar uma jogada diferenciada. Enfim, a vitória de quinta-feira, que deixou o colorado mais confiante para iniciar o Gre-Nal, acabou traindo o seu torcedor, seu técnico e principalmente os seus jogadores. Parecia que a casa estava arrumada, parecia. O elenco está desgastado demais. O ciclo está precisando de renovação.

Fechou a janela e o Aimoré não contratou

São Leopoldo - ‘‘Não quero arrumar o mesmo problema do Brasil de Farroupilha, pois não estamos rasgando dinheiro.’’ Foi com esse discurso que o presidente do Aimoré, Sandro Borowski, descartou a hipótese de contratar mais um jogador da Séria A. Com 33 jogadores no elenco, Gustavinho, 20 anos, ex-Novo Hamburgo, foi o último a ser inscrito ontem junto à Federação Gaúcha de Futebol. A janela de contratações se fecha a partir de agora.
A direção até que tentou a contratação do meia Dângelo, que estava no Crac em Goiás, mas não deu. O atleta, que está sem clube, disse que foi procurado no sábado, mas como estava em casa, em Bom Jesus, ficaria difícil a contratação. ‘‘Fui procurado e o pessoal falou que iria me ligar, quando o técnico Abel estivesse junto, mas até agora nada. Estou ansioso, mas se as inscrições se encerram hoje (ontem), fica complicado o acerto’’, disse o atleta. O presidente também deixou claro que agora é se concentrar no compromisso de quarta-feira e seguir o caminho com o grupo que está aí.

Sem Flavinho, sem Cristiano
Um jogo, dois problemas. Além do Flavinho, suspenso por cartão, o técnico Abel ganhou mais uma problema para amanhã contra o Lajeadense. O meia Cristiano teve que colocar um tala no pé direito, segundo o supervisor de futebol Luís Fernando Bavaresco. ‘‘Ele levou um pisão no jogo contra o Brasil e está fora do jogo’’, afirmou Bavaresco. Quem também segue fora é Xavier. Ícaro, que também sentiu uma lesão no pé, ainda é dúvida. Ontem, a equipe somente fez academia. O treino de hoje deve ocorrer no Lansul em Sapucaia do Sul.

25 abril, 2010

Grêmio foi melhor

Não há dúvida. O Grêmio ganhou porque foi bem melhor. O primeiro tempo até que foi equilibrado, mas na segunda etapa só deu tricolor. Bom para o Silas, que vai para o confronto diante do Fluminense, pela Copa do Brasil, com um vitória diante do arqui-rival. Já Fossati, com sua calma toda, e suas convicções, vai precisar se dar bem na Libertadores, pois se não pode procurar outro clube, pois duvido muito que fique para o Brasileiro.

18 janeiro, 2010

Pé direito

O Sapucaiense trouxe de Caxias um problema e uma constatação. A lesão do lateral esquerdo Gustavo, no adultor, é a dor de cabeça. A constatação é que o técnico Maninho vai apostar no esquema 3-5-2. Prova disso foi a escalação: Martini, Mauricio, Rudi e Gian; Caju, Douglas, Guilherme, André e Gustavo; Tiago Matos e Beltrão. A base é esta, resta saber se o grupo se adaptará ao esquema. O próprio técnico sabe que uma coisa é o que ele pensa, outra, e bem diferente, é por em prática.

Chegou mais um atacante

O Aimoré anunciou na manhã desta segunda-feira, dia 18, o atacante Torres, 30 anos, ex-Glória de Vacaria. Segundo o supervisor de futebol aimoresitas me falou, em 24 jogos, marcou 12 gols. Mas de acordo com Bavaresco foi nas temporadas 2008/2009. O técnico Jairo Swirsky, comentou que ele chega para disputar posição. Aliás, o homem que comanda o futebol Índio me falou que até agora não há nenhum titular absoluto. Talvez esteja aí a maior prova que Torres somente será mais um, a não ser que ele prove o contrário.

Estou de volta

Sei que em 2009 o blog ficou meio desatualizado, mas devido algumas mudanças profissionais não teve como evitar. Para 2010 vou tentar abastecer melhor o site, pois muita gente me cobrou.