Luiz Felipe Scolari não é mais o técnico do Bunyodkor. Nesta sexta-feira, Felipão concedeu uma entrevista coletiva explicando os motivos da antecipação de sua saída. – Nós tínhamos um contrato estipulado que a cada seis meses haveria uma conversa entre nós e o clube. Para saber se seria interessante a continuação ou não. Fizemos o contrato de um ano e meio dividido em três partes, nós antecipamos o termino desta segunda parte, já que algumas situações aconteceram e fizeram com que nós, de ambas as partes, tomassemos esta medida – explica Felipão. O treinador brasileiro informou, ainda, que os estudos de seu filho influenciaram na decisão.
– Penso que agindo desta forma eu estarei dando a minha contribuição ao clube e também estarei com o tempo necessário para definir uma situação de estudo do meu filho na Europa. Definindo um País ou um lugar onde ele possa começar seus estudos na universidade. Tudo ficará definido de uma forma normal, como acertamos – finaliza.
Em quase um ano à frente do Bunyodkor, Luiz Felipe Scolari dirigiu a equipe em 43 jogos, com 31 vitórias, 6 empates e 6 derrotas, aproveitamento de 76%.
Contratado por uma emissora estatal de televisão sul-africana, Felipão vai comentar alguns jogos da Copa do Mundo na África do Sul. Antes viaja com a família para Portugal. Olha aí colorados!!!!!
29 maio, 2010
Felipão não é mais técnico do Bunyodkor
Efeito cascata
A entrevista do presidente do Sapucaiense, Ibanor Catto, ainda está repercutindo, principalmente entre os torcedores aimoresistas. Para eles será imperdoável a direção não fazer futebol no próximo semestre. Tendo em vista a participação do Novo Hamburgo e agora o Sapucaiense na Copinha. Ibanor tocou em um ponto importante na atual conjuntura dos clubes do interior. Se é difícil pagar as contas com a bola rolando, com os portões fechados, então...
Ninguém negou
Pelas conversas de bastidores e pelo que ouvi do presidente Sandro Borowski parece que a disputa da Copinha não está mais tão distante. O presidente e Márcio Picoli, candidatíssimo à próxima eleição, estão correndo atrás de parceiros para levar o Índio para o campo. Isso só confirma que o Sapucaiense mexeu com os brios da direção aimoresista.
No futuro
Renato Cemim comentou que não havia nenhuma negociação no momento. Mas também não descartou ajudar no futuro. Aliás, pelas poucas palavras, deixou claro que as portas estão abertas para quem sabe mais para frente conversar sobre o assunto. Não gosto muito da ideia de um clube ficar na mão de empresários, mas é inegável que o Renato tem uma boa entrada no meio do futebol. Também na atual conjuntura dos times da região, talvez seria uma saída.
Iluminação
Chega até ser engraçado, mas será uma vergonha para a direção do Sapucaiense ver todos os clubes varzeanos de Sapucaia do Sul terem iluminação e a única equipe profissional da cidade permanecer às escuras.
Promessa
Conversando com João Scopel, diretor da Câmara, ele me disse que foi feito um orçamento para colocar iluminação no Arthur Mesquita Dias. Segundo ele, os valores não baixaram de R$ 500 mil. Scopel comentou que serão analisadas outras propostas. Também garantiu que para 2011 o rubro-negro chegará com força máxima no futebol gaúcho. ‘‘Quando o Sapucaiense subiu não estava preparado, pois não se planejou. Agora para 2011 será diferente. Começaremos pela estrutura e depois faremos um time competitivo’’, afirmou. Está aí a palavra do homem que muitos admiram e outros tantos respeitam. Então, vamos esperar para ver ou seria cobrar?
Virando as costas
Conversando com pessoas ligadas ao Sapucaiense descobri que os empresários do município praticamente não apoiam o clube. A entidade que poderia servir de elo entre as empresas e o rubro-negro também não move um dedo. Em uma cidade que há um celeiro de craques e respira futebol dia e noite - está aí a Copa dos Campeões provando o que eu falo - é quase inadmissível que isso acontece. Hoje, para se ter uma ideia, a maior parceria do clube não faz parte deste território.
Quicando a bola
Arquibancada: Hoje, a partir das 11 horas, na rádio ABC 900 AM, estarão com a gente Felipi Becker, Felipe Oliveira, Guilherme Male e Cipião, todos do grupo de oposição do Internacional.
