O impasse está aberto no Aimoré. Pelo estatuto, segundo o advogado do clube Luís Augusto Luz, o Guto, não há problema nenhum. Basta o trio de presidentes renunciar como fez o ex-presidente Cláudio Schein. Aí assumiria o presidente do conselho Marlus Bombassaro e dentro de um mês abriria nova eleição. Particularmente Guto não acho bom, pois não ficaria bem para a imagem do clube. Também não gosto da ideia de eleições em cada fracasso. Imagina se vira moda.
Unanimidade
Pelo que soube não há uma unanimidade em antecipar as eleições. Uns aprovam, outros não. Márcio Picoli, candidato da situação, preferiria assumir somente em novembro. No entanto, Picoli disse ontem que não haveria problema nenhum em sentar na cadeira agora.
Ações judiciais
Muito se fala que o Clube Esportivo Aimoré tem um condomínio de dívidas e processos judiciais. Ontem, segundo Guto, que cuida de todos os processos, nessa atual gestão houve somente uma ação, que de acordo com ele está sendo negociada. As demais, que não passam de dez, ele comenta que são da gestão anterior, mas que também estão sendo administradas. Sobre a penhora das torres de iluminação o advogado não nega. Diz que é somente uma e não as quatro. Mas também está tomando todos os cuidados necessários.
Transparência
Conversei com advogado do clube ontem porque ouço muita gente falando muita coisa. Acho que quem não deve não teme. E se está tudo certo, porque ocultar os problemas? Transparência é muito melhor para o torcedor e comunidade entender como é difícil administrar esse enorme patrimônio que é o Aimoré. Quero agradecer ao Guto, porque todas minhas dúvidas foram esclarecidas. Acho que quem ganha é a torcida aimoresista.
Revolta
Essa semana deu para sentir o tamanho da revolta dos torcedores aimoresistas. Todos estão frustrados com mais uma desclassificação. O que acontece poucos sabem dizer, afinal o torcedor não quer saber por que deu errado, e sim quando vai dar certo. Para eles fica o sentimento que o sonho de estar entre os grandes no Gauchão dificilmente se concretizará. A mania de negar a evidência acaba fazendo que a razão e tudo que pareça com ela afunde. A dúvida da torcida é se houve algo de bom neste primeiro semestre e se vai haver futebol no próximo.
É sub-17 e
não profissional
Nessa semana assisti ao primeiro tempo da categoria sub-17, do Aimoré, administrada pela GRA Sport, diante do Inter. Fiquei espantado. A começar pelo técnico Érico Roehe. Será que há necessidade do professor comandar uma categoria de base com um auxiliar nas cabines dizendo o que você deve ou não fazer? Me desculpa, mas acho um exagero. Afinal é a base e não o profissional, que particularmente também não gosto muito.
Violência
Sei que o gramado não estava propício para prática do futebol, mas os garotos podiam ter um pouco mais de senso esportivo. Vi cada jogada perigosa que até me assustei. Fiquei pensando que futebol é esse. As comissões técnicas de ambas equipes mais se preocuparam em reclamar com o trio de arbitragem do que jogar futebol. Espero ter sido um jogo isolado, que ainda possa ver a meninada do Índio em campo e falar desse ou daquele jogador, coisa que infelizmente não deu. Isso que só fiquei o primeiro tempo.
Não ajudou
Infelizmente o tempo também não ajudou os meninos do Nacional/SL a fazerem uma boa apresentação. Alias, acho que o time sentiu muita falta do lateral esquerdo Roger. Diante do Grêmio, quando ele saiu, a equipe caiu consideravelmente de produção. Na quarta-feira, foi a mesma coisa. Renan, que é um dos destaques, não rendeu.
Quicando a bola
Confraria Índia: Essa semana o presidente da Confraria Índia, Dagoberto Goulart, me disse que não concordava com que eu havia escrito na coluna da última quarta-feira. ‘‘A confraria que havia sido criada para unir, estava desunindo’’. Para Dago, ela continua com a mesma proposta do início. Unir e ajudar o Aimoré a chegar à Série A. Minha opinião continua sendo a mesma, mas respeito a opinião dele.
Arquibancada: Hoje o programa Arquibancada, que é transmitido pela ABC 900 AM, sai do estúdio e vai para o estádio Arthur Mesquita Dias, onde acontece durante todo sábado a festa da Camisa 12. Lá falaremos muito do futuro do rubro-negro neste segundo semestre. Também haverá representantes do Aimoré participando do programa.
Inter: Foi um jogo de estratégias iguais. Principalmente porque os dois times taticamente são muito parecidos. Em jogos equilibrados, o imponderável tem uma grande participação. O imponderável não torce nem é justo. Acontece. E quem sabe na Argentina aconteça algo de novo.
Sobre Dunga: As palavras de Dunga e também de Jorginho estão cada dia mais parecidas com as das pessoas conservadoras, patriotas e com as dos motivadores de autoajuda, com seus discursos repetitivos e óbvios, como se existisse uma regra, um perfil, um manual para ser vencedor. Como se esperava, Ronaldinho, Ganso e Neymar ficaram de fora. O Brasil já está definido, na estratégia, no esquema tático e praticamente na escalação. Existem grandes jogadores e grandes times, vencedores, com vários estilos. Há várias maneiras de ganhar e de perder. Prefiro a que dá também espetáculo. Futebol não é só resultado, como pensa Dunga. Palavras do mestre Tostão. Assino em baixo.
Bola cheia: Para o jogo entre Grêmio e Santos. Foi sensacional. Não é preciso ser gremista os santista para confirmar isso, pois acima de tudo está o futebol. Uma estranha magia que se impõe ao esporte. Para os tricolores a imortalidade voltou. Está na garra e determinação do volante Adilson, que pouco foi falado, mas para mim é uma das peças mais fundamentais deste time e, principalmente desta vitória épica. O jogo da volta não arrisco o resultado, mas também pouco importa. A promessa é de mais uma quarta-feira eletrizante.
Bola murcha: Para o Flamengo. Que coisa né. O mesmo time que foi campeão recentemente do Brasileiro está em ruínas. Com quase 80 mil pessoas no Maracanã o Mengão levou três. Será que alguém tem resposta para isso? Se tiver por favor o canal está aberto.
Lissandra Mendonça
16 maio, 2010
Mais uma renúncia
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