13 setembro, 2011

Coluna Arquibancada do dia 13 de setembro

Lição do clássico
Diferente de alguns colegas de imprensa, que não gostaram do clássico de número 75, pois acharam fraco tecnicamente, eu achei um confronto bem interessante entre Aimoré e Novo Hamburgo. Deu para ver que a equipe do técnico Edinho Costa encontrou um padrão de jogo e tem evoluído a cada partida. Acho que no final o empate acabou sendo o resultado mais justo, pois não houve uma supremacia muito grande entre as partes. A lição que fica é que o índio está conseguindo unir o útil ao agradável: formou um time que empolga o torcedor e ao mesmo está conseguindo aproveitar os meninos. Foco inicial quando anunciou que disputaria a copinha.

Soluções caseiras
Pouco a pouco Edinho está encontrando o equilíbrio, principalmente quando recorre à base. Os meninos têm dado muito mais que resposta, têm se tornado a solução de muitos problemas. Primeiro foi o jovem Douglas Mã, que entrou para resolver uma situação eminente e acabou ficando pela lateral. Agora o menino Dimitri, que foi uma aposta da direção - o atleta estava na base do Cidreira - e em dois jogos parece que já garantiu o seu lugar na equipe principal. No sábado, sobrou em campo. Além desses dois, o técnico ainda tem no grupo vários outros meninos bem interessantes. O zagueiro Wagner, o meia Renan e o atacante Tiago Selbach. Todos com muita qualidade e só aguardando o sinal verde do comandante.

Respeito mútuo
Foi um clássico de muito respeito. Mesmo sendo o líder da competição, o Novo Hamburgo não entrou em campo para resolver o jogo nos primeiros minutos de partida. Ficou esperando o Aimoré para saber que tipo de proposta o índio iria impor. A equipe do técnico Edinho também estudou muito o seu rival. Como já era esperado as disputas mais acirradas foram no meio campo. Tentar vencer o inimigo neste setor era sinal de vitória. A missão era mesmo anular os articuladores das equipes. Tarefa muito bem cumprida por sinal. O próximo passo foi aproveitar os erros. A primeira ordem deu certo, a segunda nem tanto. Por isso, para algumas pessoas, o clássico foi sem graça, morno, pois se faltou emoção, sobrou marcação.

Como foram
Paulo Roberto: Mais uma vez estava atento no jogo. No sábado deu apenas um susto, quando ficou no meio do caminho em uma saída de bola. Cheguei até conversar com ele sobre isso. A justificativa foi a mesma que pensei na hora. Corria o risco de não chegar a tempo na jogada e acabar sofrendo o gol.

Douglas Mã: Já se soltou bem mais. Talvez no futuro seria interessante fazer um trabalho para criar massa muscular. Quando vai para o confronto físico acaba perdendo a disputa pela estatura física. No mais está muito bem.

Márcio Nunes: Jogou demais. Faz uma leitura excepcional das jogadas. Acho apenas que não precisa levantar o pé quando rebate uma bola. Sei que era o calor do jogo, mas corre o risco de levar um cartão se atingir o adversário.

Sefrin: Juntamente com o Márcio foi quase perfeito. Acabou pecando na falta que ocasionou o gol. Não precisa tê-la feito. Já tinha o controle da bola.

Ismael: Fez o gol e colocou uma bola na trave em excelente cobrança de falta. Acho que poderia ter participado mais da partida. É uma ótima alternativa pelo lado esquerdo, precisa ser acionado mais vezes.

Rangel: É um guerreiro. Tipo de jogador que se entrega para a equipe. Marca forte, sai para o jogo e não foge da briga. Uma pena a expulsão. Mas foi um exemplo de atitude. Na Segundona deste ano, também faltou atleta assim no grupo.

Dimitri: O melhor em campo. Jogou como gente grande. Mostrou personalidade e muito qualidade.

Thiaguinho: Já fez mais em outros jogos, mas faz o que o técnico pede.

Chiquinho: O mais apagado em campo. Ficou preso na marcação e não conseguiu fugir dela.

Alê: Tem feito um trabalho diferenciado no ataque. Além de ser um goleador, hoje virou garçom. O gol do Aimoré mostra bem isso. Recebeu e colocou o Bill na cara do gol. Jogadas repetidas muitas vezes nos outros jogos.

Bill: É um jogador diferenciado. Nota-se isso ao chutar, dominar e se posicionar quando recebe a bola. Parece que não vai chegar, mas chega com qualidade e muita habilidade. A jogada do gol inicia e termina com ele.

