25 maio, 2010

Parceria à vista

A direção já deixou bem claro: não há dinheiro para o Aimoré participar da Copinha. E pelos números apresentados essa semana, realmente não tem mesmo. Para tentar fechar o ano com tudo em dia, já será um sufoco danado. Mas fiquei sabendo que há uma luz no fim do túnel. Aliás, duas. Uma empresa do ramo de transporte estaria disposta a bancar o clube durante 18 meses. A negociação está intermediada por um empresário de futebol.

R$ 30 mil
A ideia desse empresário é arrecadar R$ 30 mil por mês. Seria feito um contrato, de 18 meses, e essa parceria contaria com 30 empresas da região. Todas elas teriam a obrigação de pagar R$ 1 mil por mês. Com isso seria possível o clube disputar a Copinha e também teria verba para Segundona do próximo ano. Parece que essa opção estão quase fechada.

Traffic Sport
seria a opção B

A opção B, que também já foi feito o primeiro contato, é a conhecidíssima Traffic Sport. Empresa Multi Nacional, com mais de 30 anos, ligada ao esporte. Segundo informações, esse contato ainda está mais distante, mas a direção índia solicitou uma reunião com os representantes dela aqui no Brasil. Gosto da ideia, mas o clube teria que ter muito cuidado para não virar uma barriga de aluguel. Existem vários exemplos que não deram certo. Eles são os donos dos jogadores e o clube teria que aproveitar o momento para arrumar a casa, pois quando essas parcerias vão embora deixam terra arrasada.

Ford descartada
Os dirigentes também estavam em tratativa com a Ford, por meio do Márcio Picoli. Havia uma possibilidade deles se tornarem parceiros. Mas, de acordo com Márcio, o projeto deles é na categoria sub-15. Portanto, acabou sendo descartada.

Alvoroço desnecessário
Depois da matéria das dívidas do Aimoré, o meu telefone não parou de tocar. Aliás, antes mesmo de ser publicada já foi um horror. Todos preocupados com teor do conteúdo que sairia no jornal. Confesso que não entendi o alvoroço. A própria reação de uns dos presidentes não ficou muito clara. Menos mal que Telminho, também presidente Índio, e o Paulo Xis, diretor financeiro, entenderam e falaram sem nenhum problema. Afinal não vi nada de mais.
 
IPTU e água
Fiquei impressionado com os valores de IPTU e água atrasados. Sei que muita gente tem o hábito de atrasar esses tributos, mas se tratando de uma área de terra daquela dimensões e o preço que é cobrado não dá para deixar acumular. São R$ 67 mil a menos na conta. E para quem está sempre correndo atrás, este valor faz muita falta.

Empréstimo
Também achei estranho o empréstimo de R$ 30 mil. Afinal ano passado, por várias vezes, essa diretoria comentou que estava tudo em dia. Parece que não era bem assim. Também fiquei curioso para saber quem assinou pelo clube. Paulo preferiu não me falar.

Desconto antes
de chegar no clube

Parece que os parcelamentos do empréstimo, água e o IPTU estão sendo descontados antes mesmo de chegar no clube. Segundo o diretor financeiro, Prefeitura e Semae estão descontando esses valores. De uma certa forma isso é bom. Pelo menos é uma maneira desses três compromissos ficarem em dia. O próprio diretor comentou que tem sido assim no clube. Pago um conta hoje, a outra quando tem dinheiro em caixa.

Como pagar
tudo sem futebol?

É a grande pergunta. Se é quase unanimidade que o clube não deve disputar a Copinha no segundo semestre, sem parceria, como pagar as contas? Somente com o dinheiro do Semae, em torno de R$ 60 mil, que o Aimoré ainda tem para receber e outras arrecadações, acho que não serão suficiente para cobrir o rombo.

Somente 30% da folha
O Paulo me disse que foram pagos somente 30% da folha de maio. Portanto, se girou em torno de R$ 55 mil neste mês, o clube pagou somente R$ 16,5 mil. Resta sair do cofre aimoresista R$ 39,5 mil. A ideia da direção, se não disputar a Copinha, é rescindir o contrato com aqueles cinco jogadores que têm contrato até o final do ano. Apesar do diretor falar em fazer acordo, é mais dinheiro contabilizado. Mais dívida.

Conselho
Sinceramente, às vezes, acho que tenho muita dificuldade para entender certas coisas. Como um conselho aprova uma gestão se o saldo é negativo? O que é feito neste caso? Hoje, no programa Arquibancada, espero que o advogado do clube, Luís Augusto Luz, o Guto, possa me explicar isso.

Estou fora
O engraçado é que quando fui atrás do conselho para saber quem aprovou a última gestão foi um empurra-empurra danado. O Marlus Bombassaro, que é o presidente, disse que não é responsabilidade dele essa questão. Segundo ele, isso fica por conta do conselho fiscal. O pessoal do conselho fiscal comentou que não queria falar sobre o assunto abertamente e que também não era de sua atribuição a última gestão, somente essa que está em vigência.

Transparência
Se está tudo certo, se todos falam em transparência e se o dinheiro é público porque tanto mistério? Não seria melhor a cada semestre os números chegarem até o conhecimento do torcedor? Telminho me disse que todos estão ali para ajudar. Também acredito nisso. Mas também tem muita gente querendo ocultar os fatos. Pelo que Paulo me mostrou não vi nada de mistério.

Os campos são
da comunidade

Conversando com o vereador Chico de Borba, que está envolvido com o Conselho Municipal do Futebol, ele lembrou um fato que muito dirigente de clube da várzea esquece: os campos são áreas de lazer, não existe dono, como muitos acham que são.

Na contra-mão
Na última reunião da Limfa a sugestão do nosso amigo Manduca, lá do Juventus. Ele sugeriu aos representantes dos clubes que a categoria veteranos não seja obrigatória para os clubes. Se essa ideia foi aprovado pela Limfa, os clubes leopoldense vão dar um passo para trás. Enquanto toda a região quer seguir o exemplo de São Leopoldo, os times querem regredir. Sinceramente espero que o João não permita isso. Seria um retrocesso.

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