13 setembro, 2011

Coluna Arquibancada do dia 13 de setembro

Lição do clássico
Diferente de alguns colegas de imprensa, que não gostaram do clássico de número 75, pois acharam fraco tecnicamente, eu achei um confronto bem interessante entre Aimoré e Novo Hamburgo. Deu para ver que a equipe do técnico Edinho Costa encontrou um padrão de jogo e tem evoluído a cada partida. Acho que no final o empate acabou sendo o resultado mais justo, pois não houve uma supremacia muito grande entre as partes. A lição que fica é que o índio está conseguindo unir o útil ao agradável: formou um time que empolga o torcedor e ao mesmo está conseguindo aproveitar os meninos. Foco inicial quando anunciou que disputaria a copinha.

Soluções caseiras
Pouco a pouco Edinho está encontrando o equilíbrio, principalmente quando recorre à base. Os meninos têm dado muito mais que resposta, têm se tornado a solução de muitos problemas. Primeiro foi o jovem Douglas Mã, que entrou para resolver uma situação eminente e acabou ficando pela lateral. Agora o menino Dimitri, que foi uma aposta da direção - o atleta estava na base do Cidreira - e em dois jogos parece que já garantiu o seu lugar na equipe principal. No sábado, sobrou em campo. Além desses dois, o técnico ainda tem no grupo vários outros meninos bem interessantes. O zagueiro Wagner, o meia Renan e o atacante Tiago Selbach. Todos com muita qualidade e só aguardando o sinal verde do comandante.

Respeito mútuo
Foi um clássico de muito respeito. Mesmo sendo o líder da competição, o Novo Hamburgo não entrou em campo para resolver o jogo nos primeiros minutos de partida. Ficou esperando o Aimoré para saber que tipo de proposta o índio iria impor. A equipe do técnico Edinho também estudou muito o seu rival. Como já era esperado as disputas mais acirradas foram no meio campo. Tentar vencer o inimigo neste setor era sinal de vitória. A missão era mesmo anular os articuladores das equipes. Tarefa muito bem cumprida por sinal. O próximo passo foi aproveitar os erros. A primeira ordem deu certo, a segunda nem tanto. Por isso, para algumas pessoas, o clássico foi sem graça, morno, pois se faltou emoção, sobrou marcação.

Como foram
Paulo Roberto: Mais uma vez estava atento no jogo. No sábado deu apenas um susto, quando ficou no meio do caminho em uma saída de bola. Cheguei até conversar com ele sobre isso. A justificativa foi a mesma que pensei na hora. Corria o risco de não chegar a tempo na jogada e acabar sofrendo o gol.

Douglas Mã: Já se soltou bem mais. Talvez no futuro seria interessante fazer um trabalho para criar massa muscular. Quando vai para o confronto físico acaba perdendo a disputa pela estatura física. No mais está muito bem.

Márcio Nunes: Jogou demais. Faz uma leitura excepcional das jogadas. Acho apenas que não precisa levantar o pé quando rebate uma bola. Sei que era o calor do jogo, mas corre o risco de levar um cartão se atingir o adversário.

Sefrin: Juntamente com o Márcio foi quase perfeito. Acabou pecando na falta que ocasionou o gol. Não precisa tê-la feito. Já tinha o controle da bola.

Ismael: Fez o gol e colocou uma bola na trave em excelente cobrança de falta. Acho que poderia ter participado mais da partida. É uma ótima alternativa pelo lado esquerdo, precisa ser acionado mais vezes.

Rangel: É um guerreiro. Tipo de jogador que se entrega para a equipe. Marca forte, sai para o jogo e não foge da briga. Uma pena a expulsão. Mas foi um exemplo de atitude. Na Segundona deste ano, também faltou atleta assim no grupo.

Dimitri: O melhor em campo. Jogou como gente grande. Mostrou personalidade e muito qualidade.

Thiaguinho: Já fez mais em outros jogos, mas faz o que o técnico pede.

Chiquinho: O mais apagado em campo. Ficou preso na marcação e não conseguiu fugir dela.

Alê: Tem feito um trabalho diferenciado no ataque. Além de ser um goleador, hoje virou garçom. O gol do Aimoré mostra bem isso. Recebeu e colocou o Bill na cara do gol. Jogadas repetidas muitas vezes nos outros jogos.

Bill: É um jogador diferenciado. Nota-se isso ao chutar, dominar e se posicionar quando recebe a bola. Parece que não vai chegar, mas chega com qualidade e muita habilidade. A jogada do gol inicia e termina com ele.

Dênio: Entrou bem. Em poucos minutos fez mais que Chiquinho.

Edinho: Já dá para ver que seu time tem a cara do técnico. Pouco a pouco está encontrando sua melhor formação ou pelo menos aquela mais próxima do que pensa. Em 16 dias acertou praticamente quase todos os setores. Demorou um pouco mais para encaixar os homens do meio. Mas parece que já encontrou os nomes. Agora é a manutenção.

As soluções que vêm das categorias de base

São Leopoldo - O discurso inicial no Cristo Rei era que o time que disputaria a Copa FGF seria formado por meninos da categoria de base. Assim em 2012, quando no segundo semestre o Aimoré estará em campo tentando retornar à Segundona, esses garotos estariam prontos para encarar o desafio. Porém, de uma hora para outra, começaram a chegar no Monumental jogadores experientes e com grande currículo no futebol pampeano. O projeto casquinhas, como era chamada a gurizada, foi saindo de cena e dando lugar para os cascudos.
 O técnico Edinho Costa disse que o projeto era bom, mas futebol sempre foi resultado imediato. Com isso seria difícil fazer um time só com meninos da categoria de base. Passado o 1.º turno da copinha, o Aimoré está na quinta colocação com nove pontos na Chave 1 e a base começa a ser as soluções dos problemas. Primeiro foi Douglas Mã, que entrou para resolver um problema e afirmou-se na lateral. Agora o jovem Dimitri, que passou na primeira peneira no Monumental e começa a se firmar no meio campo. Para o técnico, o sucesso dos meninos se dá pelo cuidado em colocá-los em campo. ‘‘Sempre confiei nos meninos. Porém, não podíamos ter pressa. Eles não seriam a solução imediata. Com calma, analisando jogo a jogo, cada um que tem entrado tem dado resposta’’, explica o comandante.

Volante sim, meia não
A atuação do menino Dimitri chamou a atenção de quem estava no Estádio Cristo Rei no último sábado diante do Novo Hamburgo. O jovem jogou como gente grande. Edinho comentou que Dimitri chegou no Aimoré como meia, mas quando o técnico assumiu chamou o jovem e explicou: ‘‘No meu time tu irás jogar de volante e não na meia. O primeiro passo será apreender a marcar’’, lembrou o chefe. Para Edinho, Dimitri é um jogador diferenciado com a bola nos pés. Mostrou isso no clássico, quando marcou e saiu para o jogo. Sua qualidade, misturada com a força da sua juventude deixou no banco o experiente Rincon. Além de Douglas Mã e Dimitri, na taba índia há ainda mais meninos que estarão esperando sua oportunidade. No gol Maxell, na defesa Wagner Tziu, na lateral Will, na meia Renan e no ataque Tiago Selbach. Ao poucos a plantação vem dando frutos, talvez muito mais cedo que o vice de futebol, Werner Carvalho, esperava, pois no primeiro dia da apresentação havia afirmado que a colheita seria para 2012.

03 setembro, 2011

Surge candidato caseiro para camisa 2

São Leopoldo - Existe uma máxima no futebol, eternizada por vários técnicos, que laterais se fazem em casa. Não há necessidade dos dirigentes de clubes recorrerem ao mercado e fazerem esse tipo de investimento. Na vitória de quinta-feira contra Cruzeiro, em pleno Estrelão, o técnico Edinho Costa pode ter resolvido seu problema. O menino Douglas Mã, que assumiu a vaga de Carlos Alberto, entrou na lateral direita e deu conta do recado. Não sentiu o peso da camisa 2. Muito pelo contrário, jogou como se fosse dono dela. Edinho disse que o jovem, que iniciou no futebol varzeano leopoldense, ganhou sua confiança nos treinos da semana.
  ‘‘Sempre falo que atleta no meu time se escala. O Mã de certa forma fez isso. Trabalhou muito bem na semana e ganhou minha confiança. Achei que era o momento dele e o colocamos no jogo. Felizmente fez uma grande partida’’, disse o comandante. Edinho não garantiu que agora ele será o dono da posição, até porque trabalha muito o seu sistema tático em função do adversário, porém admitiu que com ele o time ganhou mais alternativa e se recompõe mais rápido quando não está com a bola.

Manutenção de um esquema

Motivado pela primeira vitória fora de casa, resultado que deixou o Aimoré em boa situação na tabela, um fator chamou a atenção de quem viu o índio em campo diante do Cruzeiro. Sem o volante Carlos Alberto, Edinho foi obrigado a mudar o esquema. Abrir mão dos três volantes e optar por dois meias. Saiu do tradicional 4-3-1-2 e passou para 4-2-2-2. Números a parte fato é que a equipe leopoldense ficou mais compacta em campo. As dimensões do campo ajudaram é claro, mas os atacantes não ficaram tão isolados na frente com Thiguinho e Chiquinho abastecendo-os a todo momento. ‘‘É importante destacar que não estamos presos a esse ou aquele esquema. Os jogadores precisaram confiar no técnico. Diante do Cruzeiro ocorreu exatamente isso. Trabalhamos uma situação e o jogo mostrou que estávamos certo. Minha proposta é manter a mesma postura, em uma manutenção natural, mas como falei vai depender muito do adversário.’’ O Aimoré retornou aos trabalhos ontem. Faz trabalho em dois turnos hoje e amanhã apenas uma movimentação. Na segunda-feira vai a Porto Alegre enfrentar o Grêmio.

Bill marca duas vezes e Aimoré vence o Cruzeiro

Porto Alegre - Se o empate era considerado bom resultado para as projeções do técnico aimoresista Edinho Costa, imagina a vitória. Pois foi o que ocorreu ontem à tarde, no estádio do Estrelão, casa do Cruzeiro. Com um show à parte do atacante Alessandro Bill, que marcou os dois gols da partida, o Aimoré venceu por 2 a 0 e ganhou mais uma posição na tabela de classificação da Copa FGF. Passou de quarto para o terceiro lugar na chave 1 - Região Metropolitana. O Cruzeiro permanece na segunda colocação com Novo Hamburgo - que derrotou o Internacional em pleno Beira-Rio - em primeiro. Na próxima segunda-feira, no estádio Olímpico, o índio volta a campo diante do Grêmio. Quer mais uma vitória, pois pelos cálculos da direção aimoresista se trouxer na bagagem mais um pontinho será muito bem comemorado, pois entrará na semana do clássico - o Aimoré enfrenta o Novo Hamburgo no dia 10 no Cristo Rei - bem mais confiante.
Os poucos torcedores que comparecem ao estádio do Estrelão ontem, puderam ver um show à parte do atacante Bill. Atleta com dupla nacionalidade, que já defendeu as cores da seleção do Togo, e tem no seu DNA marcar gols. No Aimoré em cinco jogos oficiais marcou cinco gols. No primeiro tempo por duas vezes teve chance de marcar e despediçou, porém, como nunca se dá por vencido, voltou para segunda etapa disposto a deixar a escrita e fazer pelo menos um golzinho. Fez mais, marcou dois e foi um dos destaque do índio em campo.

Gramado ruim, jogo bom

A delegação do Aimoré levou um susto ao ver o gramado do Estrelão. Ali podia ocorrer de tudo, menos uma partida de futebol. Com muitos buracos e areia para tentar disfarçar as péssimas condições do gramado, a grande dúvida era se daria para jogar neste campo. Nos primeiro minutos de jogo o time do técnico Edinho Costa sofreu. Tentou jogar pelo meio, quando a jogada era pelos flancos. O Cruzeiro se aproveitou disso e os 20 minutos iniciais só deu o time estrelado. Mas com o passar do tempo a equipe aimoresista descobriu o caminho da rosa e começou a se impor no jogo. Ganhou a segunda bola, muito treinada na semana, e mandou na partida. Chegou a sofrer uma pressão no final, mas sempre teve o jogo nas mãos.

Baixas
Ontem duas baixas pelo lado do Aimoré. Em menos de cinco minutos de jogo, o goleiro Paulo Roberto levou um pancada em uma disputa de bola com atacante Maxwall, e precisou sair. Outro que sentiu a coxa foi Anderson Sefri. Chegou a pedir para sair, mas Edinho segurou a substituição até a volta do segundo tempo.