Dênio: Entrou bem. Em poucos minutos fez mais que Chiquinho.

Edinho: Já dá para ver que seu time tem a cara do técnico. Pouco a pouco está encontrando sua melhor formação ou pelo menos aquela mais próxima do que pensa. Em 16 dias acertou praticamente quase todos os setores. Demorou um pouco mais para encaixar os homens do meio. Mas parece que já encontrou os nomes. Agora é a manutenção.

As soluções que vêm das categorias de base

São Leopoldo - O discurso inicial no Cristo Rei era que o time que disputaria a Copa FGF seria formado por meninos da categoria de base. Assim em 2012, quando no segundo semestre o Aimoré estará em campo tentando retornar à Segundona, esses garotos estariam prontos para encarar o desafio. Porém, de uma hora para outra, começaram a chegar no Monumental jogadores experientes e com grande currículo no futebol pampeano. O projeto casquinhas, como era chamada a gurizada, foi saindo de cena e dando lugar para os cascudos.
 O técnico Edinho Costa disse que o projeto era bom, mas futebol sempre foi resultado imediato. Com isso seria difícil fazer um time só com meninos da categoria de base. Passado o 1.º turno da copinha, o Aimoré está na quinta colocação com nove pontos na Chave 1 e a base começa a ser as soluções dos problemas. Primeiro foi Douglas Mã, que entrou para resolver um problema e afirmou-se na lateral. Agora o jovem Dimitri, que passou na primeira peneira no Monumental e começa a se firmar no meio campo. Para o técnico, o sucesso dos meninos se dá pelo cuidado em colocá-los em campo. ‘‘Sempre confiei nos meninos. Porém, não podíamos ter pressa. Eles não seriam a solução imediata. Com calma, analisando jogo a jogo, cada um que tem entrado tem dado resposta’’, explica o comandante.

Volante sim, meia não
A atuação do menino Dimitri chamou a atenção de quem estava no Estádio Cristo Rei no último sábado diante do Novo Hamburgo. O jovem jogou como gente grande. Edinho comentou que Dimitri chegou no Aimoré como meia, mas quando o técnico assumiu chamou o jovem e explicou: ‘‘No meu time tu irás jogar de volante e não na meia. O primeiro passo será apreender a marcar’’, lembrou o chefe. Para Edinho, Dimitri é um jogador diferenciado com a bola nos pés. Mostrou isso no clássico, quando marcou e saiu para o jogo. Sua qualidade, misturada com a força da sua juventude deixou no banco o experiente Rincon. Além de Douglas Mã e Dimitri, na taba índia há ainda mais meninos que estarão esperando sua oportunidade. No gol Maxell, na defesa Wagner Tziu, na lateral Will, na meia Renan e no ataque Tiago Selbach. Ao poucos a plantação vem dando frutos, talvez muito mais cedo que o vice de futebol, Werner Carvalho, esperava, pois no primeiro dia da apresentação havia afirmado que a colheita seria para 2012.

03 setembro, 2011

Surge candidato caseiro para camisa 2

São Leopoldo - Existe uma máxima no futebol, eternizada por vários técnicos, que laterais se fazem em casa. Não há necessidade dos dirigentes de clubes recorrerem ao mercado e fazerem esse tipo de investimento. Na vitória de quinta-feira contra Cruzeiro, em pleno Estrelão, o técnico Edinho Costa pode ter resolvido seu problema. O menino Douglas Mã, que assumiu a vaga de Carlos Alberto, entrou na lateral direita e deu conta do recado. Não sentiu o peso da camisa 2. Muito pelo contrário, jogou como se fosse dono dela. Edinho disse que o jovem, que iniciou no futebol varzeano leopoldense, ganhou sua confiança nos treinos da semana.
  ‘‘Sempre falo que atleta no meu time se escala. O Mã de certa forma fez isso. Trabalhou muito bem na semana e ganhou minha confiança. Achei que era o momento dele e o colocamos no jogo. Felizmente fez uma grande partida’’, disse o comandante. Edinho não garantiu que agora ele será o dono da posição, até porque trabalha muito o seu sistema tático em função do adversário, porém admitiu que com ele o time ganhou mais alternativa e se recompõe mais rápido quando não está com a bola.

