O Brasil venceu por 3 a 0 a Itália e despachou o time de Marcelo Lippi na Copa das Confederações. Era para ser díficil, mas a seleção de Dunga fez o serviço já no primeiro tempo. O técnico manteve o mesmo time que derrotou os Estados Unidos, com Maicon, Ramires e André Santos. Assim parece que ele começa a definir o time titular para a Copa de 2010 e também se firma na carreira de treinador, até então contestada pela imprensa Brasileira. Dentro do campo ficou comprovado que com Ramires o Brasil ganha mais poder ofensivo, pois além de Kaká, Robinho e Luís Fabiano (foto), o meia garante o elemento surpresa na zaga adversária. Assim o Brasil vai fazendo os testes necessários para garantir o título no torneio, que cá para nós não vale nada. O bom é ver que o grupo achou o caminho das vitórias e isso dá tranquilidade para todos trabalharem.
21 junho, 2009
Fácil até demais
Venceu e convenceu
A vitória de ontem, por 3 x 0 contra o Rio Grande, mostrou o porque o técnico Leco, do Aimoré, destaca tanto o elenco da equipe Índia. Que para muitos pode até não ser o melhor da segundona, mas vem mostrando a força de recuperação que os jogadores tem. Leco deu uma oxigenada no time principal, e conseguiu o resultado positivo. Isso nos mostra o quando ele tem o grupo na mão e o quando todos estão unidos. O treino de sexta foi mais uma dia para ver o ponto forte desta equipe, a união, falada várias vezes pelas atletas e ressaltada em todas extrevista pelo comandante.
20 junho, 2009
Coluna arquibancada do dia 20 de junho
A matemática dos gramados
Agora é assim. Além dos treinos táticos e físicos durante a semana, o grupo do Aimoré inclui mais uma disciplina no seu currículo diário, a matemática. Tudo porque os jogadores sabem que hoje, diante do Rio Grande, o resultado negativo da partida altera o produto final, que é seguir vivo na Segundona. E para isso não acontecer uns dos principais atletas da primeira fase, PC, (foto)precisa voltar a somar nesta matéria tão complicada, que é jogar futebol. Ele garante que esta semana deu para carregar as baterias e está confiante que no final do semestre todos terão nota máxima.
O que aconteceu com o PC da primeira fase?
É complicado falar, mas eu mesmo faço uma autocritica. Sei que nas duas últimas partidas fui mal, mas o excesso de jogos, quarta e domingo, atrapalhou um pouco. Senti falta de uma academia, coisa que deu para fazer esta semana. Também a obrigação de vencer complica o meu rendimento e o da equipe.
Você conversa com o preparador físico Felipe Azambuja sobre o seu rendimento em campo?
Claro, aliás, comentei com ele que estava sentindo a perna pesada, não estava legal. Ele diminuiu a carga e me disse que é assim mesmo, pois participo muito do jogo. Preciso apreender a me dosar um pouco, mas é minha característica, então é complicado mudar.
E o Leco, como é trabalhar com ele?
Ele é um cara muito transparente. Me ajuda muito. Quando precisa dizer algo chama você em um canto e fala, sem problema. Estou aprendendo muito com ele, até o fato de correr mais que a bola em alguns momentos ele se preocupa. Fala para eu correr certo e me dá toda tranquilidade para fazer o meu trabalho. É a confiança que um jogador necessita.
O que se apreende tendo no grupo jogadores experientes como Sandro, Bicudo e Edinho?
Os caras são muito família. E isso chama a atenção. Também são os mais dedicados nos treinos, nos obrigando a dar o máximo. Afinal, se eles fazem somos obrigado a fazer.
Você conhece bem o torcedor leopoldense, pois jogava na várzea. Para você ele decepciona no Aimoré?
O termômetro disso é a equipe em campo, se o time vai mal o torcedor não aparece e vice-versa. Acredito que hoje o nosso grupo está pagando pelos anos anteriores. O público que voltou ao estádio é porque está acreditando nestes jogadores e estamos fazendo de tudo para não desapontá-los.
E o futuro?
Tenho contrato com o Aimoré até o dia 5 de dezembro, mas não estou pensando no futuro ainda. Quero subir com o Aimoré, ser feliz profissionalmente, pois estou no meu melhor momento, tanto dentro como fora do campo. Minha esposa está grávida e me dá mais força para continuar trabalhando. Se der algo errado dentro dos campos, volto ao trabalho nas fábricas, não tenho medo disso. Futebol é o que me completa, mas agora tenho uma família e não posso errar.