Cruzeiro 0
Sérgio, Márcio, Ícaro, Sandro Mülher e Lucas; Matheus Foguinho (Marcelo Rosa), Alberto, Abuda (Henri) e Abu (Adilson); Maxwall e Deidson. Técnico: Suca

Aimoré 2
Paulo Roberto (Guilherme Costella), Douglas Mã, Márcio Nunes, Anderson Sefrin (Wagner) e Ismael; Rangel, Rincon, Thiaguinho (Dimitri) e Chiquinho; Alê Menezes e Bill. Técnico: Edinho Costa

31 agosto, 2011

Aimoré e Cruzeiro jogam amanhã

São Leopoldo - Os torcedores aimoresistas que se programaram para ir até a capital essa tarde para assistir ao confronto entre Cruzeiro e Aimoré, no Estádio do Estrelão pela Copa FGF, podem enrolar a bandeira, pois a pedido da equipe porto-alegrense a partida acabou sendo transferida para amanhã. O motivo, segundo o presidente estrelado, Dirceu de Castro, é a chuva.
 ‘‘A decisão foi especificamente por causa das chuvas. Não há gramado que aguente esse clima. São quase dois meses de chuva, praticamente todos os dias. Fica difícil fazer algo com esse tempo’’, diz Castro. Ele lembra que para não atrapalhar os jogos pelo Brasileiro Série D - competição que a equipe estrelada disputa agora apenas para cumprir tabela - o seu time treinou duas vezes por semana no São José, que conta com a grama sintética. ‘‘Dois turnos por semana treinamos no Zequinha. Caso contrário seria impossível disputar essa competição.’’
 Para o diretor de futebol aimoresista, Felipe Becker, não há muito problema jogar na quarta ou na quinta-feira. Lamenta apenas que a programação da comissão técnica precisa ser refeita. ‘‘Se vamos jogar quarta ou quinta à noite ou de dia pouco me importa. Lamento apenas a quebra de programação. Mas tudo bem, vamos para o jogo e não há nenhum problema maior nisso. Só digo que aqui no Cristo Rei os jogos nas quartas-feiras serão à noite e no final de semana à tarde’’, completa Becker.

Outras mudanças
Além deste jogo, conforme Renan Mobarack, gerente de futebol do Aimoré, mais duas datas foram modificadas. Contra o Grêmio, que estava marcado para domingo, dia 4, será na segunda-feira, dia 5, às 15 horas, no Estádio Olímpico. Contra o Novo Hamburgo, que seria no domingo, dia 11, ficou para sábado, no Cristo Rei, dia 10.

Novelleto lamenta mudanças
O presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Novelleto Neto, diz que não há muito o que fazer a respeito das mudanças de datas e horários dos jogos. Ele diz que todos clubes que disputam a copinha sabem que a prioridade é para aquelas equipes que disputam Série D e C do Brasileiro. Além disso, o clima tem sido o principal vilão da história. Confira a entrevista.

Entrevista/Francisco Novelleto

Jornal VS - Tem muita gente reclamando das frequentes mudanças na Copa FGF?
Francisco Novelleto - Está no regulamento e todos os clubes sabem disso. A prioridade é para aquelas equipes que estão disputando a Série D e C do Brasileirão.

VS - Mas tirando essas equipes, assim mesmo têm partidas mudando de horário e dias dos jogos? Tem como evitar isso?
Novelleto -
É difícil. A chuva não para. Aí temos que ter bom senso. Não há campo que resista um clima assim. Os clubes não têm onde treinar e muito menos jogar.

VS - E a dupla Gre-Nal? Existe algum benefício?
Novelleto -
Usamos o calendário da CBF. Temos que ter flexibilidade. O que vale para os time que disputam a Série D e C ocorre com eles. Os times do Grêmio e Inter, mesmo sendo B, ocupam a mesma estrutura física que a do principal. Temos que entender.

VS - Será que aqui no Sul estamos caminhando para todos os clubes terem um campo com grama sintética igual o São José?
Novelleto -
Não vejo outra saída. Ali se joga e se treina sem problema.

VS - Qual é o investimento que o Zequinha teve para colocar um gramado assim?
Novelleto -
Foi em torno de R$ 800 mil.

VS - Temos outra alternativa para mudar esse quadro?
Novelleto -
Acho que não, mas na segunda fase o tempo também melhora e os jogos ocorreram normalmente.

VS - Houve um comentário que a TVE (TV estatal) poderia televisionar os jogos da Segundona do Gauchão em 2012? É verdade?
Novelleto -
Não. A TV Com será a emissora que vai acompanhar a Série B.

30 agosto, 2011

Coluna Arquibancada do dia 30 de agosto

Os números não mentem
A situação do Aimoré nesta copinha parece ser confortável. Os números não mentem. O índio não precisará nem fazer muita força para passar de fase. Na sua chave - Região Metropolitana - passarão seis dos oito. Não vi todos os candidatos as vagas, mas tenho absoluta certeza que a equipe do técnico Edinho Costa pode brigar de igual por igual com qualquer uma delas. Pelos cálculos do treinador com 16 pontos a classificação está garantida. Portanto, faltam apenas 11 pontos de 30 que estão em jogo.

Cofre vazio
Não deve chegar mais ninguém no Cristo Rei. Pelo menos por enquanto. Os últimos contratados foram o conhecidísso Tiago Selbach, que estave no Guarany de Camaquã, mas já defendeu a camisa do Aimoré e o meia atacante Cleber. Que não conheço. Parece que a folha chegou no limite e a direção não quer comenter o mesmo erro da Segundona. Quando contratou a rodo e ficou defendo para quase todo mundo. Gosto da ideia de mais meninos. Para oxigenar um grupo que pode no precisar de ar na reta final. Afinal a média de idade do time principal chega à quase 28 anos.

Parada torta
Infelizmente o Aimoré deve enfrentar um Cruzeiro com força máxima amanhã. Fora da briga por classificação no Brasileiro da Série D, o estrelado volta sua atenções para a Copinha. Edinho terá que tirar um coelho da cartola para tentar surpreender uma equipe que tecnicamente tem muita qualidade. Está longe daquele time que fez bonito no Gauchão da Série A deste ano, até porque muito jogadores deixaram a casa, mas a essência do conjunto permance a mesma.

Formação tática
Estou curioso para saber com qual formação o Aimoré jogará na capital. Sem Carlos Alberto sentindo o joelho e com a volta do meia Dênio, Edinho deverá mudar o esquema. A grande dúvida é se permanece no 4-3-1-2, para a manutenção de uma formação que o técnico gosta ou muda para 4-2-2-2. Porém, tanto um como o outro esquema tático, fica dificil acreditar que Dênio e Chiquinho possam estar em campo juntos. Afinal são de característica semelhantes e ocupam o mesmo espaço no campo.

Lateral ou meia
Outra dúvida minha, fica em cima do Thiaguinho. Ora lateral, ora meia. Diante do Internacional, aliás, não foi nenhum um, nem outro. Pelo lado entrando pelo meio, rendeu bem diante do São José, Cerâmica e Pedra Branca. Mas diante do colorado, com o meio campo congestionado, se esforçou, mas não não teve jeito. Amanhã com as dimensões do campo e as condições que deverá estar o problema pode se repetir. Opção B seria Diogo Bahia na lateral com Thiaguinho à frente de Rincon e Rangel. Porém, contra o mesmo Inter, Edinho fez essa formação, mas Diogo ficou aquem do esperado.

Alternativa
A boa notícia é que Felipe Garopaba está a disposição. É a alternativa que faltou no último jogo. Só lamento que o estádio do Cruzeiro não é o mais apropriado para seu jogo. Felipe é de velocidade e ali dificilmente os zagueiros ficam no homem-a-homem.

Força aérea
Se o time do Aimoré saber tirar proveito da dimensões pequenas do Estrelão, este é o jogo para os zagueiros Márcio Nunes e Anderson Sefrin. O bombardenho areo índio. Até agora o time do Edinho usou pouco este recurso que é quase que mortal no futebol mundial.

Clássicos
Foi um final de semana com uma overdose de clássicos. Não somente aqui no Brasil, mas também na Europa. O que não acompanhei ao vivo, assisti os melhores lances. Na Inglaterra o Manchester Unidet, do gaúcho Anderson, literalmente atropelou o Arsenal - 8 a 2. Deu gosto de ver os diabos vermelhos jogando.

No Brasil
Aqui três em especial foram de tirar o fôlego. Figuerense e Avaí (2 a 3), Palmeiras e Corinthians (2 a 1) e o Gre-Nal é claro. Venceram os menos favoritos do momento, se é que dá para dizer que há favorito em clássicos.

Gre-Nal
Sinceramente nunca gostei do Dorival Júnior como técnico. Não entendo porque compramos ideias que ele era um grande treinador. Primeiro que para ter uma analise boa sobre como é um treinador preciso acompanhá-lo. Dizer que é bom ou ruim apenas porque ganha ou quando perde é fácil. Mas não lembre de um grande trabalho dele. É previsível. Os méritos é que não inventa, mas também não busca alternativas.

Faltou os Argentinos
Talvez se D'Alessandro e Guinazu estivesse em campo o resultado seria o mesmo. Mas não há nenhuma dúvida que ambos fazem muita falta para esse Internacional. A raça deles e como incorporam jogos como esse é dificil encontrar substituto. Com os dois em campo, o colorado não ganha em esperiência, mas em confiança. E isso em partidas como essa é fundamental.

Estratégia
Celso Roth tem os seus méritos. Mas não ganhou o jogo quando fechou os treinos. A estratégia foi mesclar juventude com experiência. Deu oxigênio para um time cansado do Grêmio. A cada setor do campo, havia um menino da base. Ganhou velocidade, técnica e amor a camisa. Restar saber se esse é o verdadeiro Grêmio ou foi um jogo isolado.

Aimoré caiu uma posição, mas segue tranquilo

São Leopoldo - Com mais uma rodada sendo completada pela chave 1 (Região Metropolitana) da Copa FGF, a quarta para Novo Hamburgo e Internacional, que venceram seus jogos e a quinta para São José e Pedra Branca, o Aimoré acabou caindo mais uma posição na tabela de classificação. Passou de terceiro para quarto. O colorado que venceu o time de Alvorada no sábado pelo placar de 2 a 0 acabou subindo mais um degrau na tabela. Apesar da queda a situação não preocupa a comissão técnica índia, apenas serve de alerta para começar a projetar uma possível classificação. Conforme o técnico Edinho Costa, que ontem mais uma fez encontrou problemas para fazer um trabalho de campo, pois a chuva deixou os gramados alagados, ainda é cedo para falar em números, mas se arrisca a dizer que com 16 pontos dos 30 que ainda terá para disputar é possível atingir a classificação traquila. Hoje faltam 11 pontos em dez jogos. Empatando nove jogos e vencendo um, seria suficiente para atingir a meta. ``Estamos projetando de 16 a 17 pontos nessas dez partidas que faltam. Como temos cinco, teremos que buscar 11. Claro que pode haver jogo que não somaremos nada, mas com certeza haverá outros que somaremos três'', calculou o técnico.

Cinco jogos em casa
A projeção se torna mais otimista, se levarmos em conta que o Aimoré terá ainda mais um jogo deste 1º turno em casa e na volta do returno jogará mais quatro partidas no Cristo Rei. ``Se conseguirmos fazer a lição de casa, automaticamente estaremos garantidos na próxima fase, porém não pensamos somente na classificação, mas trazer para nosso campo o segundo jogo na fase do mata-mata'', lembrou Edinho. Até agora em 12 pontos disputados o Aimoré conseguiu cinco. Tem um aproveitamento de 42%. Se olharmos somente pelo números, dificilmente o índio atingirá o segundo objetivo: que é na 2º fase fazer a segunda partida em casa. Mas claro que o treinador se defende porque a equipe leopoldense fez dois jogos fora e dois em casa. ``Perdemos três pontos para o Inter em casa, mas de uma certa forma ganhamos dois jogando fora de casa. No returno teremos chance de buscar o que perdemos'', comentou o treinador.

Grupo Fechado
Sobre mais reforços Edinho afirmou que por enquanto não entra mais ninguém. Com a folha já no limite estipulado, a idéia é a manutenção deste grupo. Afirmou o treinador. Sobre a situação do volante Carlos Alberto, o técnico disse que o atleta sentiu mais uma vez e deve fazer outro exame. O meia Dênio, que não enfrentou o Inter, está recuperado e trabalha normalmente. A previsão é que o Aimoré faça mais um trabalho hoje, antes de enfrentar o Cruzeiro amanhã, a partir das 15 horas no Estrelão.

Líderes das chaves
Com a quarta rodada completa para a maioria dos clubes, hoje o líder da região metropolitana, é o Novo Hamburgo. Que tem 10 pontos com 83% de aproveitamento. No grupo da região serrana quem lidera é o Santo Ângelo. Que tem o mesmo número de pontos do Nóia e o aproveitamento exatamente igual. Na região da Fronteira o São Paulo está na frente, mas tem um jogo a mais que o anilado e o Santo Ângelo. O Juventude, que disputa o Brasileiro da C, é a equipe que menos atuou até agora. Foram apenas dois jogos. O regulamento prevê que os cinco primeiros de cada chave estão automaticamente classificados e o melhor sexto da chave 1.