Manutenção de um esquema

Motivado pela primeira vitória fora de casa, resultado que deixou o Aimoré em boa situação na tabela, um fator chamou a atenção de quem viu o índio em campo diante do Cruzeiro. Sem o volante Carlos Alberto, Edinho foi obrigado a mudar o esquema. Abrir mão dos três volantes e optar por dois meias. Saiu do tradicional 4-3-1-2 e passou para 4-2-2-2. Números a parte fato é que a equipe leopoldense ficou mais compacta em campo. As dimensões do campo ajudaram é claro, mas os atacantes não ficaram tão isolados na frente com Thiguinho e Chiquinho abastecendo-os a todo momento. ‘‘É importante destacar que não estamos presos a esse ou aquele esquema. Os jogadores precisaram confiar no técnico. Diante do Cruzeiro ocorreu exatamente isso. Trabalhamos uma situação e o jogo mostrou que estávamos certo. Minha proposta é manter a mesma postura, em uma manutenção natural, mas como falei vai depender muito do adversário.’’ O Aimoré retornou aos trabalhos ontem. Faz trabalho em dois turnos hoje e amanhã apenas uma movimentação. Na segunda-feira vai a Porto Alegre enfrentar o Grêmio.

Bill marca duas vezes e Aimoré vence o Cruzeiro

Porto Alegre - Se o empate era considerado bom resultado para as projeções do técnico aimoresista Edinho Costa, imagina a vitória. Pois foi o que ocorreu ontem à tarde, no estádio do Estrelão, casa do Cruzeiro. Com um show à parte do atacante Alessandro Bill, que marcou os dois gols da partida, o Aimoré venceu por 2 a 0 e ganhou mais uma posição na tabela de classificação da Copa FGF. Passou de quarto para o terceiro lugar na chave 1 - Região Metropolitana. O Cruzeiro permanece na segunda colocação com Novo Hamburgo - que derrotou o Internacional em pleno Beira-Rio - em primeiro. Na próxima segunda-feira, no estádio Olímpico, o índio volta a campo diante do Grêmio. Quer mais uma vitória, pois pelos cálculos da direção aimoresista se trouxer na bagagem mais um pontinho será muito bem comemorado, pois entrará na semana do clássico - o Aimoré enfrenta o Novo Hamburgo no dia 10 no Cristo Rei - bem mais confiante.
Os poucos torcedores que comparecem ao estádio do Estrelão ontem, puderam ver um show à parte do atacante Bill. Atleta com dupla nacionalidade, que já defendeu as cores da seleção do Togo, e tem no seu DNA marcar gols. No Aimoré em cinco jogos oficiais marcou cinco gols. No primeiro tempo por duas vezes teve chance de marcar e despediçou, porém, como nunca se dá por vencido, voltou para segunda etapa disposto a deixar a escrita e fazer pelo menos um golzinho. Fez mais, marcou dois e foi um dos destaque do índio em campo.

Gramado ruim, jogo bom

A delegação do Aimoré levou um susto ao ver o gramado do Estrelão. Ali podia ocorrer de tudo, menos uma partida de futebol. Com muitos buracos e areia para tentar disfarçar as péssimas condições do gramado, a grande dúvida era se daria para jogar neste campo. Nos primeiro minutos de jogo o time do técnico Edinho Costa sofreu. Tentou jogar pelo meio, quando a jogada era pelos flancos. O Cruzeiro se aproveitou disso e os 20 minutos iniciais só deu o time estrelado. Mas com o passar do tempo a equipe aimoresista descobriu o caminho da rosa e começou a se impor no jogo. Ganhou a segunda bola, muito treinada na semana, e mandou na partida. Chegou a sofrer uma pressão no final, mas sempre teve o jogo nas mãos.

Baixas
Ontem duas baixas pelo lado do Aimoré. Em menos de cinco minutos de jogo, o goleiro Paulo Roberto levou um pancada em uma disputa de bola com atacante Maxwall, e precisou sair. Outro que sentiu a coxa foi Anderson Sefri. Chegou a pedir para sair, mas Edinho segurou a substituição até a volta do segundo tempo.

Cruzeiro 0
Sérgio, Márcio, Ícaro, Sandro Mülher e Lucas; Matheus Foguinho (Marcelo Rosa), Alberto, Abuda (Henri) e Abu (Adilson); Maxwall e Deidson. Técnico: Suca

Aimoré 2
Paulo Roberto (Guilherme Costella), Douglas Mã, Márcio Nunes, Anderson Sefrin (Wagner) e Ismael; Rangel, Rincon, Thiaguinho (Dimitri) e Chiquinho; Alê Menezes e Bill. Técnico: Edinho Costa