Quicando a bola
Dupla Gre-Nal: Os otimistas acreditam que dá para reverter o placar diante do Corinthians. Os realistas ficam com um pé atrás. O certo é que será mais um jogão e a expectativa de quem levantará a taça continua aberta. Já o Grêmio vai aos trancos e barrancos. Enfrenta o Cruzeiro do capitão América Adílson. Por enquanto, a mística da camisa tricolor é a principal arma da equipe. Será outro grande confronto de dois clube em busca do tri da Libertadores.
18 junho, 2009
Com velocidade de Ramires
O Brasil goleou a seleção Americana. Dunga arrumou três boa dores de cabeça. Maicon, André Santos e Ramires. Eles aceleram a Seleção Brasileira. Maicon foi bem, mostrou que a vaga continua sendo sua ou que está na briga por ela. André Santos foi bem melhor que Cléber, participou mais do jogo e tem muita qualidade no ataque. Já Ramires foi o que todos esperavam. Deu ao time do Brasil mais rapidez no setor de meio campo. É um incasável, corre de um lado para o outro é um jogador versétil. Com ele no time, Kaká e Robinho pode ir melhor. Cabe saber se Dunga continua com está formação ou retorna com o time da estreia. É ou não é uma boa dor de cabeça?
Expectativa pela volta
Corinthians e Inter fizeram o que todos esperavam, um grande espetáculo. Venceu a equipe do técnico Mano Menezes, do Ronaldo (foto), que mais uma vez mostrou que gol é sua especialidade, venceu quem entrou em campo precisando da vitória. Mas se engana quem achava que o colorado ficaria atrás. O Inter foi para o ataque, foi um jogo aberto, de dois grandes times brasileiros. Felipe e Lauro foram os destaques, assim como Taison e Ronaldo. No jogo da volta a expectativa é ainda maior. Nos primeiros 90 minutos o coringão está na frente, mas ninguém se arrisca em dizer que ele já levantou a taça.
Aos trancos e barrancos
Grêmio segue na Libertadores e os velhos problemas também. Apesar do capitão Tcheco (foto) dizer que é injustiça da imprensa quando fala que o tricolor gaúcho vai mal, o time do técnico Autuori não agrada faz tempo. Aliás, ontem a vibração maior era bela derrota do arquival rival, Inter, que pelo desempenho da equipe em campo, que mais uma vez desepcionou.
17 junho, 2009
O verdão caiu
Desta vez nenhum santo entrou em campo. Nem Cleiton Xavier e muito menos Marcos. (foto) No final o goleiro até tentou marcar na área adversária, mas ficou só na tentativa. O Nacional afança e o Palmeiras de Vanderlei Luxemburgo trás na bagagem a desclassificação na Libertadores. Assim uma final com dois times do Brasil está descartada.
Nas mãos de um gaúcho
Independente do campeão, Inter ou Corinthians, o título será pela oitava vez em 21 edições de um treinador gaúcho. Tite (foto), que já ganhou o torneio em 2001, pelo Grêmio, justamente contra o coringão, tem chance de ser bicampeão e se aproximar do recordista, Luiz Felipe Scolari, que já ganhou três vezes a Copa. Outros campeões foram Claúdio Duarte, 89 com o Grêmio, Valmir Louruz, 99 com Juventude, e Renato Gaucho em 2007 com o Fluminense.
Aimoré no sábado
Atenção torcedor, a partida entre Aimoré e Rio Grande, prevista para domingo, foi antecipada para sábado, no mesmo horário, 15 horas. Assim o técnico Leco perde um dia de trabalho. E com isso também muda toda a logistica do clube, que provavelmente viaja um dia antes para a região Sul do Estado. Pelo que ouvi o time não muda muito, Bicudo, capitão da equipe Índia, provalvelmente volta a equipe, mas talvez o zagueiro Júnior permaneça no time. Seria uma mudança tática do técnico, sai o 4-4-2 e entra o 3-5-2. Prudente para um time que não pode pensar em perder.
Coluna arquibancada do dia 13 de junho
Mais organizado
Foi um vitória com cara de Segundona, com gol chorado de um Marcelo Buda que entrou vaiado por alguns torcedores. Foi um Aimoré diferente taticamente. Leco proporcionou isso. Fez três alterações que deram resultado. Deixou sua equipe mais organizada dentro de campo. Juaro, no lugar de Maicon, deu mais qualidade ao passe. John, ao invés de Beto, foi para dar opção pela esquerda, para uma bola mais longa, para não ocupar o espaço do PC, que foi muito mal. E Alan no lugar de Marcelo Buda que prendeu mais os zagueiros adversários. Enfim, dentro de campo o time era outro, mas os velhos problemas de passes errados insistem em permanecer.
