Os números não mentem
A situação do Aimoré nesta copinha parece ser confortável. Os números não mentem. O índio não precisará nem fazer muita força para passar de fase. Na sua chave - Região Metropolitana - passarão seis dos oito. Não vi todos os candidatos as vagas, mas tenho absoluta certeza que a equipe do técnico Edinho Costa pode brigar de igual por igual com qualquer uma delas. Pelos cálculos do treinador com 16 pontos a classificação está garantida. Portanto, faltam apenas 11 pontos de 30 que estão em jogo.
Cofre vazio
Não deve chegar mais ninguém no Cristo Rei. Pelo menos por enquanto. Os últimos contratados foram o conhecidísso Tiago Selbach, que estave no Guarany de Camaquã, mas já defendeu a camisa do Aimoré e o meia atacante Cleber. Que não conheço. Parece que a folha chegou no limite e a direção não quer comenter o mesmo erro da Segundona. Quando contratou a rodo e ficou defendo para quase todo mundo. Gosto da ideia de mais meninos. Para oxigenar um grupo que pode no precisar de ar na reta final. Afinal a média de idade do time principal chega à quase 28 anos.
Parada torta
Infelizmente o Aimoré deve enfrentar um Cruzeiro com força máxima amanhã. Fora da briga por classificação no Brasileiro da Série D, o estrelado volta sua atenções para a Copinha. Edinho terá que tirar um coelho da cartola para tentar surpreender uma equipe que tecnicamente tem muita qualidade. Está longe daquele time que fez bonito no Gauchão da Série A deste ano, até porque muito jogadores deixaram a casa, mas a essência do conjunto permance a mesma.
Formação tática
Estou curioso para saber com qual formação o Aimoré jogará na capital. Sem Carlos Alberto sentindo o joelho e com a volta do meia Dênio, Edinho deverá mudar o esquema. A grande dúvida é se permanece no 4-3-1-2, para a manutenção de uma formação que o técnico gosta ou muda para 4-2-2-2. Porém, tanto um como o outro esquema tático, fica dificil acreditar que Dênio e Chiquinho possam estar em campo juntos. Afinal são de característica semelhantes e ocupam o mesmo espaço no campo.
Lateral ou meia
Outra dúvida minha, fica em cima do Thiaguinho. Ora lateral, ora meia. Diante do Internacional, aliás, não foi nenhum um, nem outro. Pelo lado entrando pelo meio, rendeu bem diante do São José, Cerâmica e Pedra Branca. Mas diante do colorado, com o meio campo congestionado, se esforçou, mas não não teve jeito. Amanhã com as dimensões do campo e as condições que deverá estar o problema pode se repetir. Opção B seria Diogo Bahia na lateral com Thiaguinho à frente de Rincon e Rangel. Porém, contra o mesmo Inter, Edinho fez essa formação, mas Diogo ficou aquem do esperado.
Alternativa
A boa notícia é que Felipe Garopaba está a disposição. É a alternativa que faltou no último jogo. Só lamento que o estádio do Cruzeiro não é o mais apropriado para seu jogo. Felipe é de velocidade e ali dificilmente os zagueiros ficam no homem-a-homem.
Força aérea
Se o time do Aimoré saber tirar proveito da dimensões pequenas do Estrelão, este é o jogo para os zagueiros Márcio Nunes e Anderson Sefrin. O bombardenho areo índio. Até agora o time do Edinho usou pouco este recurso que é quase que mortal no futebol mundial.
Clássicos
Foi um final de semana com uma overdose de clássicos. Não somente aqui no Brasil, mas também na Europa. O que não acompanhei ao vivo, assisti os melhores lances. Na Inglaterra o Manchester Unidet, do gaúcho Anderson, literalmente atropelou o Arsenal - 8 a 2. Deu gosto de ver os diabos vermelhos jogando.
No Brasil
Aqui três em especial foram de tirar o fôlego. Figuerense e Avaí (2 a 3), Palmeiras e Corinthians (2 a 1) e o Gre-Nal é claro. Venceram os menos favoritos do momento, se é que dá para dizer que há favorito em clássicos.
Gre-Nal
Sinceramente nunca gostei do Dorival Júnior como técnico. Não entendo porque compramos ideias que ele era um grande treinador. Primeiro que para ter uma analise boa sobre como é um treinador preciso acompanhá-lo. Dizer que é bom ou ruim apenas porque ganha ou quando perde é fácil. Mas não lembre de um grande trabalho dele. É previsível. Os méritos é que não inventa, mas também não busca alternativas.
Faltou os Argentinos
Talvez se D'Alessandro e Guinazu estivesse em campo o resultado seria o mesmo. Mas não há nenhuma dúvida que ambos fazem muita falta para esse Internacional. A raça deles e como incorporam jogos como esse é dificil encontrar substituto. Com os dois em campo, o colorado não ganha em esperiência, mas em confiança. E isso em partidas como essa é fundamental.
Estratégia
Celso Roth tem os seus méritos. Mas não ganhou o jogo quando fechou os treinos. A estratégia foi mesclar juventude com experiência. Deu oxigênio para um time cansado do Grêmio. A cada setor do campo, havia um menino da base. Ganhou velocidade, técnica e amor a camisa. Restar saber se esse é o verdadeiro Grêmio ou foi um jogo isolado.
30 agosto, 2011
Coluna Arquibancada do dia 30 de agosto
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