A entrevista do presidente do Sapucaiense, Ibanor Catto, ainda está repercutindo, principalmente entre os torcedores aimoresistas. Para eles será imperdoável a direção não fazer futebol no próximo semestre. Tendo em vista a participação do Novo Hamburgo e agora o Sapucaiense na Copinha. Ibanor tocou em um ponto importante na atual conjuntura dos clubes do interior. Se é difícil pagar as contas com a bola rolando, com os portões fechados, então...
Ninguém negou
Pelas conversas de bastidores e pelo que ouvi do presidente Sandro Borowski parece que a disputa da Copinha não está mais tão distante. O presidente e Márcio Picoli, candidatíssimo à próxima eleição, estão correndo atrás de parceiros para levar o Índio para o campo. Isso só confirma que o Sapucaiense mexeu com os brios da direção aimoresista.
No futuro
Renato Cemim comentou que não havia nenhuma negociação no momento. Mas também não descartou ajudar no futuro. Aliás, pelas poucas palavras, deixou claro que as portas estão abertas para quem sabe mais para frente conversar sobre o assunto. Não gosto muito da ideia de um clube ficar na mão de empresários, mas é inegável que o Renato tem uma boa entrada no meio do futebol. Também na atual conjuntura dos times da região, talvez seria uma saída.
Iluminação
Chega até ser engraçado, mas será uma vergonha para a direção do Sapucaiense ver todos os clubes varzeanos de Sapucaia do Sul terem iluminação e a única equipe profissional da cidade permanecer às escuras.
Promessa
Conversando com João Scopel, diretor da Câmara, ele me disse que foi feito um orçamento para colocar iluminação no Arthur Mesquita Dias. Segundo ele, os valores não baixaram de R$ 500 mil. Scopel comentou que serão analisadas outras propostas. Também garantiu que para 2011 o rubro-negro chegará com força máxima no futebol gaúcho. ‘‘Quando o Sapucaiense subiu não estava preparado, pois não se planejou. Agora para 2011 será diferente. Começaremos pela estrutura e depois faremos um time competitivo’’, afirmou. Está aí a palavra do homem que muitos admiram e outros tantos respeitam. Então, vamos esperar para ver ou seria cobrar?
Virando as costas
Conversando com pessoas ligadas ao Sapucaiense descobri que os empresários do município praticamente não apoiam o clube. A entidade que poderia servir de elo entre as empresas e o rubro-negro também não move um dedo. Em uma cidade que há um celeiro de craques e respira futebol dia e noite - está aí a Copa dos Campeões provando o que eu falo - é quase inadmissível que isso acontece. Hoje, para se ter uma ideia, a maior parceria do clube não faz parte deste território.
Quicando a bola
Arquibancada: Hoje, a partir das 11 horas, na rádio ABC 900 AM, estarão com a gente Felipi Becker, Felipe Oliveira, Guilherme Male e Cipião, todos do grupo de oposição do Internacional.
Universidade: Houve um comentário que a Universidade poderia jogar o Gauchão 2011 no Cristo Rei. Mas essa semana o presidente da antiga Ulbra, Gilson Mão de Pilão, parece que deixou bem encaminhado com o prefeito de Canoas, Jairo Jorge, esse assunto.
Somente parceria: Parece que Délcio Borba, atual presidente do São Leopoldo, desistiu de seguir nesta área. Segundo informações, agora ele será apenas um patrocinador do Nacional. Portanto, o São Leopoldo Futebol Clube não passará do papel. Afinal a própria federação não aceitou sua filiação.
Bola cheia: Para José Mourinho. Esse português está mesmo com moral no cenário mundial. Além de levar a Inter de Milão à Tríplice Coroa, o homem abriu mão de disputar a final interclubes para ser técnico do Real Madri. Mas o mais estranho nisso tudo é que logo após a vitória diante do Bayern ele já anunciava a sua saída. Ninguém comentou a falta de ética! Falta de caráter, do professor. Mesmo que o chileno Manuel Pellegrino, ainda permanecia como técnico do Real. Se fosse aqui no Brasil provavelmente Mourinho seria executado com vários tipos de adjetivos. Mas como se vê, ainda estamos há anos luz da Europa. Lá existe uma palavra chamada ‘‘respeito’’.
Bola murcha: Para Adriano. Chegou quase que fugido da Itália, quando quis romper seu contrato com a Internazionale de Milão. Essa mesma Inter que dirigida por Mourinho poderia ter dado a ele o título europeu e quem sabe garantir o seu lugar na seleção do Dunga. Na época o jogador jurou que queria abandonar o futebol, deixar de jogar bola e que nunca mais ia querer voltar para aquele país. Foram palavras jogadas ao vento, pois como podemos ver ele voltou. Agora para Roma onde quem sabe o Imperador possa fechar o seu ciclo, se é que ele vai ficar por lá.
29 maio, 2010
Efeito cascata
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