12 agosto, 2011

Mobilização para ter casa cheia amanhã

São Leopoldo - Depois de dois empates fora de casa neste início da Copa FGF, a direção do Aimoré se mobiliza para ter casa cheia e com o apoio do torcedor buscar a primeira vitória na competição. O jogo que seria no domingo, às 15 horas, no Monumental Cristo Rei, foi antecipado para sábado. Segundo o diretor de futebol, Felipe Becker, o principal motivo da troca foi mesmo contar com um bom público neste sábado, já que domingo é Dia dos Pais. ‘‘Foi pensando no torcedor que antecipamos o jogo. Precisamos dele agora. Fora de campo estamos fazendo o máximo. Montamos um grupo e continuamos no mercado nos reforçando ainda mais. Será importante para os nossos jogadores, que precisam desta vitória para dar sequência ao trabalho’’, diz Becker. Por enquanto não há nenhuma grande promoção, mas a direção fez um grande esforço para confeccionar uma cartela com sete ingressos mais baratos. Para os sete jogos em casa, aos invés de pagar 70 reais no dias das partidas, antecipado o torcedor terá uma economia de 30 reais. ‘‘Queríamos poder fazer mais, mas por enquanto nosso pensamento foi poder trazer o torcedor para o estádio com um custo mais barato’’, afirma Becker. As cartelas estão à venda na secretaria do clube. Mais informações pode ser obtidas pelo telefona 3592-2202.

Ser melhor que 2009

O Aimoré retornou ao futebol profissional em 2006. Nesses seis anos, participou de apenas de quatro copinhas. Nos primeiros dois anos (2006 e 2007) o início foi desastroso. Em 2006, dos nove jogos na primeira fase venceu apenas um. Teve um empate e perdeu sete. Jogando fora, perdeu todas. Em 2007 não foi diferente. Jogou duas partidas a menos em relação ao ano anterior, porém foram uma vitória, dois empates e quatro derrotas. Não perdeu em casa, mas também não ganhou fora. No ano seguinte o índio nem entrou em campo. A crise interna, que resultou até na queda do presidente, fez com que a direção deixasse baixar a poeira para arrumar a casa. O ano de 2009 foi um dos melhores do Aimoré na FGF. Dos seis jogos (na primeira fase), quatro em casa, conquistou três vitórias e uma derrota. Ano passado mais uma vez ficou de fora. Retorna agora com uma grande expectativa: ser melhor que 2009 para conquistar uma das vaga para Copa do Brasil de 2013. O começo já foi diferente, pois não perdeu.

11 agosto, 2011

Coluna Arquibanca do dia 11 de agosto

No lucro
Se na estreia o empate teve o gosto de derrota, agora foi totalmente o contrário, pois o 0 a 0 diante do Cerâmica ficou no lucro para o Aimoré. Ainda bem que há justiça no futebol, porque os casquinhas de Gravataí deram um banho tático, físico e técnico nos cascudos. Fizeram uma partida de gente grande. Foram pacientes e em nenhum momento mostram medo do adversário. Pecaram apenas nas finalizações, mas acho que eles não esperavam uma tarde expirada do goleiro Paulo Roberto. Que jogou demais.

Desentrosamento
Ontem à tarde ficou evidente a falta de entrosamento desde novo Aimoré. Não havíamos notado isso no jogo da estreia, porque o São José teve presa para querer definir a partida e vencer o jogo. Se jogou para cima do índio e acabou abrindo a guarda. Apesar da dificuldade, pelo pouco tempo de trabalho, Alê Menezes e companhia, aproveitaram a atitude desgovernada do time do técnico Rodrigo Bandeira e controlaram o jogo. A caça neste jogo, virou caçador. Não venceu, mas ficou bem mais perto da vitória que da derrota.

O tal equilíbrio
Tostão no alto da sua sabedoria, certo dia escreveu o seguinte: Desde que futebol existe e passou a ser um jogo organizado, para vencer e não apenas se divertir, treinadores tentam decifrar o enigma de como um time pode ser ofensivo, sem fragilizar a defesa. Vencer sem correr risco. A maioria corre muito e joga pouco. O volante Rangel, no final do jogo de ontem, falou exatamente isso: ``Corremos errado''. Raros são aquelas equipe que correm pouco e jogam muito. Diante do São José, o Aimoré até que chegou perto, apesar de alguns jogadores não conseguirem nem falar ao término da partida.

Estratégia
A estratégia mais utilizada hoje pelos técnicos, para ter vários jogadores defendendo e atacando, é esperar o outro time para contra-atacar. Para propor o jogo. Um time leve, que troca muitos passes e que chega com vários jogadores ao ataque, vai correr mais riscos. A equipe pode fazer, mas levar muitos gols. Atingir o equilíbrio entre defesa e ataque é o sonho de todo treinador. Como o futebol transita entre a razão e a emoção, entre a organização e o imprevisto, e é jogado por atletas imperfeitos e emocionalmente instáveis, o perfeito equilíbrio é uma utopia. Acho que este será o grande desafio de Edinho. Fazer seu time correr certo e errar menos passes. Se conseguir fazer isso a vitória virá automaticamente.

Mais qualidade
Conforme havia anunciado há dias atrás, aqui neste espaço, o meia Chiquinho chega hoje no Cristo Rei. Com ele mais qualidade e criatividade no setor de meio campo. Alguns podem estar perguntando se Chiquinho e Dênio disputaram posição? Talvez sim, talvez não. No Cerâmica, atuaram juntos pelo lados esquerdo. Não sei se seria prudente manter na equipe principal dois jogadores com as mesma característica, mas como mesmo gosta de dizer o técnico Edinho, o campo não mente. Portanto, vamos deixar para ele escalar ou não. Para mim jogador bom sempre se acha um lugar.

Investimento
No futebol é normal os dirigentes falarem que tudo é gasto. Porém, acho que depois desses últimos meses chuvosos, eles devem ter repensado nas suas declarações em relação ao campo do Zequinha. Apesar de toda aquela água que caiu, o campo do São José parecia um tapete. Foi caro, em torno de quase R$ 1 milhão, mas hoje já dá para dizer que não é gasto, mas sim investimento. Rodrigo Bandeira não perdeu um dia de treino.

Você sabia?
Que a reunião entre o prefeito de São Leopoldo, Ary Vanazzi, e o presidente do Aimoré, Márcio Picoli, que ocorriria ontem foi adiada?
Que esse encontro foi marcado para a próxima semana?
Que na sexta-feira, às 14 horas, na sede da Federação Gaúcha de futebol, Márcio e Vanazzi estarão reunidos com Chico Noveletto tratando do Brasileiro sub-20?
Que está praticamente certo que o Cristo Rei será uma das sede dessa competição?
Que o ex-presidente do Santos FC, Marcelo Teixeira, obteve na Justiça o bloqueio eletrônico das contas do clube que, neste momento, luta para manter Neymar no Brasil?
Que Teixeira não aceitou a penhora da Vila Belmiro, como lhe foi proposto pela atual direção santista, até que a questão que mantém contra o Santos tenha seu mérito julgado pela Justiça?

Jogo ruim, resultado bom

Porto Alegre - Se na estreia da Copa FGF o empate teve o gosto de derrota, ontem no Passo D’Areia o empate em 0 a 0 contra o Cerâmica foi considerado um excelente resultado pela direção do Aimoré. A justificativa foi óbvia: em 90 minutos de partida o time do técnico Edinho Costa fez apenas dois arremates a gol - aos 35min do primeiro tempo, quando o atacante Bill chutou e o zagueiro Luizão cabeceou contra o seu próprio gol, e aos 45 da etapa final, com Felipe Garopaba chutando de fora da área. No restante do jogo o Aimoré abusou dos passes errados e a falta de entrosamento ficou evidente. Para quem esperava a vitória, depois de 47 passes errados, o empate na capital ficou no lucro. O destaque do jogo ficou por conta do goleiro. Paulo Roberto salvou o índio no mínimo duas vezes. Para o volante Rangel, a tarde era para ser dos cascudos, até porque o Aimoré vinha de três dois jogos seguidos na grama sintética do Zequinha, mas o que se viu foram os casquinhas do Cerâmica - a equipe do técnico João Miguel contou somente com jogadores da categoria juniores - ditando o ritmo de jogo e empilhando gols perdidos. ‘‘Não estávamos contando com esse empate, mas a perna pesou e erramos muitos passes. Precisamos trabalhar mais para melhorar a qualidade nesse aspecto’’, comentou o atleta no final da partida.

Ferrolho do Cerâmica
Com seus três volantes de marcação e um zagueiro improvisado na esquerda, o time do técnico Edinho foi presa fácil para o ferrolho do Cerâmica, que ao contrário da estreia diante do São José não propôs o jogo. Muito pelo contrário, esperou o índio e forçou-o ao erro. Dênio, que é o homem de criação, bem marcado pelo volante Prill pouco fez. Thiaguinho, que havia sido um dos grandes destaque na sexta-feira, também decepcionou. O Aimoré praticamente perdeu todas as bolas divididas. Correu errado e os setores ficaram longe um do outro. Apesar da partida ruim, o vice de futebol Werner Carvalho lembrou que o resultado não foi bom, mas dentro do esperado para uma equipe que estava jogando fora. ‘‘Jogamos duas partidas fora de casa e não perdemos. Agora precisamos fazer o dever de casa’’, comentou o dirigente. Sobre o fraco desempenho em campo da sua equipe, Werner justificou a falta de tempo para trabalhar.

Chiquinho é anunciado
Após mais esse empate, a direção do Aimoré confirmou a contratação do meia Chiquinho, ex-Avenida. Ele chega hoje e se a documentação estiver em ordem até sábado pode ser um opção no banco de reserva no sábado. Ontem, o zagueiro Anderson Sefrin acompanhou o jogo. Ele deve jogar contra o Pedra Branca.

Cerâmica
Deivity, Gian, Fernando, Luizão e Tiaguinho; Prill, Luís (Adriano), Lucas (Belo), Hevandro (Maceió), Gabriel e Guto. Técnico: João Miguel

Aimoré
Paulo Roberto, Thiguinho, Wagner, Márcio Nunes e Baltazar; Rangel, Carlos Alberto (Diogo Bahia), Rincón e Dênio (Renan); Bill (Felipe Garopaba) e Alê Menezes. Técnico: Edinho Costa

10 agosto, 2011

Aimoré volta à grama sintética e agora quer a vitória

São Leopoldo - A sequência de três jogos seguidos no mesmo gramado sintético do estádio Passo D’Areia, casa do São José, dá ao Aimoré a confiança de vencer a partida de logo mais, às 13 horas, contra o Cerâmica pela segunda rodada da Copa FGF. A princípio o confronto estava marcado para o Vieirão em Gravataí, porém como a chuva não tem dado trégua as direções dos dois clubes resolveram jogar na preliminar de São José e Pedra Branca. Para o técnico índio, Edinho Costa, a expectativa é boa tendo em vista que seu time joga pela terceira vez neste campo e tem feito bons jogos - o Aimoré venceu o Lajeadense em um amistoso e empatou em 3 a 3 contra o Zequinha. ‘‘Jogar lá nos ajuda porque já conhecemos o gramado. Porém, isso não quer dizer que ganharemos o jogo. Precisamos ter cuidado porque não sabemos quem é o Cerâmica, já que estão disputando duas competições’’, diz o treinador. Sem poder treinar no campo - no domingo os atletas ganharam folga e segunda e terça-feira os trabalhos foram em quadras - a alternativa foi arrumar o posicionamento tático da equipe na conversa. ‘‘Não tem o que fazer. Conversamos bastante para ajeitar o que estava errado. Posicionar o time defensivamente e ofensivamente. Como já falei alguns erros pontuais só se arrumam com repetição. E sem poder levar o pessoal para campo, não há outra alternativa.’’

Assumir o favoritismo
Para o zagueiro e capitão Márcio Nunes a conversa ajuda, mas somente jogando as peças se encaixam. ‘‘Estamos fazendo o que dá. Conversando muito uns com os outros. Mas é difícil corrigir erros assim. Pelo pouco tempo fomos bem, mas precisamos melhorar que esse grupo tem muita qualidade’’, comentou o zagueiro. Sobre a responsabilidade da vitória, Márcio foi claro. ‘‘Apesar do nosso grupo estar em formação, diferente dos atletas deles que estão há mais de dois anos atuando juntos, precisamos a partir de agora assumir nosso favoritismo. Temos algumas carências, mas a todo momento tem jogadores querendo fazer parte do grupo. Por isso acho que a partir de agora temos que assumir nossa responsabilidade e tenho certeza que a torcida do Aimoré colherá bons frutos no futuro.’’