Universidade: Houve um comentário que a Universidade poderia jogar o Gauchão 2011 no Cristo Rei. Mas essa semana o presidente da antiga Ulbra, Gilson Mão de Pilão, parece que deixou bem encaminhado com o prefeito de Canoas, Jairo Jorge, esse assunto.
Somente parceria: Parece que Délcio Borba, atual presidente do São Leopoldo, desistiu de seguir nesta área. Segundo informações, agora ele será apenas um patrocinador do Nacional. Portanto, o São Leopoldo Futebol Clube não passará do papel. Afinal a própria federação não aceitou sua filiação.
Bola cheia: Para José Mourinho. Esse português está mesmo com moral no cenário mundial. Além de levar a Inter de Milão à Tríplice Coroa, o homem abriu mão de disputar a final interclubes para ser técnico do Real Madri. Mas o mais estranho nisso tudo é que logo após a vitória diante do Bayern ele já anunciava a sua saída. Ninguém comentou a falta de ética! Falta de caráter, do professor. Mesmo que o chileno Manuel Pellegrino, ainda permanecia como técnico do Real. Se fosse aqui no Brasil provavelmente Mourinho seria executado com vários tipos de adjetivos. Mas como se vê, ainda estamos há anos luz da Europa. Lá existe uma palavra chamada ‘‘respeito’’.
Bola murcha: Para Adriano. Chegou quase que fugido da Itália, quando quis romper seu contrato com a Internazionale de Milão. Essa mesma Inter que dirigida por Mourinho poderia ter dado a ele o título europeu e quem sabe garantir o seu lugar na seleção do Dunga. Na época o jogador jurou que queria abandonar o futebol, deixar de jogar bola e que nunca mais ia querer voltar para aquele país. Foram palavras jogadas ao vento, pois como podemos ver ele voltou. Agora para Roma onde quem sabe o Imperador possa fechar o seu ciclo, se é que ele vai ficar por lá.
25 maio, 2010
Ótima notícia
Pelo que conversei com Ibanor Catto, presidente do Sapucaiense, o clube vem mesmo para a disputa da Copinha no segundo semestre. Essa notícia é muito boa, pois tudo indicava que com os problemas internos, a porta do Arthur Mesquita Dias estaria fechada. Ibanor está certo quando fala quem em um clube de futebol, não dá para deixar de lado o principal produto. Afinal se já é difícil se manter em atividade, imaginem sem. Também para um time que a pouco tempo estava na Série A, é mesmo inadmissível ficar de fora das competições estaduais. …
Real Rodovias
O rubro-negro pode não ter a verba pública neste segundo semestre, mas em compensação a Real Rodovias, principal parceira do clube deste o seu surgimento no profissional, continua firme e forte apoiando o Sapuca. Está aí um bom exemplo a ser seguindo. Não adianta estar junto somente nos momentos bons, principalmente em times pequenos como o Sapucaiense. Pode ter certeza que o período mais importante é quando a equipe está na Segundona, porque não recebe ajuda financeira de ninguém. Na Série A ele começa o ano com R$ 600 mil na conta, repassados pela Federação Gaúcha.
Mais duas empresas
Ibanor disse que precisa de mais duas empresas para confirmar 100% a presença na Copinha. Segundo ele, seria suficiente para sua equipe entrar em campo. É melhor ter uma base agora que começar do zero em 2011. Esse ano em um time montado de última hora, não se classificou nem entre os seis melhores na primeira fase. Primeiro planta, depois colhe.
Tudo certo
Acho que depois das explicações do advogado Luís Augusto Luz, o Guto, do Aimoré, no programa Arquibancada do último sábado, podemos ficar tranquilho no que diz respeito a várias questões. Uma delas é a parceira com a GRA Sport. Guto deixou claro que todos os atletas da categoria sub-17, que são vinculados ao clube, e que por ventura moverem uma ação judicial contra o Aimoré, existe um cláusula no contrato que obriga a parceira da equipe leopoldense em dividir todas as despesas.
Já são 70%
O diretor financeiro do Aimoré, Paulo Dutra, o Paulo Xis, comentou que na última sexta-feira o clube pagou mais 40% de salários e acordo das rescisões. Já são 70% de tudo pago entre os atletas. Sendo assim a ideia de quitar tudo até o final do ano deve mesmo ser cumprida.
