02 agosto, 2010

Melhor que esperava

Gostei do amistoso entre Sapucaiense e Cerâmica. Apesar da chuva, e de ser o primeiro, já dá para notar um rubro-negro bem arrumado em campo taticamente. O problema deve ser mesmo o lado esquerdo. Como o Vasco, que é da função se machucou no treino de sexta-feira, o jovem Raone - que está em fase de teste - precisou mostrar se realmente tem bala na agulha para o cargo. Não comprometeu, mas está longe de ser o titular ou brigar pelo posto.

Xerife
No coletivo dava para notar isso, mas no amistoso de sábado se comprovou. O zagueiro Luís Henrique será o xerifão desse novo Sapucaiense. Diante do Cerâmica, mostrou que não brinca em serviço. O jeito de jogar do novo capitão rubro-negro arrancou elogios até mesmo do presidente Ibanor Catto. Conforme Catto, é assim que ele gosta de zagueiro: firme por baixo e seguro por cima.

Problemas
No primeiro tempo alguns problemas. Mesmo sem um lateral esquerdo de oficio, o time insistiu em jogar daquele lado do campo. E esse era o melhor lado do Cerâmica, que tinha Jéferson, Cidinho e Fusca. Menos mal que a triangulação desses três foi uma só. Consequentemente, a melhor oportunidade da equipe de Gravataí quando Santiago cabeceou no canto do goleiro Rodrigo.

Acertos
Na segunda etapa o técnico Rodrigo Bandeira arrumou a casa. Gian começou a participar mais do jogo. Com isso o Sapuca cresceu na partida. Evandro e Ícaro também se acharam no meio, já que nos primeiros 40 minutos os dois muitas vezes ocupavam o mesmo espaço.

Alternativas
No final do jogo uma alternativa interessante. Gian foi para esquerda e Caju na direita. Bandeira já disse que não gosta de inventar, mas acho que com essa mudança, em determinados momentos, acaba resolvendo um problemão.

Avaliação dos jogadores
Rodrigo:
Não foi muito exigido, mas já deu para notar que conversa muito com a linha de zagueiros. Isso é bom. Pelo menos gosto quando um goleiro participa do jogo. Afinal, não há pessoa mais indicada para orientar os zagueiros.
Gian: No primeiro tempo quase não apareceu no jogo. Acho até que não foi sua culpa, pois o time estava torto. Na segunda etapa foi bem melhor.
Cirilo: Conhece o território. Faz o simples e necessário. É bom na bola aérea e não inventa por baixo.
Luís Henrique: Também gosto de zagueiro assim, que se impõe. Passa segurança ao grupo. Desde a saída do zagueiro Lacerda, o Sapucaiense estava órfão de uma pessoa que comandasse o elenco em campo. Parece que apareceu. O que me preocupa é quando não jogar.
Raone: Não comprometeu, mas um pouco perdido em campo. Também o seu lado era o mais forte do adversário. Insisto que esse canto será a dor de cabeça do treinador.
Douglas: O mesmo de sempre. Corre e marca muito. Estou curioso para saber se ele e o Toto poderão atuar juntos, pois o estilo de um é muito semelhante ao do outro.
Evandro: Acho que entrou para fazer a segunda função no meio e em certos momentos da partida ficou perdido. Não sabia se marcava ou sai para jogar.
Ícaro: Era para jogar ao lado do Cleiton e acabou fazendo a segunda função pela direita. Nesse amistoso teve que conter as jogadas do Dênio, que aliás conseguiu. Na segunda etapa foi bem melhor que a primeira. Até porque tanto ele como o Evandro definiram o que os dois fariam.
Cleiton: Foi pouco participativo. Não é o dez de oficio. Aquele que dita a partida, mas é jogador que se encaixa no esquema do técnico. No primeiro tempo deu para contar nos dedos o número de vezes que pegou na bola. Até porque ficou muito centralizado. Já na segunda etapa se posicionou mais do lado esquerdo do campo. Aí respirou e conseguiu fazer algumas jogadas.
Tiago Matos: Aquele jogador que já conhecemos. Apesar de estar fora de ritmo, participa bastante do jogo. Pelo que mostrou no primeiro semestre, no decorrer da competição vai crescendo em campo.
Felipe Cardoso: Faltou entrosamento entre ele e o Tiago Matos. Mas os dois têm tudo para fazer um grande campeonato. São dois jogadores de muita movimentação. Mauricio: Entrou no lugar do Cirilo e foi bem. Também não inventa muito. Fez o básico, mas o suficiente.
Toto: Já conheço, mas estou curioso para saber como ele e o Douglas se encaixam juntos. No jogo de sábado pouco deu para analisar, pois entrou já no final.
Felipinho: Pouco tempo em campo. Mas continuo achando que é uma aposta bem interessante. Claro, que é preciso passar confiança para o menino, a mesma que tem nos campos da várzea da região.
Bandeira: Acho que pelo pouco tempo que teve, o adversário que enfrentou, que além de estar junto há um bom tempo, já conseguiu passar para os jogadores o que pensa e quer dentro de campo. A principal missão deve ser achar o equilíbrio deste time. Se conseguir terá bons frutos.

Inimigo íntimo
Em época de eleição é comum uma pessoa mudar o seu voto. Se tratando de Aimoré, então... Estou ouvindo muita gente prometendo voto para os dois candidatos. Talvez esse seja o maior perigo no dia da apuração. O maior inimigo pode estar do seu lado. Portanto, se Márcio Picoli contabiliza 20 votos e o mesmo número é calculado pelo Bombassaro, alguém deve estar contando o voto da mesma pessoa. Cuidado!

Quicando a bola
Limfa ou Licfas: Quem jogará primeiro. Um briga para começar a competição e o outro para encerrar a sua. Em Novo Hamburgo, o pessoal peleia para ver se terá ou não o seu municipal.
Quebra pau: Pelo que soube, o amistoso entre Nacional e Academia do Morro, que ocorreu na sexta-feira, além de começar com um hora de atraso, acabou mais cedo. Tudo porque fechou o barraco na segunda etapa. É lamentável. O placar ficou em 1 a 1.

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