Dúvida na esquerda
Do time que inicia a partida apenas uma dúvida do treinador: Willian ou Baltazar no lugar de Ismael expulso. Conforme o técnico, essa resposta virá depois dele saber como e quem jogará no Cerâmica. ‘‘Com Baltazar ganhou defensivamente, pois ele é mais zagueiro que lateral. Com Willian é o contrário. Vou saber isso, após saber qual equipe enfrentaremos’’, comentou Edinho. O volante Rangel, que saiu sentindo um dor na coxa esquerda, treinou normalmente e vai para o jogo. Nas demais posições, fica tudo como está. A delegação índia se apresenta amanhã, às 9 horas, no Cristo Rei.

Reforços
Ontem, chegou a Cristo Rei o zagueiro Anderson Sefrin. Ele deve acompanhar o grupo para assistir ao jogo. Fininho, ala direito, ex-Avenida, está praticamente acertado. Chiquinho ainda não foi descartado e também pode ser anunciado nas próximas horas. Os meninos Adolfo, Pepe e Eider retornaram para sub-19.

Adversário
O Cerâmica que enfrenta o índio nesta quarta-feira conta com atletas da categoria sub-20 e também aqueles profissionais que não jogaram na última partida no Brasileiro da Série D. Até o técnico não é o da equipe principal. João Miguel é o responsável pelo Cerâmica na Copinha.

Cerâmica
Deivid, Gian, Sidiney, Fernando e Thiago; Jeferson, Lineker, Belo e Evandro, Maceió e Guilherme. Técnico: João Miguel

Aimoré
Paulo Roberto, Rangel, Márcio Nunes, Wagner e Baltazar (Willian); Carlos Alberto, Rincón, Thiaguinho e Dênio; Alê Menezes e Bill. Técnico: Edinho Costa

Detalhe - Local: Estádio Passo D’Areia. Horário: 13 horas. Arbitragem: Luis Teixeira Rocha, auxiliado por Cristiano Hennig e Júlio Cesar Barcelos Rodrigues. Ingressos: 10 reais

2.ª Rodada
Hoje
13h Cerâmica x Aimoré
15h São José x Pedra Branca
15h Guarani/CM x 14 de Julho
20h Pelotas x Guarany/BG
20h Santo Ângelo x Lajeadense
20h30 Esportivo x Nova Prata
Amanhã
15h Novo Hamburgo x Cruzeiro
15h Riopardense x São Paulo

08 agosto, 2011

Cerâmica e Aimoré será no São José

São Leopoldo - O jogo entre Cerâmica e Aimoré, marcado para quarta-feira, às 15 horas no Vieirão, mudou de local e horário: será no Passo D´Areia, às 13 horas na preliminar de São José e Pedra Branca. O anúncio foi feito essa tarde pelo gerente de futebol da equipe de Gravataí, Paulo Cesar Magalhães. Conforme PC, o gramado do seu estádio não terá condições de jogo defido às fortes chuvas que ocorre na região. Para o Aimoré a mudança do local de jogo não é ruim, pois será a terceira partida consecutiva no gramado sintético do Zequinha.

Depois do empate frustrante, Aimoré só pensa no Cerâmica

São Leopoldo - Depois do empate frustrante na estreia da Copa FGF, diante do São José na última sexta-feira - o Aimoré sair perdendo, mas virou e continuou na frente do marcador até os 31min da segunda etapa - o final de semana foi de trabalho no sábado e folga no domingo. Direção, comissão técnica e jogadores lamentaram muito o resultado, pois após estar na frente por duas vezes cederam o empate. O discurso foi que o índio perdeu dois pontos aos invés de ganhar um, mesmo jogando fora de casa. ``É evidente que pelo tempo de trabalho nosso o resultado foi muito bom, porém depois de estar na frente duas vezes fica aquele gosto de quero mais e da vitória. Mas agora é passar a borracha e pensar no Cerâmica. A preocupação é que em um campeonato como esse dois pontos pode fazer falta lá na frente. Importante nesse momento é que a cobrança existe e deu para sentir uma obediência tática muito grande. Isso nos manteve organizados dentro de campo e a melhora virá com o ritmo dos jogos'', comentou o professor. Sobre as falhas defensivas, principalmente a bola parada, Edinho justificou atribuindo novamente ao pouco tempo de treinamentos. ``Bola parada é repetição. É treino exaustivamente. Em um pouco mais de 16 dias de trabalho, tivemos que intercalar vários fundamentos. A tendência a partir de agora é aumentarmos esse tipo de trabalho''. O Aimoré volta aos trabalhos hoje em dois turnos.

Atitude
Apesar do empate o que foi muito comemorado por alguns membros da direção e torcedores que foram até a capital, foi a atitude dos atletas. O poder de indignação no final da partida, após ter cedido a igualdade no placar no final da partida. ``Se tivemos combinado antes da partida um empate ficaria até feliz, porém pela situação de jogo, gostaríamos de ter trazido os três pontos e não ter perdido dois. Mas apesar disso fico feliz porque vi no semblante de cada atleta no final da partida a indignação do grupo por ter sofrido o gol de empate. Precisamos melhorar? É evidente que sim, mas é um trabalho novo que exige tempo para as peças se encaixarem'', argumentou Felipe Becker, diretor de futebol.

Reforços
O time mostrou experiência, atitude e muito respeito tático, porém, deu para ver que alguns setores ainda falta o algo mais. Alê Menezes reforçou isso no final da partida e a direção também. Becker diz que estão a caminho Anderson Sefrin, mas não descarta a possibilidade de vir mais gente por aí. ``Estamos sempre atento ao mercado, deu para sentir que falta mais gente e vamos buscar. Porém temos que ter cuidado com o nosso teto salarial e não podemos ultrapassar, mas até terça-feira deverá ser anunciado mais um jogador'', comentou Becker. Sobre Michel, ex-campeão mundial pelo Internacional, o atleta segue treinando no Cristo Rei. Mas ainda não foi anunciado oficialmente. O volante Rangel, que saiu sentindo um contusão passou a ser a grande dúvida para o confronto diante do Cerâmica. Edinho disse que o atleta por ser experiente saiu na hora certa, assim não deve correr o risco de ficar fora por muito tempo.

Primeira rodada
Chave 1
Cruzeiro 2 x 1 Cerâmica
São José 3 x 3 Aimoré
Pedra Branca 1 x 3 Grêmio

06 agosto, 2011

Empate com sabor de derrotana estreia da FGF

Porto Alegre - O empate em 3 a 3 teve sabor de derrota para dirigentes, jogadores e alguns torcedores do Aimoré que foram até a capital, ontem à tarde, para a estreia na Copa FGF. Jogando no estádio do Passo D’Areia, casa do São José, o índio mostrou que ter cascudos faz a diferença. Saiu perdendo logo aos 8 minutos, mas com paciência, personalidade e muita experiência buscou o empate, virou o jogo e permaneceu na frente até os 31 minutos da segunda etapa, quando pesou a perna e a parte técnica e tática. A situação já era esperada pelo pouco tempo de trabalho que o técnico Edinho Costa teve para se preparar para competição. ‘‘Estou satisfeito com o desempenho do grupo. Não conseguimos segurar a vitória, mas tivemos forças para buscar o resultado e virar a partida. Precisamos trabalhar mais, acabamos sofrendo na bola parada, fundamento mortal no futebol, mas tendo em vista o tempo da nossa preparação em relação às demais equipes, acho que a postura e dedicação dos atletas precisam ser destacadas’’, disse o treinador. O Aimoré volta a campo na próxima quarta-feira, quando em Gravataí, a partir das 15 horas, enfrentará o Cerâmica.

Jogo equilibrado
Não foi somente o placar que foi igual na tarde ensolarada de ontem. O jogo foi muito equilibrado. Foram três cartões amarelos e dois vermelhos para cada lado. O São José, por estar jogando em casa, buscou sempre o gol. Aos 8min, Lincon que cobrava todas as faltas e escanteio para o Zequinha cruzou na área e em uma bobeira coletiva da defesa do Aimoré abriu o placar. O índio entrou no jogo e buscou o empate aos 20min com o atacante Bill de pênalti. Ele mesmo sofreu e converteu. A parti daí, a equipe leopoldense cresceu na partida e aos 45 minutos, em uma saída errada do goleiro Rodrigo, do São José, o volante Rincon virou o placar. Na volta do intervalo a postura das duas equipes foi a mesma, porém o Aimoré acabou perdendo o jogador Rangel. O time do técnico Rodrigo Bandeira se aproveitou e em uma falha de marcação Geison colocou na saída de Paulo Roberto empatando a partida. Alê, sempre oportunista, foi em uma bola praticamente morta e Rodrigo falhou mais uma vez. O goleador aproveitou e colocou para os fundos da rede ampliando para 3 a 2. Porém, aos 31 da etapa final, o zagueiro Tiago Silva, deitado empatou e fechou o placar.

Muito mais que um artilheiro
Este novo Aimoré já mostrou que irá jogar pelo treinador. Consequentemente, como bem lembrou o atacante Alê Menezes, antes mesmo de iniciar a partida, quem ganhará com isso é o torcedor. Alê foi um dos grandes destaques do jogo, juntamente com Thiaguinho e o zagueiro Márcio Nunes. Correu, gritou, orientou, marcou o dele e ainda impediu um gol adversário. Lamentou muito a derrota, mas também reconheceu que pelo pouco tempo de trabalho o empate precisa ser comemorado. ‘‘Claro que queríamos a vitória, ainda mais depois de estar na frente duas vezes. No entanto, ainda falta ritmo de jogo e talvez gente para compor o grupo. Mas todos estão de parabéns pela dedicação e a personalidade. A tendência é crescermos no campeonato no decorrer da competição’’, salientou o camisa 9.


São José 3
Rodrigo, Gian, Tiago Silva, Guilherme e Maciel, Marabá (Kann), Edilson, Lincon (Marthin); Geison (Felipe) e Tiago Matos. Técnico: Rodrigo Bandeira

Aimoré 3
Paulo Roberto, Thiaguinho, Wagner, Márcio Nunes e Ismael; Rangel (Baltazar), Carlos Alberto, Rincon e Dênio (Renan); Alê Menezes e Alessandro Bill (Felipe Garopaba). Técnico: Edinho Costa

04 agosto, 2011

Circulo vicioso

A queda de Julinho Camargo no Grêmio não passa somente pela parte técnica e tática de sua equipe em campo. Muito menos pela fragilidade de seus jogadores. Vai muito além disso. A imprensa tem sua parcela de culpa. Não gostamos de pessoas educadas, atenciosas e que entendem do assunto. Ainda não descobri o porque disso, mas fato que vivemos em um circulo vicioso. Celso Roth é hoje o que foi Claudio Duarte no passado. Um técnico emergente. Deve ter no seu guarda roupa os dois abrigos, do Grêmio e do Inter. Chega com prazo de validade. Nós mesmos já estibulamos mais uma vez: até o final do ano na Azenha.

Virando a página

A partir de amanhã, às 15 horas, no estádio Passo D´Areia, o Clube Esportivo Aimoré começa a escrever um novo roteiro para sua história. Enfrenta o São José, do técnico Rodrigo Bandeira, pela Copa FGF. Pensando em virar a página entra nesta competição para tentar apagar a desastorsa campanha na Segundona deste ano. Que resultou na sua queda. No treino da manhã desta quinta-feira, no Colégio Agrícola, em São Leopoldo, o clima era de muita tranquilidade e confiança. Edinho Costa, diz que apesar da alegria o trabalho tem sido muito sério. E espera no minino sair da capital gaúcha amanhã, com um ponto na bagagem. Não vi o time do Bandeira jogar, sei apenas que o grupo conta com jogadores conhecidos na região, entre eles o goleiro Rodirgo, o lateral Gian, o volante Edilson e o atacante Tiago Matos. Apesar do entrosamento que é evidente entre eles, acho que está longe de ser um adversário imbatível. Cabe ao Aimoré impor o seu jogo e ter força para aguantar os 90 minutos. Acho que é a maior preocupação aimoresista é a parte fisica. Conforme o preparador Guilherme Machado, hoje o elenco está 60% da sua capacidade. É uma nova era, um novo Aimoré. Porém, a esperança do torcedor permance a mesma: ver um time vencedor

Coluna Arquibanca do dia 4 de julho

Dentro da expectativa
O Aimoré venceu o seu primeiro e único teste antes da estreia na Copa FGF, que será amanhã diante do São José no Passo D'Areia. Dentro da expectativa acho que o resultado foi o esperado. Precisamos levar em conta o tempo de trabalho e a experiência do grupo. Precisa melhorar, isso é óbvio e Edinho sabe muito bem em qual setor, mas esse detalhe se corrigirá com o andar da competição. Agora diferentemente que os últimos anos, dá para afirmar que o torcedor irá ver em campo um time bem mais vibrante, participativo e com atitude. Irá perder é claro, mas venderão bem mais caro as derrotas.

