O presidente Sandro Borowski, do Aimoré, antes e depois do último compromisso do clube neste primeiro semestre, comentou as duras críticas que sofreu da imprensa sobre o tal de planejamento. Também já falou com tom de despedida, anunciando o seu possível sucessor ao cargo, Márcio Picoli. Na revista placar deste mês, o diretor de redação Sérgio Xavier Filho, que também é um dos repórteres esportivo mais conceituado no Brasil, publicou um artigo onde se refere ao técnico da seleção brasileira, Dunga. Acho que se encaixa direitinho no pronunciamento do Borowski e pode servir ao futuro presidente: O resultado é uma chaga. Incurável. Distorce os fatos, forja uma nova verdade. No futebol, o resultado é a bactéria que contamina a imprensa e o torcedor. Vitórias perdoam os erros e transformam a sorte do jogo em planejamento. Derrotas destroem boas idéias. Assim foi e assim será.
Fracasso
Portanto não tem jeito, é assim mesmo. O futebol não perdoa. Deu certo tu é rei. Não deu você leva a fama de fracassado. Com a chegada do Jairo, ano passado, combinado com a saída conturbada do técnico Maninho, as vitórias destorceram os erros. A direção deu carta branca ao treinador. Como já havia dado ao próprio Leco, que fazia o que queria e como queria. Abel chegou e foi mais ou menos a mesma coisa. Acredito que neste caso, as derrotas destruíram as boas ideias.
Vaidade
No Aimoré tem uma coisa que me surpreende. Que amor é esse que muitos falam que sente pelo clube, mas ficam todos torcendo para dar tudo errado? Quando o Gão deixou a presidência, foi uma festa. Lembro direitinho do discurso. ``Vamos dirigir com muitos braços''. Tudo bonitinho. Direção nova, cheia de ideia e vontade. O que vimos? Uma bagunça generalizada. Brigas internas e cada dia um nome pedia para sair ou era convidado a se retirar. O próprio presidente Schein, que havia sido aclamado por todos, recebeu cartão vermelho. A confraria que foi feita para unir, acabou desunindo.
Esperança
O nome do Márcio Picoli, por enquanto foi somente ele que se manifestou, traz nova esperança ao torcedor. Mas com ela uma carga grande de expectativa. Fiquei sabendo que vem gente nova por aí. Para trabalhar no futebol. Espero que ao contrário de tudo que houve na última eleição sirva de exemplo. Que os erros do passado possa servir de lição. Que o curso das águas consiga seguir tranquilamente até o seu final. E que o Aimoré não se torne uma bactéria crônica, onde entra ano e sai ano tudo volta a estaca zero.
Quicando a bola
1 milhão: Foi esse o valor estimado pelo diretor do Semae, e também conselheiro do Aimoré, Ronaldo Vieira, ao programa Arquibancada do último sábado, para o Aimoré conseguir tentar voltar a elite da Série A. Parece muito, mas divido por 12, e para um time de futebol, acho que não tem como fugir muito deste valor.Ajuda: Outro fato que Vieira e Marlus Bombassaro, que também estava no programa, lembraram é que já passou da hora do Aimoré caminhar com suas próprias pernas. Portanto não adianta haver candidatos com o mesmo pensamento: Precisa haver novidades.
Você sabia:
Justiça: Que o Sapucaiense tem até o final do ano para regularizar toda sua documentação, pois se não corre o risco de receber uma intervenção judicial?
Copinha: Que Ibanor Catto não garante o time na Copa FGF?
Neymar: Que o grupo Sonda pagou R$ 5 milhões para ter 40% dos direitos federativos do atleta?
Nike: Que Neymar recebe da Nike R$ 150 mil dólares anuais?
Presente: Que ao fazer 18 anos Neymar ganhou um volvo. E depois da Copa de 1958, a caloi deu um bicicleta ao Pelé?
Bola cheia: Para Ben Hur Pereira e Rodrigo Bandeira. Incrível né. Ambos passaram por aqui. Tanto no Aimoré como no Sapucaiense. Hoje, os dois garantiram os seus times na próxima fase da Segundona. Bandeira, no Riograndense, faz uma campanha de encher os olhos. Ano passado já havia repetido no Panambi. Ben Hur segue no Cruzeiro. Sempre diz que a convicção da diretoria dá tranquilidade a ele seguir o seu trabalho. Os resultados estão aí.
Bola Murcha: Para o técnico Jorge Fossati. Está conseguindo em tão pouco tempo no comando do Internacional despertar um sentimento muito complicado entra mídia e o próprio profissional. No domingo foi mais um dia de guerra entre ele e os jornalistas. Disse que não disse o que disse. Muricy que ganhou bem mais era mais ou menos assim. Nas vitórias tudo é lindo tudo é belo, mas nas derrotas...
11 maio, 2010
Planejamento
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário