14 julho, 2011

Coluna Arquibancada do dia 14 de julho

Renovação
Gostei da confirmação de Edinho Fernando Costa como novo técnico do Aimoré. Há duas semanas havia escrito aqui neste espaço que seu nome era o mais forte para assumir a casa mata índia. Segundo informações, Edinho foi unanimidade. Se ele, Guilherme Machado (preparador físico) e Luciano Lopes (treinador de goleiros) são as melhores opções, confesso que não sei, mas para quem apostava muito em Círio Quadros e companhia - ditos como uma comissão cascuda - acho que os meninos têm grande chance de fazer um bom trabalho.

O campo não mente
Não tenho a mínima ideia de como será Edinho Costa como treinador. Admirava muito o seu futebol refinado em campo. Porém, é um novo desafio e há uma diferença enorme entre jogador e treinador. A seu favor conta muito sua experiência de vestiário e técnicos com quem trabalhou. Edinho parece que leva ao pé da letra o ditado que diz ‘‘o campo não mente’’. Dando a entender que no seu time o jogador é que se escala, não importando a idade do atleta. A cada jogo precisará de duas vitórias: para ele e para o grupo. Fácil não será, mas como disse um político na sua campanha: pior que está não fica.

Fiel escudeiro
Edinho não estará sozinho nesta jornada. Terá ao seu lado o experiente Euclides Ruaro, último técnico que subiu com o Aimoré em 1991. Ruaro é uma das peças raras no futebol. Só quem convive e conversa com ele para saber o que estou dizendo. Conhece quem joga só pelo jeito de caminhar. Acho que é uma química interessante unir juventude com experiência.
Apoio permanenteCom Werner Carvalho, Felipe Becker, Euclides Ruaro e até mesmo André Schu, que trabalha nos bastidores, Edinho contará com apoio permanente dentro e fora do vestiário. Com certeza se todos falarem a mesma língua quem ganhará é o futebol índio.

Decisões
Acompanhei as primeiras semifinais da Limfa e Limfi. As duas entidades continuam dando show de organização. Três jogos, mais de mil pessoas no estádio Cristo Rei e nenhum incidente. Parece que os atletas de final de semana resolveram mesmo apelar para o futebol. Pela manhã a primeira zebra. Tirando o pessoal do Alfa, do técnico Helton, ninguém dizia que a equipe do bairro Feitoria passaria pelo Alambique. A soberba nunca vence.
DiferençaÀ tarde, no confronto da sub-17 entre Alambique e Independência, o time da baixada foi bem melhor. Quando relaxou um pouquinho a equipe do técnico Reni de Oliveira, o Gão, até descontou, mas a qualidade técnica e a idade fizeram a diferença. Gão me disse que no seu grupo a grande maioria dos meninos tem 15 anos.

Equilíbrio e morno
No jogo entre Alambique e Santos Dumont, pela Copa dos Campeões, confesso que eu esperava mais. O jogo foi equilibrado e morno. Quem não tinha bandeira estava torcendo para que ocorresse um gol. Assim, a partida poderia tomar um novo rumo. O gol até aconteceu, porém o Alambique empatou e voltou a ficar chato. Melhorou no final do segundo tempo e ficou emocionante nas cobranças de pênalti, quando brilhou a estrela do goleiro Abel, do time da baixada.

Frase da semana
‘‘Organizar não é só contratar jogador, mas sim colocar a casa em ordem. Podemos até levar pau, mas estaremos fazendo o nosso melhor.’’ Felipe Becker é diretor de futebol do Aimoré


Você sabia?
Que o Novo Hamburgo renovou com Rodrigo Mendes?Que o ex-jogador Uh!Fabiano é o auxiliar técnico de Rodrigo Bandeira no São José de Porto Alegre?

Que a parceria iniciou no União Frederiquense, onde Fabiano foi contratado para jogar e acabou na casa mata?

Que a Ulbra/Universidade ou Canoas Sport Club, como queiram, tem uma dívida de quase R$ 2,5 milhões?

Que a única receita do clube canoense vem do município?

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