Surpresa
A grande surpresa de terça-feira foi sem dúvida Tiaguinho. Jogou bem pelo lado e muito melhor pelo meio. É rápido, conduz bem a bola e muito participativo. Entre tantos nomes renomados no cenário gaúcho, que hoje vestem a camisa do índio, mostra que pode ser o operário desde novo Aimoré. Claro que para isso vai precisar de ajuda, pois futebol é coletivo. Caberá ao técnico Edinho Costa posicioná-lo em um setor do campo que possa render ainda mais e ajudar os companheiros. Para mim no primeiro teste, sua nota foi oito. Vamos deixar para dar dez quando a bola rolar valendo três pontos.

Três volantes
Sei que é um inicio de trabalho e Edinho, por mais que fale que o resultado não importava, não queria perder. Iniciar uma cometição sorrindo e muito melhor que chorando. Mas não sou muito adepto a três volantes. Principalmente quando todos eles tem característica muito parecida. Caso de Carlos Alberto, Rincon e Rangel. Para mim atrasa demais o time. A bola demora a chegar nos pés do articulador e consequentemente ao ataque. Até entendo a atitude do treinador. Quem corre menos, muitas vezes corre certo. Mas em contra-partida aproxima do seu gol, o ataque advesário. Erro próximo a cozinha, muitos vezes é fatal. Sempre é bom lembra a velha e boa frase: O medo de perder, pode tirar a vontade de ganhar. Acho que não é o caso, mas fica aí o aviso.

Experiência
Ter um grupo com tantos cascudos você ganha em algumas situações. No amistoso diante do Lajeadense deu para avaliar exatamente o que eles são capazes. Quem começou propondo a partida foi o time do técnico Ben Hur Pereira. Uma equipe leve com muita velocidade. Porém, a experiência falou mais alto e os jogadores do Aimoré diminuiram a passada adversária impondo o seu ritmo. Logo após isso, controlaram a bola e cadenciaram a partida. Aceleraram com Tiaguinho e travaram novamente quando agredidos. Amanhã diante do São José o desenho não será muito diferente. A partida vale três pontos, mas o grupo aimoresista terá que conter o motim no Zequinha.

Oxigênio em campo
Para quem achava que a base não teria vez, já deu para ver que serão importantíssimo neste novo Aimoré. Os meninos devem ser o oxigênio desde time. Nos primeiros 45 minutos os cascudos vão bem, porém, na segunda etapa a tendência é que o ritmo caí. Edinho terá que pensar rápido para saber qual setor está mais prejudicado. Diante do Lajeadense o resultado foi bom, mas claro que trocou praticamente todos atletas, agora terá três chances.

Depois da vitória, a manutenção

São Leopoldo - Após a vitória de 2 a 0 diante do Lajeadense, no primeiro e único jogo treino do Aimoré antes da sua estreia na Copa FGF - o índio enfrenta o São José amanhã, a partir das 15 horas, no Passo D'Areia - o time do técnico Edinho Costa voltou aos trabalhos visando esse primeiro confronto na competição. Conforme o treinador, agora o trabalho é de manutenção na equipe considerada titular. Aquela mesma que iniciou o jogo-treino na última terça-feira, com Paulo Roberto, Tiaguinho, Márcio Nunes, Vagner e Ismael; Carlos Alberto, Rangel, Rincon e Dênio; Alê Menezes e Alessandro Bill. Edinho diz que a grande dúvida permanece na direita. Até porque Diogo Bahia, lateral de ofício voltou aos treinos após um forte gripe. ``Por enquanto a minha dúvida é pelo lado direito. Como o Diogo está voltando e tanto o Rangel como o Tiaguinho foram muito bem, a dúvida fica em cima desses dois. Não que precise mudar a postura, pois podemos ter essa variação de posição como ocorreu e deu certo diante do Lajeadense'', explicou o treinador.

Baixa e novidade
Apesar do time considerado titular está pronto para estreia, pois todos estão treinando normalmente o jogo diante do Lajeadense causou uma baixa. Renan, que fez o segundo gol, saiu sentindo o adutor da perna direita. Ontem à tarde ele seria avaliado pelos médicos do clube para ser se estará a disposição com uma das opções no meio. ``Ele sentiu logo após o gol, aí tivemos que tirá-lo. Estamos aguardando os resultados dos exames, pois é um jogador importante para o nosso esquema'', argumentou Edinho. A novidade de ontem foi a chegada do atacante Michel Neves, 31 anos, que passou pelo Inter, Juventude e estava no Novo Hamburgo. O atleta ainda não foi apresentado oficialmente, porém, já trabalhou com o preparador físico Guilherme Machado. ``Um um novo desafio e chego para ajudar. Conheço o grupo e gostei do jogo-treino'', comentou o atleta.

02 agosto, 2011

Dentro da expectativa

O Aimoré venceu o seu primeiro e único teste antes da estreia na Copa FGF, marcado para a próxima sexta-feira diante do São José no Passo D´Areia. Fez 2 a 0 no Lajeandense com gols de Anderson Bill, no primeiro tempo, e Renazinho, no segundo. Dentro da expectativa acho que o resultado foi o esperado. Levando em conta que é um grupo experiente, porém, está há apenas 16 dias trabalhando, acho que a apresentação foi aceitável. Precisa melhorar, principalmente pelos lado de campo, mas já deu para ver que esses camaradas não gostam de perder. Prova é que mesmo em jogo-treino, dois atletas foram expulsos - um para cada lado. Ainda é sedo para gravarmos que o time chegará nas cabeças. Agora diferentemente que os últimos anos, dá para afirmar que o torcedor verá em campo um time bem mais vibrante com muita vontade de vencer. É um bom começo, principalmente porque neste bolo, até os meninos da base, que entraram na segunda etapa, se sentiram a vontade.

Coluna Arquibancada do dia 2 de julho

Dificuldade
Não é a primeira vez e acho que não deve ser a última. No Aimoré a dificuldade em fazer amistosos preparatórios tem sido um problema crônico. Não tenho a mínima ideia porque ocorre isso, mas para quem pretende mudar o rótulo de time perdedor, iniciar uma competição com apenas um amistoso é um risco. Obriga o treinador a arrumar sua equipe no andar da carruagem. Em 2010, por exemplo, com Jairo Swirsky no comando, não ocorreu nenhum. Deu no que deu, o início da Segundona foi desastrosa. Abel Ribeiro, que foi contratado para ajeitar a casa, até que tentou dar outra cara à equipe, porém ele confessou que o grupo não tinha perfil de Série B.

Esperança
Longe de comparar esse com aquele grupo de jogadores. Até porque, na minha modesta opinião no papel, esse elenco parece bem melhor que o do passado, fato é que nunca dá certo este tipo de planejamento às pressas. Edinho terá somente um teste para tirar nota máxima na estreia - que será na próxima sexta-feira contra o São José do técnico Rodrigo Bandeira. O São José tem muito mais que um time, tem um grupo que vem trabalhando há anos. Por esse motivo que o jogo-treino de hoje será muito mais importante que imaginamos. Pois além de passar pelo resultado final, exigirá do próprio treinador uma análise de cada atleta. E não somente na parte técnica, tática e física, mas como se comporta o conjunto da obra. Tudo isso pode parecer fácil, mas uma avaliação errada, um dia ruim para esse ou aquele atleta pode induzir Edinho a iniciar uma competição com o pé esquerdo.

Na bronca
Apesar do clima tranquilo, envolvendo a união de forças entre situação e oposição, tem muita gente na bronca com a atual direção do Aimoré, principalmente os ex-jogadores e comissão técnica que estavam no clube no primeiro semestre. O motivo é óbvio: praticamente todos esperam receber. O problema é tão pontual que se continuar assim não haverá mesa suficiente para colocar a pilha de processos trabalhistas que devem começar a chegar no Cristo Rei. Pior de tudo é que mais penhoras ocorrerão e o dinheiro das rendas dos jogos da Copinha deverá ficar comprometido. A única alternativa para tentar minimizar essa bola de reclamatórias seria a Prefeitura repassar os atrasados. Situação difícil, se pegarmos as últimas declarações do prefeito.

Mudança de hábito
Por falar em reclamatórias trabalhistas e processos judiciais, conversando com o pessoal do Sindicato dos Atletas um dado vem impressionando por lá. Há cinco anos eram em torno de dez reclamatórias por mês que o jurídico do sindicato tinha que resolver. Hoje, para se ter uma ideia, chega passar dois meses sem nenhuma reclamatória. Parece que há uma mudança de hábito por aí. Só resta saber se os jogadores desistiram de recorrer ao órgão ou os dirigentes estão mais responsáveis.

Homologação
Outro fato que deve ser considerado pela queda brusca dessas reclamatórias, segundo o pessoal do sindicato, é que os contratos se tornaram menores, no máximo quatro meses. Como por exemplo tem sido usado pelos clubes na Copinnha. Contratos acima de um ano é obrigatório fazer a homologação no sindicato.

Está na hora
Números a parte, o que realmente precisa ser levado em conta é o fato que o futebol precisa ser encarado como qualquer profissão - mesmo que tenha muitas pessoas irresponsáveis na área. E se muita gente fala que esse esporte virou um negócio - cabe ao empregador fazer sua parte - pagando todos os encargos, além de salários é claro - e o empregado cumprir a dele.

Você sabia?
Que a Fifa negou credencial para jornalistas de outras emissoras?
Que na véspera do sorteio das eliminatórias da Copa de 2014, a equipe da presidente pediu cerca de 80 credenciais. Conseguiu algumas, mas a Fifa não quis dar autorização para Record e SBT?Que dois herdeiros ilustres disputam posição no comando de ataque do Vasco, na Copa BH de futebol júnior (categoria sub-20): Rodrigo Dinamite, filho do presidente Roberto Dinamite, e Romarinho, acho que não preciso nem dizer filho de quem?
Que o Caxias perdeu mais uma na Série C?
Que o Cerâmica empatou na sua estreia em casa no Brasileiro da D? Havia perdido a primeira partida fora?

Aimoré faz jogo-treino hoje à tarde

São Leopoldo - Hoje, a partir das 15 horas, no estádio do Zequinha, em Porto Alegre, será a única oportunidade para o torcedor aimoresista ver o seu novo time em campo antes da estreia na Copa FGF - marcada para sexta-feira no mesmo horário e local diante do São José do técnico Rodrigo Bandeira. Hoje, porém, o adversário será outro. O Aimoré pega o Lajeadense, do Ben Hur Pereira. Esse jogo-treino servirá para o técnico índio Edinho Costa definir os últimos detalhes para o início da Copinha. Nesses 90 minutos de trabalho o jovem treinador - que começa buscar seu espaço nessa nova carreira - terá que analisar vários fatores, entre eles parte técnica, física e táticas, além de buscar variações durante o confronto. ‘‘Não quero saber do resultado, pois estamos correndo contra o tempo e preciso testar todas as formações e fórmulas para estreia, mas sei que a vitória sempre é importante. Fizemos apenas dois coletivos e também não posso abusar dos atletas em campo. É uma semana de estreia e preciso preservar meus atletas para não perder ninguém’’, comenta Edinho. Sua ideia é iniciar com um equipe e na segunda etapa testar outra formação.

Diego Bahia fora
Do time que vinha sendo treinado para estreia, Edinho não deverá contar com o lateral Diego Bahia que está com febre causada por uma gripe forte. Para seu lugar dois nomes foram testados: Tiaguinho e Rangel. Com isso, conforme o treinador, Carlos Alberto inicia jogando. ‘‘Treinamos com os dois pelo lado do campo. Assim, Carlos Alberto inicia no meio. Se optar por Tiaguinho, na lateral Rangel entra no meio e vice-versa. No mais o time que inicia é o que estamos trabalhando.’’ Mesmo se ocorrerem mudanças em posição, Edinho confirma os nomes que devem iniciar jogando: Paulo Roberto no gol, Tiaguinho ou Rangel na lateral, Vagner, Márcio Nunes e Ismael; a dupla de volante fica Carlos Alberto e Rincon; um pouco mais à frente Tiaguinho ou Rangel e Dênio; na frente Bill e Alê Menezes. Ontem, o grupo treinou pela manhã, teve folga à tarde e se desloca nessa terça-feira, após o almoço.

29 julho, 2011

Coluna Arquibancada do dia 28 de julho

Primeiro teste
Domingo ocorre o primeiro teste desde novo Aimoré. Será diante do Esportivo na Serra Gaúcha. Meu pai sempre dizia que independente de ser amistoso ou não vencer sempre é importante. Dá tranquilidade e confiança para seguir o trabalho. Não sou adepto aquele discurso onde diz que com a derrota você enxerga mais os erros. Porém reconhece que não podemos se iludir com vitórias que não vale três pontos. O peso de uma partida quando há uma disputa de título é infinitamente bem maior e o atleta sabe disso.

Goleada
Voltando ao ponto de vista do meu pai. Para ele vencer não era suficiente. Queria sempre mais. Vitória por 1 a 0 era praticamente uma derrota. Independe se o confronto fosse em casa ou fora. Fosse amistoso ou valendo pontos. No ápice da sua sabedoria, mesmo comandando equipes da nossa várzea, goleada era sinal de respeito. De semana tranquilha e vestiário sorrindo no próximo jogo. Vitória é o que sustenta o tal projeto e não palavras de cartolas.