Conselho Municipal do futebol
Confesso que no primeiro momento gostei da iniciativa de fazer um conselho Municipal do Futebol. Agora não entendi a primeira reunião que definiria a comissão. A princípio os mais interessados eram os clubes, afinal partiu deles a idéia. Mas o que se viu foi gente d fora, dando opinião e questionando sem mesmo viver o drama futebolístico da cidade. Afinal não era para ter somente setes pessoas, mas tinha mais de 10.
Porque passar pela prefeitura
Outro fato que não entendi é criar o fundo mas continuar dependendo da boa vontade da prefeitura em liberar o dinheiro. Se é para ser assim, não precisa criar conselho nenhum. Deixe como está que é melhor.
Círio Quadros no São Paulo
É isso mesmo. Ontem, o ex-técnico do Sapucaiense, viajou para São Paulo onde ficará uma semana fazendo um estágio ao lado do técnico Ricardo Gomes. Segundo Círio, foi por meio de um empresário que surgiu essa possibilidade. ``Recebi o convite e estou muito feliz. Espero aproveitar a oportunidade, por estarei em um dos melhores CTs do Mundo'', comentou. Quem sabe na sua volta ele possa ser anunciado como o novo técnico do Novo Hamburgo.
Rodrigo Bandeira pediu para sair
Conversei ontem com o técnico Rodrigo Bandeira sobre o que aconteceu com o Riograndense na terceira fase da competição. Na primeira e segunda fase, sobe o seu comando, a equipe de Santa Maria liderou de ponta a ponta a competição. Segundo Bandeira, o preparador de goleiro e o seu preparador físico, não estavam na mesma direção que ele. ``Perdemos o foco. Os caras se voltaram contra mim. Aí deu no que deu'', afirmou. Até problema de bicho, entrou dentro do vestiário. No sábado, dia 29, no programa Arquibancada, ele contará um pouco mais sobre o ocorrido.
Quicando a bola
Fossati: Cada coletiva, após uma partida é uma peleia. O homem vê problema em qualquer pergunta. Responder qual é sua equipe titular deve dar morte.
GRA Sport: Apesar de não entrar em campo no fianl de semana, a equipe juvenil do Aimoré, que é administrada pela GRA Sport foi eliminida da Copa da Federação Sub-17. Para o supervivor Vinicius Motta, a eliminação, na sexta colocação, foi decepcionante, até porque a próxima competição será somente em agosto. Mas segundo ele, hoje, cinco meninos já poderiam ser negociados.
Bola cheia: Para os brasileiros Júlio César, Maicon e Lúcio. Encerraram o semestre nos clubes, com a Tríplece Coroa nas costas. Copa da Itália, Campeonato Italiano e Liga dos Campeões. Chegam para compor o questionado grupo da Seleção Brasileira, mais confiante e vencedores que qualquer um. Isso é bom, afinal no momento eles são unanimidades em todo o Brasil. Em um elenco de volantes, vai ser difícil encontrar a direção certa.
Bola murcha: Para o time do Vasco. Assisti ontem a partida entre Avaí e Vasco. Fiquei impressionado com a ruindade da equipe carioca, que agora tem como técnico o gaúcho Celso Roth. Olha! Vai ser complicado ele tirar alguma coisa com esse elenco. Se não mudar, em 2011 com certeza voltará para a série B. Parece que Roberto Dinamite, como presidente, não tem vida fácil. Tenho uma colega aqui na redação, que é vascaína, e já me diz que está com saudade do Eurico Miranda. Viu só!
Parceria à vista
A direção já deixou bem claro: não há dinheiro para o Aimoré participar da Copinha. E pelos números apresentados essa semana, realmente não tem mesmo. Para tentar fechar o ano com tudo em dia, já será um sufoco danado. Mas fiquei sabendo que há uma luz no fim do túnel. Aliás, duas. Uma empresa do ramo de transporte estaria disposta a bancar o clube durante 18 meses. A negociação está intermediada por um empresário de futebol.
R$ 30 mil
A ideia desse empresário é arrecadar R$ 30 mil por mês. Seria feito um contrato, de 18 meses, e essa parceria contaria com 30 empresas da região. Todas elas teriam a obrigação de pagar R$ 1 mil por mês. Com isso seria possível o clube disputar a Copinha e também teria verba para Segundona do próximo ano. Parece que essa opção estão quase fechada.
