07 junho, 2010

Outras épocas



Parece que estamos vivendo um novo momento no futebol. No programa arquibancada de sábado foi um exemplo (foto). Círio Quadros, Fabiano Daitx, Leocir Dall’ Astra e Ben Hur Pereira formam uma nova geração de técnicos, que ao contrário que muitos falam não torcem para que o colega se dê mal, muito pelo contrário, o que se vê é muitas parcerias e trocas de informações. Portanto, independente de qual clube que estiverem eles já sabem muito bem o tipo de dirigente que vão encontrar. Bom para o futebol.

Mudança de foco
No programa Arquibancada, o técnico do Cerâmica, Leocir Dall Astra, deu um depoimento interessante sobre o que aconteceu com um dos times que era considerado favorito para subir à elite do futebol gaúcho. Segundo Leocir, não foi por causa da Copa do Brasil, competição que o clube de Gravataí vinha disputando paralelamente e que por sinal faturou mais de R$ 100 mil. A mudança de foco foi a principal derrota. ‘‘Nas últimas competições vínhamos fazendo belas campanhas com jogadores revelados na base. Achamos que com jogadores mais rodados e experientes teríamos mais retorno, coisa que não ocorreu. Aliás, nos demos mal. Faz parte, está aí o Cruzeiro e o Lajeadense, que por sinal comprou nossa ideia, mostrando que devemos retomar o nosso rumo’’, afirmou o professor.

Aposta e confiança
A renovação do contrato de Leocir com o Cerâmica mostra bem a confiança que a direção gravataiense tem nele. Não é porque o trabalho não foi satisfatório agora que se deve abandonar o projeto. Leocir disse que colocou o cargo à disposição várias vezes e que também surgiram outros clubes para treinar, mas como tem uma relação muita boa com o presidente e demais dirigentes achou melhor seguir o seu trabalho. Esta aí promessa de bons frutos ali na frente.

Projeto e planejamento
Círio Quadros, que também estava no programa, falou dessas duas palavras que volte e meia estão na boca dos dirigentes. De acordo com Círio, para se dar bem no futebol nunca se deve mudar o projeto. Ele representa o laço entre presente e futuro, e para um complicado caminho que é vencer no futebol é essencial não mudá-lo. O planejamento, sim, esse pode ser alterado para facilitar o trajeto. Então dirigentes... quando demitirem os técnicos podem arrumar outra desculpa, porque essa não cola mais.

Direitos e deveres
Acho que é a grande dúvida que fica no ar, porque parece que a parceria entre Aimoré e os empresários será fechada hoje. Onde terminam os direitos e iniciam os deveres das duas as partes? A direção do Aimoré dará as cartas ou somente fará parte do jogo? Quem será o técnico? E quando for escolhido será unanimidade? No Fluminense, por exemplo, a principal apoiadora do clube praticamente obrigou a direção a contratar Muricy Ramalho, que por sinal vem dando resultado. Aqui, pelo que já sei, o possível treinador tem bagagem suficiente até para ser dirigente do clube. Resta saber se mesmo sendo indicado por esses empresários poderá escalar seus jogadores.

Exemplo negativo
Em um passado recente, Círio Quadros viveu um situação parecida no Sapucaiense. Na época, o ex-presidente Chico Cristianetti e o Arlênio Silva acabaram bancando o técnico e abrindo mão dos empresários. Resultado: meia dúzia de jogadores indo embora, mas a taça de campeão da Segundona de 2007 no armário.

Não foi procurado
Na coluna de sábado citei o nome do técnico Laone Luz como o futuro gerente de futebol Índio. Primeiro preciso dizer que Laone ainda é técnico, não está trabalhando por opção própria, mas continua exercendo a atividade. Segundo, ele não foi procurado pela direção índia. Teve uma conversa informal com o presidente Sandro Borowski há mais o menos 30 dias, mas nada de oficial.


Rejeição
Não conheço o trabalho do Laone e tenho por hábito nunca julgar as pessoas sem antes conhecê-las. Muitas vezes um profissional é bom para um clube e não consegue fazer o mesmo trabalho em outro. Prefiro dar minha opinião quando acompanho o dia-a-dia. Mas pelo número de e-mails que recebi, parece que o torcedor não aprova muito o seu nome. Fazer o quê?

Estou fora
Leônidas Funck me disse que foi procurado pelo Telminho e já deixou claro que não iria assumir o cargo. O principal motivo seria falta de tempo. Mas acrescentaria, já que conhece a aldeia e sabe que não é nada fácil viver onde tem muito chefe e pouco índio.


Seleção Brasileira
Agora tudo é Copa. O mundo para e os olhos estão direcionados para África. Para nossa seleção. Para Dunga. Muita gente vem me perguntando o que eu acho dela. Para mim é comum, mas objetiva. Robinho é nossa esperança de grandes jogadas, aquelas que nos diferenciam entre as demais seleções. Se não sai dos pés dele, duvido muito que saia de outro. Kaká é a referência do nosso treinador, aliás, seu futebol é tão objetivo quanto.

Quicando a bola
Você sabia:

Que Leocir Dall Astra foi convidado para ser o técnico do Sapucaiense e indicou Ben Hur Pereira em 2008?
Que Leocir recusou ser o técnico do Glória de Vacaria?
Que na semana passada o técnico Leco esteve reunido com a direção índia?
Que Círio Quadros tem um acordo verbal com a direção da Universidade e se não surgiu nada deve permanecer como técnico em Canoas?

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