Tolerância zero
Voltando para aldeia, mas especificamente para o amistoso entre Aimoré e Esportivo, fato é que Edinho Costa e sua turma precisam entrar em campo no domingo como se fosse uma final. Depois da queda para terceira divisão do futebol gaúcho o índio não pode mais perder. Sei que não vencerá todos os confrontos a partir de agora, situação praticamente impossível no futebol, porém a tolerância do torcedor neste momento é zero. Derrota, mesmo o Esportivo estando anos luz na frente na sua preparação, será motivo de desconfiança em um trabalho que parece ser proveitoso. No futebol infelizmente o resultado e campo refleti fora dele.

Incêndio
Por falar em incêndio em Sapucaia do Sul o caldeirão está fervendo. A cada frase que escrevo, cinco ou seis ligações, nove ou dez emails na minha caixa de entrada. Quero aproveitar esse espaço para dizer que não tenho lado. Respeito o presidente Ibanor Catto e acho que ele está tentando fazer o que já deveria ter sido feito: tornar o Sapucaiense um clube de futebol. Claro que é difícil, pois se olharmos para dupla Gre-Nal a briga de egos é frequente. Paulo Roberto Falcão, ex-técnico do Inter, comentou no programa Bem Amigos essa semana, que sua saída ocorreu por brigas políticas. Portanto, não vejo nada de mal haver duas facções em um clube. Defendo apenas, e já disse isso aqui no Cristo Rei, que clubes pequenos não poderia haver divisões. Agora por exemplo, tá bonito de ver o trabalho no Monumental.

No mesmo espaço
Infelizmente não deveremos ver mais Ibanor Catto e Arlênio Silva dividindo a mesma espaço no Arthur Mesquita Dias. O vice de futebol, tranquilho e sereno como sempre, já deixou bem claro que não vai entrar em polêmica. Aliás, pelo pouco que conheço sempre foi assim. Respeito a posição dos dois, mas fato é que Arlênio fará muito falta ao futebol do Sapucaiense. A Copa do Brasil, por exemplo, é uma conquista sua, pois bancou Rodrigo Bandeira e companhia, levando o grupo até a final da Copinha. Muitas não sabem, mas muitas vezes acompanhei ele, caminhando sozinho dentro do gramado, buscando alternativas para pagar a folha.

Se tornou ridículo
Primeira foi a Seleção Brasileira, depois o Internacional de Porto Alegre, ontem o Milan. Desperdiçar pênaltis, no momento decisivo, é pecado mortal para quem ganha tantos milhões e não consegue sequer exibir o bê-á-bá do futebol, que consiste nos fundamentos básicos, entre eles o de chutar. Sinceramente não sei o que ocorre na cabeça desses jogadores, mas está se tornando ridículo ver esses times cobrando pênalti.

Em 10 dias, Aimoré faz primeiro coletivo

São Leopoldo - O tempo passa, o tempo voa e para quem não se deu conta o Clube Esportiva Aimoré, que estreia na Copa FGF no dia 5 de agosto contra o São José, no Passo da Areia, completou ontem dez dias de trabalho. Ontem, pela primeira fez o técnico Edinho Costa mostrou a cara do seu time. Foi o primeiro coletivo do Aimoré. Na avaliação do vice de futebol, Werner Carvalho - que acompanhou o primeiro coletivo do time - até agora não há nada a reclamar. O grupo está praticamente completo - o zagueiro Anderson Sefrin chega na terça-feira - aguardando apenas a bola rolar para confirmar o que muita gente está dizendo: no papel essa equipe parece ser uma das melhores dos últimos tempos. ‘‘O pessoal está satisfeito. Porém, no futebol o resultado de campo é que irá dizer. Nosso trabalho continua forte, dentro das nossas possibilidades, mas estamos otimistas’’ diz o dirigente.

Equipe cria forma
Na primeira etapa a equipe considerada principal jogou com Paulo Roberto, Diogo Bahia, Vagner, Márcio Nunes e Ismael; Carlos Alberto e Rincon, Tiaguinho e Dênio, na frente Alê Menezes e Anderson Bill. Apesar da dificuldade em rolar a bola, pois o Cristo Rei estava muito embarrado, a movimentação foi boa. Não saiu gol nessa primeira etapa, mas Edinho exigiu cuidado na marcação principalmente no setor de meio campo e rapidez na saída de bola. Na segunda parte do treino o treinador fez algumas mudanças. Carlos Alberto e Bahia deram lugar para Rangel e Felipe Garopaba. Com isso Tiaguinho foi para direita e o esquema passou para 4-3-3. Logo nos primeiros minutos já deu resultado e a equipe titular marcou. A equipe considerada reserva acabou empatando, mas com Rangel e três atacantes a mudança foi significativa. Com Felipe o time ganhou velocidade na bola longa. Hoje, o grupo volta aos trabalhos em um turno. No sábado os treinamentos ocorrem pela manhã e tarde e no domingo, após ao meio-dia, o Aimoré sobe a Serra para enfrentar o Esportivo na Montanha. Terça-feira o teste será diante do Lajeadense, às 15 horas, no Passo da Areia, local da estreia.

27 julho, 2011

Chiquinho pode ser a novidade no Cristo Rei




São Leopoldo - O meia Chiquinho, ex-Avenida e Cerâmica, pode ser mais uma novidade no grupo índio para Copa FGF. Por enquanto a direção não confirma sua contratação, o gerente de futebol Renan Mobarack, diz que para chegar alguém precisa sair atleta, pois o grupo conta com quase 30 jogadores. Porém, a preocupação do técnico Edinho Costa e alguns dirigentes são com a sequência de jogos em um curto espaço de tempo. Na FGF os jogos ocorrem em quarta e domingo. ``Estamos avaliando. Sabemos das nossas carências e do volume de jogos que teremos assim que iniciar a competição. Vou conversar com demais membros da direção e ver a possibilidade de contar com mais gente'', comentou Felipe Becker diretor de futebol. Becker diz que a folha terá um teto máximo e a partir daí não será ultrapassado, até porque o Aimoré ainda espera o repasse do poder público.


Avaliações

Ontem o grupo trabalhou somente na parte da manhã. À tarde foi de folga. Apesar do gerente afirmar que por enquanto as contratações estão fechadas, alguns atletas passam por avaliações. É o caso do goleiro Guilherme Costela, ex-Sapucaiense, o lateral esquerdo Willian e os atacantes Paulinho e Nícolas, jogador Uruguaio. O zagueiro Fabrício está sendo reavaliado. Conforme Renan, ele seria dispensado na segunda-feira, porém, o atleta pediu mais uma oportunidade. ``Notamos uma dificuldade na movimentação do jogador. Conversamos com ele e com o clube e ambos garantiram que não há nada com o atleta. Então aguardaremos até o coletivo de quinta-feira''.

Sapucaiense já respira Copa do Brasil

Sapucaia do Sul - A competição inicia somente em fevereiro de 2012, mas para o Sapucaiense, que pela primeira disputará esse torneio nacional, a Copa do Brasil já começou. Pelo menos os primeiros passos foram dados. Na semana passada a direção do Sapucaiense procurou a do Aimoré para acertar o local que o rubro-negro levará seus jogos, já que o Arthur Mesquita Dias, casa do Sapu, não tem condições de sediar um campeonato deste porte. Como em 2008 e 2009 - o Sapuca jogou o Gauchão da Série A no Cristo Rei - os presidentes Ibanor Catto e Márcio Picoli reafirmaram a parceria daquela época. Por enquanto não foi falado em valores, até porque o Sapucaiense espera da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) um documento com as exigências para sediar esses confrontos. A partir daí as direções voltaram a se reunir para formalizar o contrato. ``Conversei com o Márcio e está tudo acertado entre nós e o Aimoré. Vamos somente aguardar esse documento da CBF com as tais exigências para intensificar os trabalhos'', comentou Ibanor Catto.

Obras no Cristo Rei
Márcio Picoli afirma que o Cristo Rei está com toda documentação em dia para o Sapucaiense atuar em seu estádio. Porém, sabe que para uma Copa do Brasil talvez tenha que fazer algumas reformas no Monumental. ``Em termos de documentação o Aimoré está em dia. Agora é claro dependemos desde documento da CBF com suas exigências'', ressaltou. Em 2008, quando o rubro-negro atuou no Cristo Rei, a direção do Sapu, presidida por Chico Cristianetti, gastou em torno de R$ 80 mil em reformas no estádio. ``Toda a parte elétrica do Cristo Rei foi refeita. Desde as alimentações das torres até uma subestação nova que foi feita. Além de várias outras exigências dos bombeiros, entre elas mais um portão na geral, reformas nos alambrados e alvará exigido na época'', afirma Cristianetti. Reni de Oliveira, o Gão, presidente índio na época, confirma todas as melhorias.

Receita à vista
Com a disputa da Copa do Brasil a direção do Sapucaiense não pretende somente arrumar o estádio do Aimoré. Ibanor Catto e sua diretoria pretendem buscar parcerias para engrossar o caldo e aumentar a receita para 2012. Claro que o dinheiro mais grosso virá da Confederação Brasileira. Na primeira fase o clube irá embolsar R$ 100 mil, na segunda o valor sobe para R$ 160, na 3ª R$ 250 e na fase final R$ 1 milhão. ``Tivemos um reunião com o Novelleto (presidente da Federação Gaúcha de Futebol) e ele passou esses números. Provavelmente esses valores são brutos, sem os descontos. Mas a conversa foi boa e produtiva. Ele perguntou se tínhamos lugar para jogar e prometeu ajudar no que for preciso'', diz o comandante rubro-negro. Além desse apoio financeiro vindo da CBF os dirigentes do Sapu buscam também no poder público e privado recursos.

Mesmo time
Ibanor lembra que em dezembro o Sapucaiense já estará em campo se preparando para duas competições: Copa do Brasil e Segundona Gaúcha. Segundo ele, o time que representará a região do Vale nesta competição nacional será o mesmo que estará brigando pela Série A do futebol gaúcho. ``Nosso ideia é formar um grupo para essas duas competições. Em dezembro teremos nossa comissão técnica e todo grupo de jogadores trabalhando e se preparando para esses dois compromissos''. Mas se no primeiro momento a intenção era pegar um grande clube, pensando na renda do jogo, o discurso mudou um pouco. Ibanor diz que não seria má ideia enfrentar uma equipe de porte menor para quem sabe ter a chance de seguir adiante na Copa do Brasil. O presidente Chico Novelleto, confirmou em uma das suas entrevista ao Jornal VS, que os sorteios dos jogos são direcionados. E a prioridade é fazer confrontos por região. Com isso, a tendência que o adversário do Sapuca venha de Santa Catarina ou Paraná.

26 julho, 2011

Coluna Arquibanca do dia 26 de julho

Setor defensivo
Na primeira conversa que tive com o técnico Edinho Costa, ele deixou bem claro que começaria a formatar o seu time de trás para frente. O treinador levava em conta o pouco tempo de trabalho que teria até o início da Copinha - marcado para o dia 7 de agosto. Fazer com que o adversário proponha o jogo é menos desgastante na parte física e o risco de derrota é bem menor. Ainda mais quando se estreia fora e um projeto está no seu início. Porém, com algumas desistências no meio do caminho - caso como o lateral Michel que sumiu - e com problemas físicos - o zagueiro Fabricio parece que ainda sente dores no joelho - Edinho está sendo obrigado a inverter a ordem dos fatores. Do meio para frente praticamente o time deverá estar pronto e definido até a estreia. Já não tenho a mesma certeza no setor defensivo.

Sapu no Cristo Rei
O presidente do Sapucaiense Ibanor Catto me garantiu que o rubro-negro jogará em solo leopoldense a Copa do Brasil. Mais uma vez as direções de Aimoré e Sapuca confirmam essa parceria que iniciou em 2008. Marcio Picoli, comandante Índio, e Ibanor não falam em valores, mas tudo indica que a fórmula de pagamento será igual ao último contrato firmado pelo dois clubes: onde o time de Sapucaia do Sul bancou todas as exigências da Federação Gaúcha.

Bom para todos
Já disse naquela oportunidade e volto a repetir agora. A decisão foi acertada. Não tem porque mandar o torcedor do Sapucaiense para Porto Alegre. Assim, ganharão os dois clubes. Além da parte estrutural, pois a CBF deve fazer algumas exigências no Monumental, a visibilidade foi um ponto considerado pela direção do Aimoré. Parabéns para ambos.

Adversários
No primeiro momento até achei interessante o Sapucaiense pegar um time grande no cenário nacional. Porém, pensando nos valores oferecidos por cada fase - R$ 100 mil na 1.ª, R$ 160 mil na 2.ª e R$ 250 mil na 3.ª, na final o valor é R$ 1 milhão, acho que seria mais lucrativo pegar um Avaí ou Paraná da vida. Jogos próximos e com equipes teoricamente mais fracas. Sempre é bom lembrar que os sorteios dos grupos são dirigidos. Cabe aos presidentes das federações estaduais, com maior influência na CBF, negociarem.