Traffic Sport
seria a opção B
A opção B, que também já foi feito o primeiro contato, é a conhecidíssima Traffic Sport. Empresa Multi Nacional, com mais de 30 anos, ligada ao esporte. Segundo informações, esse contato ainda está mais distante, mas a direção índia solicitou uma reunião com os representantes dela aqui no Brasil. Gosto da ideia, mas o clube teria que ter muito cuidado para não virar uma barriga de aluguel. Existem vários exemplos que não deram certo. Eles são os donos dos jogadores e o clube teria que aproveitar o momento para arrumar a casa, pois quando essas parcerias vão embora deixam terra arrasada.
Ford descartada
Os dirigentes também estavam em tratativa com a Ford, por meio do Márcio Picoli. Havia uma possibilidade deles se tornarem parceiros. Mas, de acordo com Márcio, o projeto deles é na categoria sub-15. Portanto, acabou sendo descartada.
Alvoroço desnecessário
Depois da matéria das dívidas do Aimoré, o meu telefone não parou de tocar. Aliás, antes mesmo de ser publicada já foi um horror. Todos preocupados com teor do conteúdo que sairia no jornal. Confesso que não entendi o alvoroço. A própria reação de uns dos presidentes não ficou muito clara. Menos mal que Telminho, também presidente Índio, e o Paulo Xis, diretor financeiro, entenderam e falaram sem nenhum problema. Afinal não vi nada de mais.
IPTU e água
Fiquei impressionado com os valores de IPTU e água atrasados. Sei que muita gente tem o hábito de atrasar esses tributos, mas se tratando de uma área de terra daquela dimensões e o preço que é cobrado não dá para deixar acumular. São R$ 67 mil a menos na conta. E para quem está sempre correndo atrás, este valor faz muita falta.
Empréstimo
Também achei estranho o empréstimo de R$ 30 mil. Afinal ano passado, por várias vezes, essa diretoria comentou que estava tudo em dia. Parece que não era bem assim. Também fiquei curioso para saber quem assinou pelo clube. Paulo preferiu não me falar.
Desconto antes
de chegar no clube
Parece que os parcelamentos do empréstimo, água e o IPTU estão sendo descontados antes mesmo de chegar no clube. Segundo o diretor financeiro, Prefeitura e Semae estão descontando esses valores. De uma certa forma isso é bom. Pelo menos é uma maneira desses três compromissos ficarem em dia. O próprio diretor comentou que tem sido assim no clube. Pago um conta hoje, a outra quando tem dinheiro em caixa.
Como pagar
tudo sem futebol?
É a grande pergunta. Se é quase unanimidade que o clube não deve disputar a Copinha no segundo semestre, sem parceria, como pagar as contas? Somente com o dinheiro do Semae, em torno de R$ 60 mil, que o Aimoré ainda tem para receber e outras arrecadações, acho que não serão suficiente para cobrir o rombo.
Somente 30% da folha
O Paulo me disse que foram pagos somente 30% da folha de maio. Portanto, se girou em torno de R$ 55 mil neste mês, o clube pagou somente R$ 16,5 mil. Resta sair do cofre aimoresista R$ 39,5 mil. A ideia da direção, se não disputar a Copinha, é rescindir o contrato com aqueles cinco jogadores que têm contrato até o final do ano. Apesar do diretor falar em fazer acordo, é mais dinheiro contabilizado. Mais dívida.
Conselho
Sinceramente, às vezes, acho que tenho muita dificuldade para entender certas coisas. Como um conselho aprova uma gestão se o saldo é negativo? O que é feito neste caso? Hoje, no programa Arquibancada, espero que o advogado do clube, Luís Augusto Luz, o Guto, possa me explicar isso.
Estou fora
O engraçado é que quando fui atrás do conselho para saber quem aprovou a última gestão foi um empurra-empurra danado. O Marlus Bombassaro, que é o presidente, disse que não é responsabilidade dele essa questão. Segundo ele, isso fica por conta do conselho fiscal. O pessoal do conselho fiscal comentou que não queria falar sobre o assunto abertamente e que também não era de sua atribuição a última gestão, somente essa que está em vigência.
Transparência
Se está tudo certo, se todos falam em transparência e se o dinheiro é público porque tanto mistério? Não seria melhor a cada semestre os números chegarem até o conhecimento do torcedor? Telminho me disse que todos estão ali para ajudar. Também acredito nisso. Mas também tem muita gente querendo ocultar os fatos. Pelo que Paulo me mostrou não vi nada de mistério.