Falta vibração
No jogo de domingo dois fatos chamaram a atenção. A equipe índia se tornou muito individualista. Cada um tentando resolver as coisas da sua maneira. Tenho certeza que este fato é em prol do time, mas ao invés de ajudar está atrapalhando. Outro é a falta de vibração da equipe. Aí entra a direção, entra o torcedor e principalmente os jogadores. É uma Segundona, é para ser uma guerra, no bom sentido da palavra. É matar ou morrer. Mas não se vê isso. Nas fotos parece que só tem uma pessoa dentro do contexto da Série B, o técnico Leco. Os outros tiveram rompantes particulares, de momento. Ficam as imagens, mas precisa mudar a postura.
Quicando a bola
Excursão: No primeiro tempo parecia que o Brasil estava passeando pelas múmias do Egito, mas na segunda etapa elas ressurgiram dos sarcófagos e deram um nó nos embalsamados defensores brasileiros. Valeu pela vitória, mas que as pirâmides do Dunga estremeceram, isso pode ter certeza!
16 junho, 2009
Dia do sofá
Colorados
Coluna arquibancada do dia 9 de junho
Sem dinheiro, sem futebol
Muito se cobra do Aimoré, ou melhor da direção, reforços para tentar alcançar o seu principal objetivo, que com a derrota para o Brasil-Far na quinta-feira ficou cada vez mais complicado. Mas a realidade do nosso futebol continua difícil para não falarmos impossível.
Contramão
Esta semana, na contramão a tudo isso, acompanhamos a fortuna oferecida a Kaká, Cristiano Ronaldo e até mesmo ao nosso Felipão, o mundo irreal que é essa paixão chamada futebol. O quanto esses bilionários de plantão desafiam as cifras, sendo capaz de misturar amor e negócio ao mesmo tempo.
Triste realidade
Infelizmente a nossa realidade é outra. A situação piora a cada competição e os investidores se tornaram cada vez mais escassos. As dívidas crescem e os presidentes se vêm encurralados em um beco sem saída. No dia-a-dia do clube, os cobradores não param de bater na porta. São cobranças recentes e também antigas. Na quarta-feira, para se ter uma ideia, o presidente do Conselho Deliberativo do Inter-SM, Régis Cassol, divulgou o tamanho da sua dívida: R$ 260 mil, sendo que R$ 130 mil dizem respeito à folha de pagamento ainda do Gauchão 2009.
Esperança
O Sapucaiense tenta, com um conselho gestor, ressurgir das cinzas, pois também corre atrás do prejuízo. Enfim, aqui neste mundo real, estão todos no mesmo barco e em busca de um milagre. Leco quem diga, pois agora vai precisar de um para tentar sair desta situação. Sem dinheiro para contratar um Ronaldinho, como brincou, vai tentando achar a solução em seu grupo, mas talvez nunca encontre e o sonho se torne cada dia mais distante.
10 junho, 2009
O valor do investimento
Muito se fala em investimento no futebol, alguns clubes preferem jovens promissores outros apostam na experiência. A história da segundona mostra que panela velha é quem dá lucros bons e possibilidade de subir para Série A. Dois artilheiros que estavam sob suspeita embalaram de vez nesta 2ª fase e confirmam isso. Giancarlo pelo Glória e Adão, pelo Porto Alegre. Giancarlo matou o Aimoré, vez o gol da vitória e o sexto dele na competição, já Adão fez gols nas três últimas rodadas, contra o Cerâmica, frente ao Lajeadense, e no empate com o Guarany em Bagé. Podem falar o que quiser, mas para subir tem que ter centroavante matador. Aquele que conheça os atalhos. Sempre foi assim, pois é nestas horas que aparecem Adão, Giancarlo, Sotilli, Catatau...esses não fogem da peleia!
09 junho, 2009
Dinheiro ou desafio
E o Felipão em!!!! Será pelo dinheiro, que não é pouco, ou desafio, como ele diz? Depois do Chelsea, da Inglaterra ir parar no Bunyoldkor, do Usbequistão. É brabo. Ele foi contratdo por 18 meses e se diz convencido pelo projeto do clube. Lá ele vai disputar além da Liga Nacional, a Copa Asiática. Agora me diz: é ou não é uma boa grana que ele vai levar? Ah, não falei em valores, mas pode ter certeza, é muito, mais muito dinheiro, pois o gringo não brinca com essas coisa.
