No lucro
Se na estreia o empate teve o gosto de derrota, agora foi totalmente o contrário, pois o 0 a 0 diante do Cerâmica ficou no lucro para o Aimoré. Ainda bem que há justiça no futebol, porque os casquinhas de Gravataí deram um banho tático, físico e técnico nos cascudos. Fizeram uma partida de gente grande. Foram pacientes e em nenhum momento mostram medo do adversário. Pecaram apenas nas finalizações, mas acho que eles não esperavam uma tarde expirada do goleiro Paulo Roberto. Que jogou demais.
Desentrosamento
Ontem à tarde ficou evidente a falta de entrosamento desde novo Aimoré. Não havíamos notado isso no jogo da estreia, porque o São José teve presa para querer definir a partida e vencer o jogo. Se jogou para cima do índio e acabou abrindo a guarda. Apesar da dificuldade, pelo pouco tempo de trabalho, Alê Menezes e companhia, aproveitaram a atitude desgovernada do time do técnico Rodrigo Bandeira e controlaram o jogo. A caça neste jogo, virou caçador. Não venceu, mas ficou bem mais perto da vitória que da derrota.
O tal equilíbrio
Tostão no alto da sua sabedoria, certo dia escreveu o seguinte: Desde que futebol existe e passou a ser um jogo organizado, para vencer e não apenas se divertir, treinadores tentam decifrar o enigma de como um time pode ser ofensivo, sem fragilizar a defesa. Vencer sem correr risco. A maioria corre muito e joga pouco. O volante Rangel, no final do jogo de ontem, falou exatamente isso: ``Corremos errado''. Raros são aquelas equipe que correm pouco e jogam muito. Diante do São José, o Aimoré até que chegou perto, apesar de alguns jogadores não conseguirem nem falar ao término da partida.
Estratégia
A estratégia mais utilizada hoje pelos técnicos, para ter vários jogadores defendendo e atacando, é esperar o outro time para contra-atacar. Para propor o jogo. Um time leve, que troca muitos passes e que chega com vários jogadores ao ataque, vai correr mais riscos. A equipe pode fazer, mas levar muitos gols. Atingir o equilíbrio entre defesa e ataque é o sonho de todo treinador. Como o futebol transita entre a razão e a emoção, entre a organização e o imprevisto, e é jogado por atletas imperfeitos e emocionalmente instáveis, o perfeito equilíbrio é uma utopia. Acho que este será o grande desafio de Edinho. Fazer seu time correr certo e errar menos passes. Se conseguir fazer isso a vitória virá automaticamente.
Mais qualidade
Conforme havia anunciado há dias atrás, aqui neste espaço, o meia Chiquinho chega hoje no Cristo Rei. Com ele mais qualidade e criatividade no setor de meio campo. Alguns podem estar perguntando se Chiquinho e Dênio disputaram posição? Talvez sim, talvez não. No Cerâmica, atuaram juntos pelo lados esquerdo. Não sei se seria prudente manter na equipe principal dois jogadores com as mesma característica, mas como mesmo gosta de dizer o técnico Edinho, o campo não mente. Portanto, vamos deixar para ele escalar ou não. Para mim jogador bom sempre se acha um lugar.
Investimento
No futebol é normal os dirigentes falarem que tudo é gasto. Porém, acho que depois desses últimos meses chuvosos, eles devem ter repensado nas suas declarações em relação ao campo do Zequinha. Apesar de toda aquela água que caiu, o campo do São José parecia um tapete. Foi caro, em torno de quase R$ 1 milhão, mas hoje já dá para dizer que não é gasto, mas sim investimento. Rodrigo Bandeira não perdeu um dia de treino.
Você sabia?
Que a reunião entre o prefeito de São Leopoldo, Ary Vanazzi, e o presidente do Aimoré, Márcio Picoli, que ocorriria ontem foi adiada?
Que esse encontro foi marcado para a próxima semana?
Que na sexta-feira, às 14 horas, na sede da Federação Gaúcha de futebol, Márcio e Vanazzi estarão reunidos com Chico Noveletto tratando do Brasileiro sub-20?
Que está praticamente certo que o Cristo Rei será uma das sede dessa competição?
Que o ex-presidente do Santos FC, Marcelo Teixeira, obteve na Justiça o bloqueio eletrônico das contas do clube que, neste momento, luta para manter Neymar no Brasil?
Que Teixeira não aceitou a penhora da Vila Belmiro, como lhe foi proposto pela atual direção santista, até que a questão que mantém contra o Santos tenha seu mérito julgado pela Justiça?
11 agosto, 2011
Coluna Arquibanca do dia 11 de agosto
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