Os campos são
da comunidade
Conversando com o vereador Chico de Borba, que está envolvido com o Conselho Municipal do Futebol, ele lembrou um fato que muito dirigente de clube da várzea esquece: os campos são áreas de lazer, não existe dono, como muitos acham que são.
Na contra-mão
Na última reunião da Limfa a sugestão do nosso amigo Manduca, lá do Juventus. Ele sugeriu aos representantes dos clubes que a categoria veteranos não seja obrigatória para os clubes. Se essa ideia foi aprovado pela Limfa, os clubes leopoldense vão dar um passo para trás. Enquanto toda a região quer seguir o exemplo de São Leopoldo, os times querem regredir. Sinceramente espero que o João não permita isso. Seria um retrocesso.
16 maio, 2010
Mais uma renúncia
O impasse está aberto no Aimoré. Pelo estatuto, segundo o advogado do clube Luís Augusto Luz, o Guto, não há problema nenhum. Basta o trio de presidentes renunciar como fez o ex-presidente Cláudio Schein. Aí assumiria o presidente do conselho Marlus Bombassaro e dentro de um mês abriria nova eleição. Particularmente Guto não acho bom, pois não ficaria bem para a imagem do clube. Também não gosto da ideia de eleições em cada fracasso. Imagina se vira moda.
Unanimidade
Pelo que soube não há uma unanimidade em antecipar as eleições. Uns aprovam, outros não. Márcio Picoli, candidato da situação, preferiria assumir somente em novembro. No entanto, Picoli disse ontem que não haveria problema nenhum em sentar na cadeira agora.
Ações judiciais
Muito se fala que o Clube Esportivo Aimoré tem um condomínio de dívidas e processos judiciais. Ontem, segundo Guto, que cuida de todos os processos, nessa atual gestão houve somente uma ação, que de acordo com ele está sendo negociada. As demais, que não passam de dez, ele comenta que são da gestão anterior, mas que também estão sendo administradas. Sobre a penhora das torres de iluminação o advogado não nega. Diz que é somente uma e não as quatro. Mas também está tomando todos os cuidados necessários.
Transparência
Conversei com advogado do clube ontem porque ouço muita gente falando muita coisa. Acho que quem não deve não teme. E se está tudo certo, porque ocultar os problemas? Transparência é muito melhor para o torcedor e comunidade entender como é difícil administrar esse enorme patrimônio que é o Aimoré. Quero agradecer ao Guto, porque todas minhas dúvidas foram esclarecidas. Acho que quem ganha é a torcida aimoresista.
Revolta
Essa semana deu para sentir o tamanho da revolta dos torcedores aimoresistas. Todos estão frustrados com mais uma desclassificação. O que acontece poucos sabem dizer, afinal o torcedor não quer saber por que deu errado, e sim quando vai dar certo. Para eles fica o sentimento que o sonho de estar entre os grandes no Gauchão dificilmente se concretizará. A mania de negar a evidência acaba fazendo que a razão e tudo que pareça com ela afunde. A dúvida da torcida é se houve algo de bom neste primeiro semestre e se vai haver futebol no próximo.
É sub-17 e
não profissional
Nessa semana assisti ao primeiro tempo da categoria sub-17, do Aimoré, administrada pela GRA Sport, diante do Inter. Fiquei espantado. A começar pelo técnico Érico Roehe. Será que há necessidade do professor comandar uma categoria de base com um auxiliar nas cabines dizendo o que você deve ou não fazer? Me desculpa, mas acho um exagero. Afinal é a base e não o profissional, que particularmente também não gosto muito.
Violência
Sei que o gramado não estava propício para prática do futebol, mas os garotos podiam ter um pouco mais de senso esportivo. Vi cada jogada perigosa que até me assustei. Fiquei pensando que futebol é esse. As comissões técnicas de ambas equipes mais se preocuparam em reclamar com o trio de arbitragem do que jogar futebol. Espero ter sido um jogo isolado, que ainda possa ver a meninada do Índio em campo e falar desse ou daquele jogador, coisa que infelizmente não deu. Isso que só fiquei o primeiro tempo.
Não ajudou
Infelizmente o tempo também não ajudou os meninos do Nacional/SL a fazerem uma boa apresentação. Alias, acho que o time sentiu muita falta do lateral esquerdo Roger. Diante do Grêmio, quando ele saiu, a equipe caiu consideravelmente de produção. Na quarta-feira, foi a mesma coisa. Renan, que é um dos destaques, não rendeu.
