Novas caras
Não sou muito de lamentar o passado. Para mim precisamos sempre olhar para frente. Porém, ao entrar no vestiário do Aimoré ontem - dia da apresentação do grupo que representará o clube na Copinha - lamentei um pouco, pois constatei que esse deveria ser o time na Segundona. Aliás, acho que não foi só eu. Os demais colegas de imprensa e até mesmo a direção também notaram isso. Enfrentar uma equipe com Paulo Roberto, Michel, Fabricio, Vagner, Rincon, Carlos Alberto, Dênio, Alê Menezes, Saraiva, Bill e companhia é bem diferente que jogar contra um time desconhecido. Os adversários respeitam. Os árbitros respeitam. O torcedores respeitam.
Receita do vizinho
Essa receita de contratar jogadores experientes a cada competição, principalmente na Copinha, tem sido regra em Sapucaia do Sul. Arlênio Silva, vice de futebol, faz isso há anos. Sempre teve sucesso. Os exemplos estão aí: 3.º lugar na Copinha de 2010 - colocação que colocou o rubro-negro na Copa do Brasil de 2010 - além é claro, da permanência na Segundona Gaúcha deste ano.
Mudança de foco
Trazer todos esses nomes mostra uma mudança de foco interessante no Cristo Rei. A princípio o discurso inicial era apostar na base. Independente do resultado de campo os meninos iriam jogar. Com esse grupo de jogadores e com Edinho à frente no comando técnico, acho que dificilmente eles terão oportunidade. Primeiro porque não tem como deixar esses cascudos no banco, e segundo que o jovem treinador também busca um lugar ao sol. Sendo assim, não irá entrar em campo somente para jogar e sim para vencer.
Poder de barganha
Apostar em cobra criada tem os dois lados da moeda. O lado ruim é conseguir segurar um grupo vencedor. O Sapucaiense, na Copinha do ano passado por exemplo, acabou perdendo até a comissão técnica, pois Rodrigo Bandeira e praticamente todo o grupo foram para o União Frederiquense. O lado bom em caso de sucesso é que o clube deixará o rótulo de perdedor, que aclama por vitória. Assim os dirigentes terão um poder maior de barganha já que a autoestima do torcedor será outra, podendo formar um grupo forte na Terceira Divisão do próximo ano.
Extremo
Como dizem os sábios ‘‘Nem muito ao norte, nem muito ao sul’’. No papel o Índio é melhor, isso é fato. Porém, não adianta trazer todas essas feras e a folha ter mais de 30 dias - para usar uma gíria do futebol. Aqueles que defenderam o clube na Segundona estão todos esperando para receber. Portanto, dirigentes, montar um grupo não é tão difícil, complicado é manter a casa em dia. Estamos de olho!
Pecado mortal
A Seleção Brasileira, do gaúcho Mano Menezes, deve bem mais do que desculpas aos que ainda se interessam por ela: desperdiçar quatro pênaltis no momento decisivo é pecado mortal para quem ganha tantos milhões e não consegue sequer exibir o bê-á-bá do futebol, que consiste nos fundamentos básicos, entre eles o de chutar. Renovar não é repetir os mesmos erros. Não é passar para terceiros sua responsabilidade. Com Ricardo Teixeira à frente da nossa amarelinha o ciclo vicioso continua. Muda o professor, mas a essência de comandar permanece a mesma.
À deriva
Falcão saiu. Assim foram Tite, Celso Roth, Fossati. A bem da verdade é que ninguém ficará. Incrível que a direção não consegue fazer uma leitura óbvia: o problema não está em quem comanda e sim nos comandados.
Você sabia?
Que a folha do Aimoré na Copinha não passará os R$ 20 mil mensais?
Que na Segundona a folha chegou a R$ 50 mil?
Que o clube ainda espera os repasse da Prefeitura?
Que o elenco na Copinha contará com 30 atletas?
19 julho, 2011
Coluna Arquibanca do dia 19 de julho
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