29 julho, 2011

Coluna Arquibancada do dia 28 de julho

Primeiro teste
Domingo ocorre o primeiro teste desde novo Aimoré. Será diante do Esportivo na Serra Gaúcha. Meu pai sempre dizia que independente de ser amistoso ou não vencer sempre é importante. Dá tranquilidade e confiança para seguir o trabalho. Não sou adepto aquele discurso onde diz que com a derrota você enxerga mais os erros. Porém reconhece que não podemos se iludir com vitórias que não vale três pontos. O peso de uma partida quando há uma disputa de título é infinitamente bem maior e o atleta sabe disso.

Goleada
Voltando ao ponto de vista do meu pai. Para ele vencer não era suficiente. Queria sempre mais. Vitória por 1 a 0 era praticamente uma derrota. Independe se o confronto fosse em casa ou fora. Fosse amistoso ou valendo pontos. No ápice da sua sabedoria, mesmo comandando equipes da nossa várzea, goleada era sinal de respeito. De semana tranquilha e vestiário sorrindo no próximo jogo. Vitória é o que sustenta o tal projeto e não palavras de cartolas.

Tolerância zero
Voltando para aldeia, mas especificamente para o amistoso entre Aimoré e Esportivo, fato é que Edinho Costa e sua turma precisam entrar em campo no domingo como se fosse uma final. Depois da queda para terceira divisão do futebol gaúcho o índio não pode mais perder. Sei que não vencerá todos os confrontos a partir de agora, situação praticamente impossível no futebol, porém a tolerância do torcedor neste momento é zero. Derrota, mesmo o Esportivo estando anos luz na frente na sua preparação, será motivo de desconfiança em um trabalho que parece ser proveitoso. No futebol infelizmente o resultado e campo refleti fora dele.

Incêndio
Por falar em incêndio em Sapucaia do Sul o caldeirão está fervendo. A cada frase que escrevo, cinco ou seis ligações, nove ou dez emails na minha caixa de entrada. Quero aproveitar esse espaço para dizer que não tenho lado. Respeito o presidente Ibanor Catto e acho que ele está tentando fazer o que já deveria ter sido feito: tornar o Sapucaiense um clube de futebol. Claro que é difícil, pois se olharmos para dupla Gre-Nal a briga de egos é frequente. Paulo Roberto Falcão, ex-técnico do Inter, comentou no programa Bem Amigos essa semana, que sua saída ocorreu por brigas políticas. Portanto, não vejo nada de mal haver duas facções em um clube. Defendo apenas, e já disse isso aqui no Cristo Rei, que clubes pequenos não poderia haver divisões. Agora por exemplo, tá bonito de ver o trabalho no Monumental.

No mesmo espaço
Infelizmente não deveremos ver mais Ibanor Catto e Arlênio Silva dividindo a mesma espaço no Arthur Mesquita Dias. O vice de futebol, tranquilho e sereno como sempre, já deixou bem claro que não vai entrar em polêmica. Aliás, pelo pouco que conheço sempre foi assim. Respeito a posição dos dois, mas fato é que Arlênio fará muito falta ao futebol do Sapucaiense. A Copa do Brasil, por exemplo, é uma conquista sua, pois bancou Rodrigo Bandeira e companhia, levando o grupo até a final da Copinha. Muitas não sabem, mas muitas vezes acompanhei ele, caminhando sozinho dentro do gramado, buscando alternativas para pagar a folha.

Se tornou ridículo
Primeira foi a Seleção Brasileira, depois o Internacional de Porto Alegre, ontem o Milan. Desperdiçar pênaltis, no momento decisivo, é pecado mortal para quem ganha tantos milhões e não consegue sequer exibir o bê-á-bá do futebol, que consiste nos fundamentos básicos, entre eles o de chutar. Sinceramente não sei o que ocorre na cabeça desses jogadores, mas está se tornando ridículo ver esses times cobrando pênalti.

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