Quicando a bola
Confraria Índia: Essa semana o presidente da Confraria Índia, Dagoberto Goulart, me disse que não concordava com que eu havia escrito na coluna da última quarta-feira. ‘‘A confraria que havia sido criada para unir, estava desunindo’’. Para Dago, ela continua com a mesma proposta do início. Unir e ajudar o Aimoré a chegar à Série A. Minha opinião continua sendo a mesma, mas respeito a opinião dele.
Arquibancada: Hoje o programa Arquibancada, que é transmitido pela ABC 900 AM, sai do estúdio e vai para o estádio Arthur Mesquita Dias, onde acontece durante todo sábado a festa da Camisa 12. Lá falaremos muito do futuro do rubro-negro neste segundo semestre. Também haverá representantes do Aimoré participando do programa.
Inter: Foi um jogo de estratégias iguais. Principalmente porque os dois times taticamente são muito parecidos. Em jogos equilibrados, o imponderável tem uma grande participação. O imponderável não torce nem é justo. Acontece. E quem sabe na Argentina aconteça algo de novo.
Sobre Dunga: As palavras de Dunga e também de Jorginho estão cada dia mais parecidas com as das pessoas conservadoras, patriotas e com as dos motivadores de autoajuda, com seus discursos repetitivos e óbvios, como se existisse uma regra, um perfil, um manual para ser vencedor. Como se esperava, Ronaldinho, Ganso e Neymar ficaram de fora. O Brasil já está definido, na estratégia, no esquema tático e praticamente na escalação. Existem grandes jogadores e grandes times, vencedores, com vários estilos. Há várias maneiras de ganhar e de perder. Prefiro a que dá também espetáculo. Futebol não é só resultado, como pensa Dunga. Palavras do mestre Tostão. Assino em baixo.
Bola cheia: Para o jogo entre Grêmio e Santos. Foi sensacional. Não é preciso ser gremista os santista para confirmar isso, pois acima de tudo está o futebol. Uma estranha magia que se impõe ao esporte. Para os tricolores a imortalidade voltou. Está na garra e determinação do volante Adilson, que pouco foi falado, mas para mim é uma das peças mais fundamentais deste time e, principalmente desta vitória épica. O jogo da volta não arrisco o resultado, mas também pouco importa. A promessa é de mais uma quarta-feira eletrizante.
Bola murcha: Para o Flamengo. Que coisa né. O mesmo time que foi campeão recentemente do Brasileiro está em ruínas. Com quase 80 mil pessoas no Maracanã o Mengão levou três. Será que alguém tem resposta para isso? Se tiver por favor o canal está aberto.
Lissandra Mendonça
11 maio, 2010
Sem novidades
Nenhuma surpresa na convocação da nossa seleção brasileira. Houve muita frustração, mas isso sempre foi assim se tratando de seleção. Polêmica existe deste que me conheço por gente. O único detalhe é que nessa convocação há muitos jogadores da confiança do Dunga, na reserva dos seus times, principalmente no setor do meio campo. Mas não podemos esquecer que em 2006, após a eliminação, todos queriam um reformulação generalizada. Foi isso que o técnico fez. Gostaria de ver Ronaldinho, Neymar, Ganso e até mesmo Alexandre Pato, mas vou ser obrigado a me contentar com Gilberto Silva, Elano, Josué e Grafite. Fazer o que?
Planejamento
O presidente Sandro Borowski, do Aimoré, antes e depois do último compromisso do clube neste primeiro semestre, comentou as duras críticas que sofreu da imprensa sobre o tal de planejamento. Também já falou com tom de despedida, anunciando o seu possível sucessor ao cargo, Márcio Picoli. Na revista placar deste mês, o diretor de redação Sérgio Xavier Filho, que também é um dos repórteres esportivo mais conceituado no Brasil, publicou um artigo onde se refere ao técnico da seleção brasileira, Dunga. Acho que se encaixa direitinho no pronunciamento do Borowski e pode servir ao futuro presidente: O resultado é uma chaga. Incurável. Distorce os fatos, forja uma nova verdade. No futebol, o resultado é a bactéria que contamina a imprensa e o torcedor. Vitórias perdoam os erros e transformam a sorte do jogo em planejamento. Derrotas destroem boas idéias. Assim foi e assim será.