É ele ou não é?????
Eis a questão. Leco acho que sim, a direção segue em cima do muro. O grande problema é o investimento, o Aimoré não tem mais dinheiro, mas também corre o risco de não se classificar. Dois fatos também se soma a insegurança da direção: Primeiro porque as últimas contratações parece que não foi suficiente. Segundo porque não há ninguém disponível no mercado, para a posição, e aí os olhos retornam para Rodrigo Galvão, que está treinando com o grupo (foto). O torcedor fica na expecativa, e pelo que ouvi não é boa.
Técnico novo
Com a derrota para o Panambi, o Brasil de Farroupilha demitiu o técnico Nairo Pivatto. Assumiu Celso Freitas. Talvez o Aimoré, que enfrenta a equipe da Serra na quinta-feira, às 15 horas, poderá tirar algum proveito disso. O Índio capilé precisa vencer o time da casa para continuar na briga. Me parece que Leco não muda o jeito de jogar da sua equipe e muito menos o grupo que inicia a partida. O técnico leopoldense continua acreditando na sequência de jogos e também na recuperação de Beto, que até agora é uma interrogação. Pode até dar certo, mas na situação que o clube vive hoje pode ser um tiro no pé. E ver para crer.
Coluna arquibancada do dia 9 de julho
Derrota, mas para o 100% Glória
O confronto prometia, esperava-se um jogão de bola entre Aimoré e Glória. Não foi bom de se ver e piorou com a derrota do Índio. Venceu o time que tem um matador, Jeancarlo, que marcou o sexto gol vestindo a camisa da equipe de Vacaria. Leco já dizia que a partida seria daquele time que errasse menos. Eu acrescentaria mais: Bagé, técnico do Glória, soube neutralizar os articuladores da equipe leopoldense. PC, Beto e Edinho encontraram muitas dificuldades. Já havia sido assim contra o Flamengo do Alegrete, mas naquela ocasião o comandante rubro-negro deu uma forcinha quando tirou Itamar, jogador que infernizou no meio-campo.
Soluções
Ainda fica a sensação que falta alguma coisa no Aimoré, mas também está claro que o grupo se tornou dependente demais do PC. Se ele vai mal, o time todo é comprometido. Beto, que também poderia fazer a diferença, por outro lado segue devendo e isso também atrapalha. Deixa o técnico pendurado, na expectativa de que a qualquer momento ele poderá decidir, coisa que não ocorre. Enfim, não está nada perdido, mas a situação não é nada confortável, já que o Panambi venceu e assume a segunda colocação.
Sandro: Mais uma vez foi uma muralha e isso mostra algumas falhas no setor defensivo. O gol foi mérito do atacante Jeancarlo.
Maicon: Esteve bem, aliás, está mais participativo e melhorou bastante o seu passe.
Bicudo e Ricardo: Pela primeira vez estavam batendo cabeça. Se via isso, logo no início, pois Bicudo reclamava muito do posicionamento do companheiro. Ficava a sensação que os dois estavam em dúvida de quem marcaria o centroavante do Glória. O gol de Jeancarlo foi exatamente por isso. Ele cabeceou sozinho. Justamente na principal jogada adversária e treinada pelo treinador Leco.
Dudu: Não comprometeu, só saiu para Leco tentar reverter o placar.
Longaray: O mesmo guerreiro de sempre. Tinha a missão de não deixar Marcelo Jacaré jogar. Acho que a única vez que bobeou, o atacante de vacaria botou a bola na trave. Mas foi só o que Jacaré fez.
Edinho: Ele mesmo disse que estava difícil de jogar. Mas diante da má atuação do PC e a péssima de Beto, ele tentou ditar o ritmo para o Aimoré e ficou na tentativa.
Beto: É a aposta do técnico Leco, mas eu infelizmente não acredito.
Buda: Um incansável, mas sai muito da área e isso é ruim para a equipe.
Flaviano: Acho que ele e o Buda têm o futebol muito parecido. Só estão jogando junto por falta de uma terceira opção.
John: Entrou bem, mas não foi suficiente para o Aimoré empatar.
Lucas Bananinha: Espero um pouco mais dele, conheço seu futebol e mesmo entrando no meio da partida precisa ser o Bananinha dos nossos campos.
Alan: Teve mais vontade que juízo. Foi expulso, mas não dá para condenar, pois já deu para sentir que é daqueles jogadores que brigam até a morte.