Aliado
A grande notícia que Ibanor me deu é que o presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Novelleto Neto, mostrou-se disposto a ajudar o Sapucaiense. Na reunião que o presidente do Sapuca teve com ele, a conversa foi muito produtiva. Isso é uma ótima notícia, pois desde a saída do Chico Cristianetti do rubro-negro, as conversas nunca foram muito boas. Aliás, não lembro de quase nenhuma entre a atual direção.

O mesmo grupo
Ibanor também deixou claro que sua ideia é formar apenas um grupo para 2012. O que irá jogar a Copa do Brasil será o mesmo que defenderá o clube na Segundona Gaúcha. E acreditem, sem novidades por aí. E não é dentro das quatro linhas. Desta fez o presidente pretende contar com um homem do futebol do seu lado. Ele não fala em nomes, mas segundo informações a pessoa é da aldeia, foi jogador profissional e atuou pelo Aimoré. Vamos aguardar se bate o mesmo nome para podermos divulgar.

Parcerias
Não querendo entrar na velha discussão se é bom ou não empresas terceirizadas comandando as categorias de base no Cristo Rei, fato é que de domingo até ontem seis meninos deixaram o Monumental para fazer testes em clubes do País e fora dele. No domingo Pepê e Gustavo foram para o Santos - parceria da GRA Sport - e ontem mais quatro garotos - da nova parceria com a empresa Azemoura - foram para Alemanha. Confesso que esse assunto ainda dará muito pano para manga, mas é indiscutível que o clube está ganhando visibilidade.

Você sabia
Que segundo o site do jornalista Jorge Kajuru a Rede Globo vai receber R$ 30 milhões do governo do Estado e prefeitura do Rio de Janeiro para organizar a festa da Fifa?
Que neste dia ocorre o sorteio preliminar das eliminatórias da Copa do Mundo de 2014?
Que Chiquinho, ex-Cerâmica e Avenida, pode ser o quinto reforço índio que vem do Avenida?
Que na final da 7.ª edição da Copa dos Campeões quase 4 mil pessoas estiveram no ginásio Edgar Piccioni? Público recorde até agora.

Presidentes convocam a torcida para integrar o índio

São Leopoldo - Em menos de uma semana a direção do Clube Esportivo Aimoré formou um grupo de primeira para disputar a Copa FGF. Contratações que empolgaram o torcedor aimoresista e reascenderam a esperança de voltar a acreditar no clube. Após conquistar o apoio de mais de 40 empresários, que compraram a ideia de um novo Aimoré, os presidentes Marcio Picoli e Marlos Bombassaro (clube e conselho), agora do mesmo lado (os dois haviam disputado à presidência) estão convocando o torcedor a participar e também para fazer parte desta retomada de tentar recolocar o Aimoré na Segunda Divisão Gaúcho em 2013 e Primeira Divisão em 2014. Bombassaro diz que o esforço tem sido grande, mas ao mesmo tempo prazeroso por ver a quantidade de pessoas envolvidas no projeto. ‘‘Sempre defendi que o Aimoré não tinha dono, que todos deveriam ajudar. Só assim poderíamos vencer e conquistar nosso objetivo que é voltar à Série A. Infelizmente quis o destino que ao invés de subir caíssemos. Agora com essa força-tarefa pretendemos voltar fortes e organizados, por isso contamos e precisamos do apoio do nosso torcedor’’, comentou o presidente do conselho empolgado com a movimentação em prol do clube.
Sócio no estádio

Envolvido diretamente em todo processo e querendo recuperar a imagem do clube, Marcio Picoli segue na mesma linha de Bombassaro. Participando diariamente de todo movimento no Cristo Rei, o presidente ressalta que chegou a hora da torcida fazer sua parte: se associando ao clube e comparecendo ao estádio nos dias de jogos. ‘‘O mais correto seria manter a porta fechada e sanar as dívidas. Porém, não é justo com o torcedor deixá-lo sem futebol todo esse tempo, já que a Terceira Divisão inicia somente em agosto do próximo ano. Remontamos o nosso projeto e entramos na copinha para vencê-la.’’

Grupo campeão

Pensando em recuperar a imagem perdedora que o Aimoré tem tido nos últimos anos, Marcio Picoli desta vez optou por atletas vencedores. Por isso, só do Avenida, clube de Santa Cruz campeão da Segundona desde ano, foram quatro jogadores - Alê Menezes, Felipe Cardoso, Márcio Nunes e Rangel. ‘‘Fomos atrás do histórico e currículo de cada atleta. Queremos apostar na base, mas trazer jogadores vitoriosos dará mais tranquilidade para o grupo e segurança para os garotos’’, ressaltou Marcio. Bombassaro acrescenta também que com esse elenco o Aimoré jogará de igual para igual contra qualquer equipe, independente se for da Série A ou não do futebol gaúcho. ‘‘Contar com jogadores desde perfil no grupo nos dá credibilidade. Claro que temos que ter consciência que só nome não ganha jogo, porém nosso time será bem mais respeitado agora.’’

Todo mundo na área
Se fora do gramado os presidentes chamam o seu torcedor para apoiar o clube, dentro das quatro linhas o técnico Edinho Costa segue a programação para o seu primeiro amistoso antes da estreia no dia 7 de agosto. Todos que eram esperados chegaram: Felipe, Márcio Nunes e Rangel. Com elenco completo a ideia agora é projetar a equipe que inicie esse confronto de domingo diante do Esportivo na Montanha. Apesar do grupo estar todo aí, o treinador ainda pretende contar com mais dois reforços: um meia e mais um zagueiro. Conforme Edinho, a preocupação é com os jogos nas quartas e domingos. ‘‘Vou falar ainda com a direção a respeito disso. Como iremos jogar quartas e domingos a tendência é que o desgaste seja muito grande. Aí precisamos de mais gente’’, comentou o técnico.

21 julho, 2011

Na cabeça

Com quatro jogadores no grupo, campeões da Segundona Gaúcha pelo Avenida - Alê Menezes, Felipe Cardoso, Márcio Nunes e Rincon - o técnico do Aimoré Edinho Costa conta com uma espinha dorsal bem interessante para iniciar a Copinha. A partir daí começa a projetar o seu time ideal. Claro que ainda é cedo para divulgá-lo, pois muitas vezes as peças precisam passar por algumas adaptações. Novo clube, nova filosofia de trabalho, novo projeto. Porém, na sua cabeça, provavelmente Edinho já tenha até os reservas para cada posição. Correndo contra o tempo, o jovem treinador usou três critério na formação do seu time ideal: grupo renovado, vitorioso e com ritmo de jogo. Não necessariamente neste ordem, porém, com essas caraterística no currículo.

Renovação
Para um primeiro trabalho é impossível você chegar em uma casa cheio de cobras criadas e cheio de vícios. Foi por isso que Edinho Costa e os demais homens do futebol do Aimoré começaram a formatar o grupo limpando a área. Quando todos achavam que o preparador físico José Lummertz e o auxiliar técnico Marcelo Rudolph - ambos muito elogiados - ficaria no estádio a direção voltou atrás e preferiu demiti-los. Atitude corretíssima. Se é para fazer diferente, não tem porque repetir as mesmas caras.

Vitoriosos
Outro critério adotado pela direção foi optar por atletas vitoriosos. Antes de qualquer contato com esse ou aquele jogador, o seu histórico foi avaliado. Por onde passou e os títulos conquistou. Atletas que não colocam faixa no peito é sinal que jogam somente pelo salário do mês. Portanto, neste caso específico, a melhor alternativa é apostar na base, caso contrário é colocar dinheiro fora. Lembram do time do Aimoré na Copinha!

Ritmo de jogo
Na correria para colocar um time em campo em menos de 20 dias, o ritmo de jogo era quase que fundamental. Edinho Costa, Guilherme Machado e Luciano Lopes, além é claro, do incansável Renan Mombarach, gerente de futebol, não poderiam se dar o luxo de contratar jogadores com mais de um mês parado. A princípio pode parecer moleza, mas em praticamente sete dias eles formaram um grupo que no papel é um dos melhores desde a volta do Índio, em 2006.

De igual para igual
Com Paulo Roberto, Tiaguinho, Márcio Nunes, Fabrício e Ismael; Carlos Alberto, Rangel, Rincon e Dênio; Alê e Felipe Garopaba em campo, além de muitos outros que não citei, dá para perfeitamente encarar um Novo Hamburgo, no grande clássico do Vale por exemplo, de igual para igual. Caso contrário seria uma disputa de Davi contra Golias. Aliás, com esse time, ou um o outro que o treinador optar, o Aimoré deverá encarar todos os outros clubes - tirando o Pedra Branca, todas equipes da chave 1 são da Série A do futebol gaúcho - com grande chance de vitórias. Caso contrário seria quase impossível.

Ventos à favor
Quando os ventos sopram à favor, parecem que tudo ajuda. A tabela da primeira fase é um exemplo. O Aimoré inicia a competição com dois jogos fora. Assim o time do técnico Edinho não precisa impor o seu jogo. Passando para a equipe da casa a responsabilidade. Assim mais possibilidade de contra ataque e menos esforço físico. Além é claro, de atuar diante do seu torcedor - na terceira rodada diante do Inter - com mais ritmo de jogo. Empate ou vitória fora dará uma credibilidade enorme para estrear em casa.

Você sabia?

Que o Felipe Garopaba é o mesmo Felipe Cardoso ex-Sapucaiense?
Que ontem a direção do Sapucaiense se reuniu com a do Aimoré para acertar o empréstimo do campo para Copa do Brasil de 2010?
Que o Sapucaiense está acertando com dez empresários para opter recurso na Copinha?
Que o presidente Chico Novelleto, ajudará o clube na Copa do Brasil?

Aimoré confirma 1º amistoso

São Leopoldo - A direção do Aimoré confirmou ontem o seu primeiro amistoso preparatório para Copa FGF. Será no dia 31 de julho na Montanha dos Vinhedos, casa do Esportivo. Conforme o técnico Edinho Costa, esse deverá ser o último compromisso da equipe Índia antes da estreia diante do São José, no dia 7 de agosto, em Porto Alegre. Porém, o treinador espera realizar mais dois trabalhos antes dessa partida. ``Estamos tentando agendar um jogo para os dias 26 ou 27. O Lajeadense é uma das alternativas, mas a direção está procurando e tratando desde assunto. Minha ideia não fazer nenhum amistoso na semana da estreia. Nesse período que trabalhar mais internamente''. Ontem o grupo trabalhou em dois turno. Academia pela manhã e mais trabalho fisico à tarde na Arena Monte Blanco. Diferentemente do que pretendia a comissão técnica, a chuva atrabalhou os planos e a programação precisou ser alterada. Com isso, os atletas ganharam mais um dia com o preparador fisico Guilherme Machado. Edinho pretende hoje à tarde fazer esse trabalho com bola. ``Temos preza, mas o trabalho está dentro do cronograma. Se o tempo ajudar amanhã (hoje) poderei levá-los para o campo'', completou o treinador.

Novas Contratações

Ontem também a direção do Aimoré, por meio do gerente de futebol Renan Mobarack, estava acertando mais uma contratação para compor o grupo na Copinha. Trata-se do zagueiro Márcio Nunes, 31 anos, ex-Avenida. Conforme Renan, a negociação estava praticamente fechada. Porém, se chega um zagueiro o lateral Michel, que havia sido confirmado, não vem mais. O dirigente disse que o atleta dezapareceu. ``Chegamos ao valor que as duas partes havia combinado, porém nem ele e muito menos seu empresário atendem o telefone. Sumiram''.

Estadual Juvenil

Se o profissional corre contra tempo para estar pronto para Copinha a categoria Juvenil não é muito diferente, pois no dia 13 de agosto estará em campo pelo Campeonato Gaúcho Juvenil. Aimoré e Sapucaiense estarão em campo nessa competição. O índio está no grupo A e o rubro-negro no D. Ao todo 58 clubes divididos em sete grupos buscam o título desde campeonato que tem inicio previsto para o dia 13 de agosto.

Grupos
Chave A: Inter, Caxias, Pedra Branca, GEPOL (Osório), Novo Hamburgo, Aimoré, Estância Velha e Cerâmica.

Chave B: Grêmio, São José, Nacional (SL), Americano, Porto Alegre, GAO (Osório), Cruzeiro e 15 de Novembro (Campo Bom).

Chave C: Santa Cruz, Avenida, Cachoeira, Lajeadense, Riopardense, Guarani, Encantado e Riograndense (Montenegro).

Chave D: Juventude, Esportivo, Gramadense, Nova Petrópolis, Garibaldi, Mundo Novo (Três Coroas), Ivoti e Sapucaiense.