Fracasso
Portanto não tem jeito, é assim mesmo. O futebol não perdoa. Deu certo tu é rei. Não deu você leva a fama de fracassado. Com a chegada do Jairo, ano passado, combinado com a saída conturbada do técnico Maninho, as vitórias destorceram os erros. A direção deu carta branca ao treinador. Como já havia dado ao próprio Leco, que fazia o que queria e como queria. Abel chegou e foi mais ou menos a mesma coisa. Acredito que neste caso, as derrotas destruíram as boas ideias.
Vaidade
No Aimoré tem uma coisa que me surpreende. Que amor é esse que muitos falam que sente pelo clube, mas ficam todos torcendo para dar tudo errado? Quando o Gão deixou a presidência, foi uma festa. Lembro direitinho do discurso. ``Vamos dirigir com muitos braços''. Tudo bonitinho. Direção nova, cheia de ideia e vontade. O que vimos? Uma bagunça generalizada. Brigas internas e cada dia um nome pedia para sair ou era convidado a se retirar. O próprio presidente Schein, que havia sido aclamado por todos, recebeu cartão vermelho. A confraria que foi feita para unir, acabou desunindo.
Esperança
O nome do Márcio Picoli, por enquanto foi somente ele que se manifestou, traz nova esperança ao torcedor. Mas com ela uma carga grande de expectativa. Fiquei sabendo que vem gente nova por aí. Para trabalhar no futebol. Espero que ao contrário de tudo que houve na última eleição sirva de exemplo. Que os erros do passado possa servir de lição. Que o curso das águas consiga seguir tranquilamente até o seu final. E que o Aimoré não se torne uma bactéria crônica, onde entra ano e sai ano tudo volta a estaca zero.
Quicando a bola
1 milhão: Foi esse o valor estimado pelo diretor do Semae, e também conselheiro do Aimoré, Ronaldo Vieira, ao programa Arquibancada do último sábado, para o Aimoré conseguir tentar voltar a elite da Série A. Parece muito, mas divido por 12, e para um time de futebol, acho que não tem como fugir muito deste valor.Ajuda: Outro fato que Vieira e Marlus Bombassaro, que também estava no programa, lembraram é que já passou da hora do Aimoré caminhar com suas próprias pernas. Portanto não adianta haver candidatos com o mesmo pensamento: Precisa haver novidades.
Você sabia:
Justiça: Que o Sapucaiense tem até o final do ano para regularizar toda sua documentação, pois se não corre o risco de receber uma intervenção judicial?
Copinha: Que Ibanor Catto não garante o time na Copa FGF?
Neymar: Que o grupo Sonda pagou R$ 5 milhões para ter 40% dos direitos federativos do atleta?
Nike: Que Neymar recebe da Nike R$ 150 mil dólares anuais?
Presente: Que ao fazer 18 anos Neymar ganhou um volvo. E depois da Copa de 1958, a caloi deu um bicicleta ao Pelé?
Bola cheia: Para Ben Hur Pereira e Rodrigo Bandeira. Incrível né. Ambos passaram por aqui. Tanto no Aimoré como no Sapucaiense. Hoje, os dois garantiram os seus times na próxima fase da Segundona. Bandeira, no Riograndense, faz uma campanha de encher os olhos. Ano passado já havia repetido no Panambi. Ben Hur segue no Cruzeiro. Sempre diz que a convicção da diretoria dá tranquilidade a ele seguir o seu trabalho. Os resultados estão aí.
Bola Murcha: Para o técnico Jorge Fossati. Está conseguindo em tão pouco tempo no comando do Internacional despertar um sentimento muito complicado entra mídia e o próprio profissional. No domingo foi mais um dia de guerra entre ele e os jornalistas. Disse que não disse o que disse. Muricy que ganhou bem mais era mais ou menos assim. Nas vitórias tudo é lindo tudo é belo, mas nas derrotas...
Dividas
Hoje o que mais preocupa o torcedor aimoresista hoje não é as combinações dos jogos para que o Aimoré continue sonhando com a Série A. A grande maioria já jogou a toalha. A dúvida é como ficará o clube após o fim da Segundona Gaúcha. Não é segredo nenhum que para o segundo semestre o dinheiro público praticamente vira moeda. Porque tanto prefeitura como Semae aumentaram e adiantaram os valores das parcelas no inicio do ano.