Leco: Desta vez o Bagé levou a melhor. O comandante da equipe de Vacaria trabalhou muito o detalhe, falado por Leco. Resolveu o jogo na sua principal caraterística: bola parada. O pior é que Leco subiu a Serra na quinta-feira para ver e trabalhar as carências da equipe adversária. Mas, Leco, experiente como é, sabe tirar proveito de uma derrota e o torcedor pode ter certeza: ela servirá para as próximas partidas.
Quicando a bola
Rodrigo Galvão: É este o nome que Leco se referia quando falou em reforços imediatos. Ele já está treinando com o grupo e foi pauta da reunião de ontem à noite. É uma aposta e é a única até agora.
07 junho, 2009
Coluna arquibancada do dia 6 de junho
O curinga do vizinho
Quando foi anunciada sua contratação muita gente ficou com o pé atrás. Primeiro, por achar que a carência do time aimoresista não era esta. Segundo, por ele defender as cores do rival Sapucaiense. Mas John não se intimidou. É profissional e como qualquer outra profissão precisa trabalhar, apesar de ter contrato com o rubro-negro até novembro. Na quarta-feira, diante do Flamengo do Alegrete, entrou e fez um golaço de perna esquerda, que é sua especialidade. Está longe de ser aquele John que vimos jogar no Ipiranga de Sarandi. Lá jogava mais solto, agora se tornou um homem de esquema, pois pode jogar na lateral, como um segundo volante pela esquerda e também mais à frente. Enfim, tornou-se um curinga na manga dos técnicos. O bom é que Leco sabe disso.
Como você veio parar no Aimoré?
Fui indicado por um rapaz, conhecido meu, lá de Pelotas. Parece que o Leco conversou com Ben-Hur e Círio Quadros sobre minhas características e acabei vindo para cá. Também pela proximidade da cidade, pois ainda tenho contrato com o Sapucaiense.
Como foi a recepção do grupo e do torcedor aimoresista com sua chegada no Cristo Rei?
Foi tranquilo. O grupo é muito unido, as coisas também estão bem, não há nenhum problema extracampo e isso ajuda muito. Também sou daqueles que trabalha quieto, vou criando o meu espaço sem fazer muito barulho, mas é minha característica.
Qual a diferença do grupo daqui para o último do Sapucaiense?
São situações diferentes. O grupo do Sapucaiense era muito bom, mas acho que a situação financeira complicou o trabalho dentro de campo. É muito difícil no futebol separar essas coisas. Todos precisam trabalhar, mas também todos precisam receber. Lá o Chico era muito sozinho. Por ser ano eleitoral, acho que atrapalhou um pouco.
Por que o John que vimos jogar no Ipiranga de Sarandi é tão diferente hoje?
Lá eu tinha total liberdade, não precisava marcar, minha tarefa era fazer a bola andar. Mas quando cheguei no Sapucaiense, o Círio Quadros me deu outras funções e isso também é importante para o jogador. Me tornou um marcador, fui para lateral, joguei como segundo homem do meio-campo e também articulador em determinados momentos e isso me tornou um atleta mais completo e competitivo.
E como é o trabalho do Leco?
É uma cara gente boa, de coração grande. Tem o grupo na mão e isso é muito importante. Quando cheguei me deu tranquilidade para trabalhar e é isso que estou fazendo.
Com sua experiência, apesar dos 25 anos, mas por ter feito parte de um grupo que sagrou-se Campeão da Copa do Brasil de 2004 pelo Santo André, qual a chance do Aimoré retornar à elite?
A chance é boa, pois o grupo é muito bom, mas nada é fácil. Se o torcedor que vem ao campo acha que vai ser barbada, pode esquecer, pois não vai. Tem Pelotas, Glória e Porto Alegre, que são considerados fortes, mas também tem um Panambi, que é complicado, e o Flamengo que ninguém conhecia e mostrou que de bobo não tem nada. O que posso dizer é que dentro de campo o Aimoré não fica atrás de ninguém, mas é preciso trabalhar forte e sério.
Quicando a bola
Itamar: Um jogador bem conhecido nosso, pois seus familiares são do bairro Feitoria. Foi o principal destaque do jogo entre Aimoré e Flamengo do Alegrete. A vitória do Índio também contou com a ajuda do técnico adversário, pois tirou o leopoldense que estava ditando o jogo do rubro-negro.
Torcida: Quarta-feira até havia desculpa, pois o frio era de lascar, mas amanhã não há desculpa. É um bom horário, 15 horas, e um ótimo jogo. O Glória é cadidatíssimo para subir à Série A.


