Emocionante
Não vi o jogo, mas ouvi dos meus colegas que cobriram e pelo rádio a partida do Sapucaiense e Ulbra. Foi realmente emocionante. Pelos comentários e depoimentos dos atletas, direção e comissão técnica todos estavam com lágrimas nos olhos. Fico me perguntando: onde estava este rubro-negro? A garra, a determinação, a pegada, a vontade de vencer? Achei que havia ficado no passado. Mas não, estava dentro de cada um jogador, nas entrevistas se ouvia isso. Resta saber se não foi tarde demais.
Quicando a bola
Chico Cristianetti: Preciso destacar este homem. Está aí um apaixonado pelo Sapucaiense. Chico não mediu esforços para manter o clube na primeira divisão. Errou é verdade, mas tenho certeza que foi querendo acertar. Foram cinco técnicos e isso já mostra bem como ele tentou. Podem chamar ele do que quiser, mas jamais poderão dizer que ele não lutou com todas as armas que tinha. Perdeu, mas isso também faz parte do jogo.
Rodrigo Galvão: Existe a possibilidade dele vestir a camisa do Aimoré pela Segundona. Como mora em São Leopoldo, este seria um fator positivo para que a negociação ocorra.
Aimoré: Perdeu a primeira ontem, mas tem crédito. Leco está certo quando diz que o planejamento continua o mesmo. Quando se perde por 1 a 0 e o gol acontece aos 43 minutos, é falta de atenção ou cansaço físico. Ontem foi a segunda opção, pois a tarde estava muito quente.
Educação: O ponto negativo foi a resposta do técnico Leco ao repórter Luis Fernando Martins da rádio ABC 900. Faltou respeito ao profissional, que como ele, estava trabalhando. Se não quer responder está no seu direito, mas é dever do repórter perguntar. E a pergunta pelo que ouvi foi simples: "E a derrota, Leco?"
31 março, 2009
Coluna do dia 31 de março
11 março, 2009
Não deu
O momento do Sapucaiense é o pior possível. O time está pressionado. Mais um resultado negativo. Mais uma vez saiu na frente do placar e acabou perdendo o jogo. Mais uma vez a equipe sentiu fisicamente. Círio mudou o esquema, iniciou com 4-4-2, tentou dar qualidade no meio-campo, colocando Zé Luis, Pierre, Lucas e John. Durante 30 minutos funcionou. O rubro-negro vez 2 gols, mas depois só deu São José. Aliás só deu Sandro Sotilli, que marcou dois gols e se igualou na artilharia com Taison do Internacional. Já o Sapuca continua em último na chave 2 e penúltimo na classificação geral.
10 março, 2009
Coluna do dia 10 de março
Sapucaiense: Perdeu para o Ypiranga, um resultado que pode ser considerado normal. Mais pelo mérito da equipe de Erechim que pelo demérito do rubro-negro.
Projeção: Todos em Sapucaia falam em 9 pontos para fugir da segundona, mas é bom avaliar algumas situações.
Primeiro: Na primeira fase, o rubro-negro foi o pior do grupo 2, com apenas 6 pontos. O que faz a comissão acreditar que superará a sua própria chave agora?
Segundo: Terá que vencer um jogo longe do seu torcedor, coisa que não aconteceu no primeiro turno, aliás em casa também foi apenas uma vitória.
Terceiro: Já perdeu para o Ypiranga, tem 18 pontos ainda em jogo. Mas há somente três jogos em casa. O São José, amanhã, Grêmio, no domingo e Ulbra. Fora são mais três: Caxias, que é sempre forte, apesar da má campanha, Santa Cruz, que demonstra um equilíbrio este ano, e o São Luíz de Ijuí, que teoricamente estará lutando contra o rebaixamento também. Parada torta.
Quarto: A sua defesa que era a mais equilibrada do time, foi a segunda mais vazada, atrás somente do Brasil-Pel, que é o laterna da competição.
Quinto: Círio chegou, mas pela escalação contra o Ypiranga, parece que ainda está procurando uma equipe ideal.
Sexto: Ao seu favor, o goleador Adão e a volta do técnico. É pouco, mas por enquanto é só o que tem.
09 março, 2009
Coluna Arquibancada do dia 7 de março
Crise
Fui procurar no dicionário o significado desta palavra: manifestação repentina de ruptura do equilíbrio. Fase difícil. Período de instabilidade. Após o sétimo integrante da direção ou comissão técnica do Aimoré deixar o clube desde o início da nova gestão do presidente Claudio Schein, a crise parece ser o melhor adjetivo para descrever o atual momento do Índio. Arthur Ruschel, preparador físico, foi o primeiro atingido na parte do futebol. O treinador, Leco, por ser seu amigo pessoal, preferiu calar-se. Prudente de sua parte, mas até quando permanecerá assim, não sei. Pois as mesmas promessas, não cumpridas, teriam sido feitas para ambos.
Apartamentos
Apesar de ter sido combinado que o preparador físico teria um apartamento alugado para morar em São Leopoldo, não foi este o motivo da sua saída. Aliás, cinco apartamentos seriam colocados a disposição do elenco. Dois para a comissão técnica, Leco e Ruschel, e os outros três para jogadores. Até agora, o clube só conseguiu alugar dois, que ficaram para os jogadores. O preparador aguardava passivamente, até o vice de futebol, Ernesto Schreiber, convidar o treinador de goleiros a assumir o lugar de Ruschel, segundo ele próprio. Acho que está novela ainda não terminou.
Re-estreia
Muitas vezes cometemos o erro de aceitar qualquer desafio sem impor nenhuma condição. Rodrigo Bandeira e Ben-Hur fizeram isso. Viram no Sapucaiense a oportunidade da vida deles. Não que seja errado, mas pagaram o preço por se sujeitar a algumas situações. Círio Quadros se apegou nos detalhes. Sempre foi assim, desde a sua primeira passagem pelo clube. Bola, alimentação, concentração, fardamento, profissionalismo e outros fatores importantes. Coisa de técnico detalhista, que dá a impressão de ser chato algumas vezes. Talvez, para muitos, isso não ganha jogo. No entanto, faz diferença lá frente. Amanhã, começa um nova era no rubro-negro, ou para quem prefere, recomeça a era Círio Quadros. Se vai ser melhor ou não, veremos. Porém, o ânimo do grupo já é outro.