Chave E: Fragata, Brasil de Pelotas, Rio Grande, Guarany, Progresso, Pelotas e Bagé.

Chave F: Rosário, Cruzeiro, São Borja, Ferro Carril, Milan, Inter-SM, Flamengo (Alegrete) e Novo Horizonte (Santa Maria).

Chave G: Paarc Sport (Santo Ângelo), Juventus (Santa Rosa), Passo Fundo, Safurfa (Marau), Nacional (Cruz Alta), Panambi, Gaúcho (Passo Fundo, São Luiz, Grêmio Ibirubá, Guarany (Espumoso) e Santo Ângelo.

19 julho, 2011

Coluna Arquibanca do dia 19 de julho

Novas caras
Não sou muito de lamentar o passado. Para mim precisamos sempre olhar para frente. Porém, ao entrar no vestiário do Aimoré ontem - dia da apresentação do grupo que representará o clube na Copinha - lamentei um pouco, pois constatei que esse deveria ser o time na Segundona. Aliás, acho que não foi só eu. Os demais colegas de imprensa e até mesmo a direção também notaram isso. Enfrentar uma equipe com Paulo Roberto, Michel, Fabricio, Vagner, Rincon, Carlos Alberto, Dênio, Alê Menezes, Saraiva, Bill e companhia é bem diferente que jogar contra um time desconhecido. Os adversários respeitam. Os árbitros respeitam. O torcedores respeitam.

Receita do vizinho
Essa receita de contratar jogadores experientes a cada competição, principalmente na Copinha, tem sido regra em Sapucaia do Sul. Arlênio Silva, vice de futebol, faz isso há anos. Sempre teve sucesso. Os exemplos estão aí: 3.º lugar na Copinha de 2010 - colocação que colocou o rubro-negro na Copa do Brasil de 2010 - além é claro, da permanência na Segundona Gaúcha deste ano.
Mudança de foco
Trazer todos esses nomes mostra uma mudança de foco interessante no Cristo Rei. A princípio o discurso inicial era apostar na base. Independente do resultado de campo os meninos iriam jogar. Com esse grupo de jogadores e com Edinho à frente no comando técnico, acho que dificilmente eles terão oportunidade. Primeiro porque não tem como deixar esses cascudos no banco, e segundo que o jovem treinador também busca um lugar ao sol. Sendo assim, não irá entrar em campo somente para jogar e sim para vencer.

Poder de barganha
Apostar em cobra criada tem os dois lados da moeda. O lado ruim é conseguir segurar um grupo vencedor. O Sapucaiense, na Copinha do ano passado por exemplo, acabou perdendo até a comissão técnica, pois Rodrigo Bandeira e praticamente todo o grupo foram para o União Frederiquense. O lado bom em caso de sucesso é que o clube deixará o rótulo de perdedor, que aclama por vitória. Assim os dirigentes terão um poder maior de barganha já que a autoestima do torcedor será outra, podendo formar um grupo forte na Terceira Divisão do próximo ano.

Extremo
Como dizem os sábios ‘‘Nem muito ao norte, nem muito ao sul’’. No papel o Índio é melhor, isso é fato. Porém, não adianta trazer todas essas feras e a folha ter mais de 30 dias - para usar uma gíria do futebol. Aqueles que defenderam o clube na Segundona estão todos esperando para receber. Portanto, dirigentes, montar um grupo não é tão difícil, complicado é manter a casa em dia. Estamos de olho!

Pecado mortal
A Seleção Brasileira, do gaúcho Mano Menezes, deve bem mais do que desculpas aos que ainda se interessam por ela: desperdiçar quatro pênaltis no momento decisivo é pecado mortal para quem ganha tantos milhões e não consegue sequer exibir o bê-á-bá do futebol, que consiste nos fundamentos básicos, entre eles o de chutar. Renovar não é repetir os mesmos erros. Não é passar para terceiros sua responsabilidade. Com Ricardo Teixeira à frente da nossa amarelinha o ciclo vicioso continua. Muda o professor, mas a essência de comandar permanece a mesma.

À deriva
Falcão saiu. Assim foram Tite, Celso Roth, Fossati. A bem da verdade é que ninguém ficará. Incrível que a direção não consegue fazer uma leitura óbvia: o problema não está em quem comanda e sim nos comandados.

Você sabia?
Que a folha do Aimoré na Copinha não passará os R$ 20 mil mensais?
Que na Segundona a folha chegou a R$ 50 mil?
Que o clube ainda espera os repasse da Prefeitura?
Que o elenco na Copinha contará com 30 atletas?

Comprometimento foi tom da apresentação do Aimoré

São Leopoldo - Comprometimento. Foi com essa palavra que um dos diretores do Clube Esportivo Aimoré iniciou seu discurso de boas-vindas ao novo elenco índio, que a partir do dia 7 de agosto estará em campo diante do São José de Porto Alegre defendendo as cores do clube pela Copa da Federação Gaúcha de Futebol - Lacy Ughuini. A equipe ainda não está completa, a direção espera por mais dois jogadores essa semana. Na manhã de ontem, 28 dos 30 atletas estiveram presentes no primeiro dia de trabalho. Entre eles, Alê Menezes, Dênio e Carlos Alberto, um dos tantos jogadores experientes que a direção aposta para dar a volta por cima e tirar o clube da incômoda Terceira Divisão de 2012. Claro que para isso, como mesmo disse o vice de futebol Werner Carvalho, a semente precisa ser plantada agora. ‘‘A partir de hoje o Aimoré começa uma nova fase. Queremos mudar essa história e para isso contamos com o apoio de vocês. Estamos plantando a semente na Copinha para colher no futuro.’’ Além dos atletas, a apresentação contou com conselheiros, colaboradores, parceiros e demais membros da direção. Falaram praticamente todos, mas pela primeira vez os empresários, que compraram a ideia de um novo Aimoré, tiveram voz e puderam expor o que pensam e o que querem desse novo grupo de jogadores. Conforme o técnico Edinho Costa, a semana será reservada para exames médicos e físicos, a partir daí começam os trabalhos táticos e técnicos. O Aimoré terá 20 dias antes da estreia.

Elenco para Copinha

Goleiros: Paulo Roberto, Jonatas, Gustavo e Axel

Lateral direito: Diego e Doglas Mã

Lateral esquerdo: Ismael e EvertonZagueiros: Fabrício, Wagner, Renan e Baltazar

Volantes: Rangel, Rincon, Carlos Alberto, Eider, Adolfo, Buchecha e Willian

Meias: Dênio, Saraiva, Tiaguinho, Gustavo, Pepe, Renan e Dimitri

Atacantes: Alê Menezes, Bill, Felipe Garopaba e Vagner

Primeira rodada
No final de semana a Federação Gaúcha de Futebol divulgou a primeira rodada da competição. Três jogos estão marcados para o dia 4 de agosto: Cruzeiro e Cerâmica; Caxias e Santo Ângelo e Brasil de Pelotas diante do Guarany de Camaquã. O Cruzeiro, Cerâmica, Caxias e Brasil estão disputando a Série D do brasileiro. Os demais jogos ocorrem no dia 7. Sete jogos estão marcados para esse dia. Nesta primeira fase os cinco melhores de cada chave e o 1.º e 2.º melhor terceiro da chave 1 e 2 passam para próxima. A Copinha deste ano conta com 22 clubes. O Juventude de Santa Rosa acabou desistindo após ter confirmado a sua participação. Os representantes do Vale são Aimoré e Novo Hamburgo. O Sapucaiense fica de fora pela primeira vez. Alegando precisar colocar a casa em ordem, o presidente rubro-negro preferiu se preparar para a Copa do Brasil, que será em fevereiro de 2012.

1.ª rodada
Chave 1 - Taça Região Metropolitana
15h Cruzeiro x Cerâmica (dia 4/8)
15h Pedra Branca x Grêmio (dia 7/8)
15h São José x Aimoré (dia 7/8)
18h30 Internacional x Novo Hamburgo (dia 7/8)
Chave 2 - Taça Região Serrana
20h Caxias x Santo Ângelo (dia 4/8)
15h Nova Prata x Juventude (dia 7/8)
15h Passo Fundo x Esportivo (dia 7/8)

Chave 3 - Taça Região Fronteira
20h Brasil-Pel x Guarany-Cam (dia 4/8)
15h São Paulo x Pelotas (dia 7/8)
15h 14 de Julho x Riopardense (dia 7/8)

18 julho, 2011

Começa um novo ciclo para o Índio capilé

São Leopoldo - O Aimoré começa hoje um novo ciclo. A partir das 9 horas, a direção apresenta oficialmente a nova comissão técnica e 21 jogadores que defenderão a camisa índia na Copa FGF, a partir de 7 de agosto. É a busca da volta por cima após o pior momento do time. Há exatamente três meses, no dia 17 de abril, a comunidade leopoldense, em especial o torcedor aimoresista, recebia a triste notícia: o Clube Esportivo Aimoré era um dos oitos – dos 28 que iniciaram a Segundona de 2011 – rebaixados para a Terceira Divisão do Futebol Gaúcho de 2012. Durante esses meses todos, muitas explicações, muitas dispensas, muitas cobranças. Chegou até se comentar em fechar o clube, pois a situação era quase insustentável. O próprio prefeito Ary Vanazzi, um dos principais parceiros do Índio, exigiu explicações sobre tudo o que estava ocorrendo no Monumental e a queda. Agora é a hora de recomeçar e buscar um lugar mais digno para o Aimoré.

Time de “cascudos”
A princípio, a direção do Aimoré havia dito que a maioria do grupo seria da base: meninos da categoria sub-17 (juvenil) e sub-20 (júnior). O que se viu, porém, na semana que passou e o que se espera nesta segunda-feira, é um time de “cascudos” (jogadores experientes). Entre eles estão Alê Menezes, Alessandro Bill, Carlos Alberto, Vagner Rincon, Fabrício e Paulo Roberto. Todos com mais 30 anos. Edinho diz que o projeto da direção é para 2012, mas acredita que não dá para entrar em uma competição para ser saco de pancadas. Ainda mais que é um inicio de trabalho para ele. “Sei o que o torcedor índio quer. Acho que para os meninos será importante ter no vestiário jogadores como o Alê e companhia. Por isso, antes mesmo de acertar salários com cada jogador estamos perguntando se eles querem ajudar. Até agora a resposta tem sido positiva e tenho certeza que será assim em campo’’, comentou o professor. O treinador comenta que não tem medo de perder o vestiário pois, além de técnico, pretende ser amigo dos atletas.

Comissão técnica de estreantes
Se no elenco de jogadores a direção do Aimoré está apostando em alguns nomes experientes, a comissão técnica chega com Márcio Picoli e sua turma, uma opção pela juventude no comando do grupo nesta copinha. Edinho Fernando Costa, 33 anos, recebe sua primeira oportunidade como técnico. Ao seu lado estará Guilherme Machado na preparação física e Luciano Lopes na preparação de goleiros. Todos debutando na categoria profissional e querendo um lugar ao sol no mundo da bola. Edinho diz que o novo trabalho não assusta, pois para quem saiu de Rio Grande e rodou o mundo da bola, principalmente por equipes aqui do Sul, ele até gosta deste tipo de desafio. “Futebol é momento e agora está surgindo o meu. Estou feliz, pois me identifico com esse clube e sei o que o torcedor quer. Darei o meu máximo, assim como os jogadores que estarão com a gente neste trabalho.’’E se trata de um desafio, já que a comissão terá que montar em menos de um mês um time, pelo menos, competitivo.

União para a retomada
O presidente Márcio Picoli e seu fiel escudeiro Nelson Brambila (um dos vice-presidente) buscaram manter a casa em ordem após a tragédia. O presidente afirmou até que o Aimoré não estaria em campo no segundo semestre. A ideia era trabalhar a categoria de base e pagar as contas. Mas uma força tarefa encabeçada pelo presidente do conselho deliberativo, Marlos Bombassaro, e alguns conselheiros, resolveram se unir e tentar levantar o guerreiro. Situação e oposição, lado a lado, em prol do Aimoré. E em menos de um mês de conversa e reuniões, mais de 40 empresários compraram o novo projeto de devolver à comunidade um clube forte e unido.

Exemplo de outros técnicos
Em 14 anos de carreira como jogador de futebol, Edinho diz que aprendeu muito com os técnicos e pretende usar a capacidade e qualidade de cada um para montar o jeito Edinho treinador. “Trabalhei com muita gente. Estou no mercado desde os meus 17 anos. Estive com Mano Menezes (técnico da Seleção Brasileira) no time 15, de Campo Bom, em 2004. É muito bom de vestiário. Leandro Machado é um dos melhores técnicos no trabalho de campo, como Celso Roth. O Antônio Lopes, que é delegado aposentado, tinha muito comando sob o grupo. Enfim, pretendo ter o meu estilo, porém, sempre lembrando das coisas boas que aprendi.’’