Recapitular os valores
No dia 21 de janeiro, a prefeitura e o Semae, assinaram o contrato da verba de 2010. Foram R$ 360 mil, e havia ficado ssim:
Semae: Repassou R$ 200 mil. Eram 6 parcela de R$ 26 mil. Uma que foi depositada no dia da assinatura, e as outras 5 seriam nos meses subsequente até junho. De julho a outubro, seriam parcelas de R$ 8 mil. De novembro a dezembro, seriam depositado mais R$ 6 mil na conta. Portanto no segundo semestre sobrará apenas R$ 44 mil.
Prefeitura: Repassou R$ 160 mil. Dividido em 4 parcelas de R$ 40 mil. O primeiro deposita foi no dia 5 de fevereiro, os demais aconteceram nos dia 5/3, 5/4 e 5/5. Resumindo acabou o dinheiro da prefa. Na época o diretor do Semae, Ronaldo Vieira, comentou que eles entenderam que a principal competição era a Segundona, por isso a necessidade de mais dinheiro. Como seria administrado esses valores aí era uma resposabilidade da diretoria.
Quase unanimidade
Pelo que soube, na última reunião da diretoria, foi quase unanimidade entre os presentes, que a Copinha não seria viável para o Aimoré. E os números comprovam isso. O próprio presidente Sandro Borowski já falou que não há dinheiro em caixa para essa competição. Resta saber se eles estão contabilizando todas as rescisões e os impostos.
Bom e barato
Hoje a folha do pagamento do Aimoré já passa de R$ 50 mil. Na copinha segundo o presidente será dificil fazer um time com menos de 40 mil. Sérgio, Gustavo, Douglas, Everton, Julian, Jean, Gustavinho, Thailan, Tiago Selbach, Bruninho e Maicon. Ainda tem o zagueiro Ricardo, o PC, Sandro Fraga, e quem sabe até Gian. Tenho certeza que somando o salário desses todos não chega a R$ 10 mil mensais. Partindo do principio que sobrará R$ 44 do Semae, acho que seria possível ter uma base boa e fazer futebol o ano todo.
Márcio Picoli presidente
No momento, financeiramente, é a pessoa mais credenciada para o cargo. É um empresário bem sucedido e de boas relações. Mas pelo pouco que conheço do Márcio ele não estará disposto a descarregar dinheiro como faz com os seus ferros lá na Gerdau. Também está longe de ser um João Corrêa da Silveira. Uma coisa é abraçar a causa, outra, e bem diferente, é misturar as coisas.
Credenciado para o cargo
Muitos falam, e o presidente Sandro Borowski não nega, que o Márcio assumindo, ele estaria a dispocisão para quem sabe ser o seu vice de futebol. Acho que seria um erro. Não que o Sandro não tenha apreendido e não possa ajudar daqui para frente, mas ele próprio está muito desgastado perante o torcedor. Se der errado outra vez, será porque o clube mudou não mudando.
Foi outro time
Claro que jogar sem o peso do resultado é mais fácil. Quem já esteve lá dentro sabe disso. É dificil explicar, mas o pisicológico é tudo. Neizinho fez o que muitos defendiam. Jogando em um gramado com essas dimensões não dá para empilhar três zagueiros e três volantes.
Cada um na suaPC voltou a ser o Fofinho da várzea. Jogou sem o compromisso de marcar. Colocou a camisa 10 nas costas e se tranformou. Correu, chamou a responsabilidade e fez até um golaço. Acho até que foi sem querer, pois queria cruzar, mas foi bem. Fábio Wesley também. Jogo de meia e não na meia. O time não ficou distante. Um 4-2-2-2. Simples e sem invenção. O resultado foi os 4 a 2.
Bola cheia: Para a dupla Gre-Nal. O Grêmio tinha a missão mais fácil, pois vinha de vitória fora de casa. Mas mesmo assim não deu sorte para o azar e aplicou 2 a 0. Já o Inter, parecia que era mais dificil, mas também atropelou, o fraco time Argentino. Por mais que muitos falem que tanto o Santos, adversário do Grêmio, como o Estudiantes do Inter, tem mais times, acho que a dupla pode surpreender.
Bola murcha: Para Vanderlei Luxemburgo. Que novela fez esse treinador após a derrota. Acho que não foi para tudo isso. Sabia que o Santos era melhor e tirou todo o foco. Coisa de Luxemburgo.
