07 junho, 2009

Coluna arquibancada do dia 6 de junho

O curinga do vizinho
Quando foi anunciada sua contratação muita gente ficou com o pé atrás. Primeiro, por achar que a carência do time aimoresista não era esta. Segundo, por ele defender as cores do rival Sapucaiense. Mas John não se intimidou. É profissional e como qualquer outra profissão precisa trabalhar, apesar de ter contrato com o rubro-negro até novembro. Na quarta-feira, diante do Flamengo do Alegrete, entrou e fez um golaço de perna esquerda, que é sua especialidade. Está longe de ser aquele John que vimos jogar no Ipiranga de Sarandi. Lá jogava mais solto, agora se tornou um homem de esquema, pois pode jogar na lateral, como um segundo volante pela esquerda e também mais à frente. Enfim, tornou-se um curinga na manga dos técnicos. O bom é que Leco sabe disso.

Como você veio parar no Aimoré?
Fui indicado por um rapaz, conhecido meu, lá de Pelotas. Parece que o Leco conversou com Ben-Hur e Círio Quadros sobre minhas características e acabei vindo para cá. Também pela proximidade da cidade, pois ainda tenho contrato com o Sapucaiense.
Como foi a recepção do grupo e do torcedor aimoresista com sua chegada no Cristo Rei?
Foi tranquilo. O grupo é muito unido, as coisas também estão bem, não há nenhum problema extracampo e isso ajuda muito. Também sou daqueles que trabalha quieto, vou criando o meu espaço sem fazer muito barulho, mas é minha característica.

Qual a diferença do grupo daqui para o último do Sapucaiense?
São situações diferentes. O grupo do Sapucaiense era muito bom, mas acho que a situação financeira complicou o trabalho dentro de campo. É muito difícil no futebol separar essas coisas. Todos precisam trabalhar, mas também todos precisam receber. Lá o Chico era muito sozinho. Por ser ano eleitoral, acho que atrapalhou um pouco.

Por que o John que vimos jogar no Ipiranga de Sarandi é tão diferente hoje?
Lá eu tinha total liberdade, não precisava marcar, minha tarefa era fazer a bola andar. Mas quando cheguei no Sapucaiense, o Círio Quadros me deu outras funções e isso também é importante para o jogador. Me tornou um marcador, fui para lateral, joguei como segundo homem do meio-campo e também articulador em determinados momentos e isso me tornou um atleta mais completo e competitivo.

E como é o trabalho do Leco?
É uma cara gente boa, de coração grande. Tem o grupo na mão e isso é muito importante. Quando cheguei me deu tranquilidade para trabalhar e é isso que estou fazendo.

Com sua experiência, apesar dos 25 anos, mas por ter feito parte de um grupo que sagrou-se Campeão da Copa do Brasil de 2004 pelo Santo André, qual a chance do Aimoré retornar à elite?
A chance é boa, pois o grupo é muito bom, mas nada é fácil. Se o torcedor que vem ao campo acha que vai ser barbada, pode esquecer, pois não vai. Tem Pelotas, Glória e Porto Alegre, que são considerados fortes, mas também tem um Panambi, que é complicado, e o Flamengo que ninguém conhecia e mostrou que de bobo não tem nada. O que posso dizer é que dentro de campo o Aimoré não fica atrás de ninguém, mas é preciso trabalhar forte e sério.

Quicando a bola
Itamar: Um jogador bem conhecido nosso, pois seus familiares são do bairro Feitoria. Foi o principal destaque do jogo entre Aimoré e Flamengo do Alegrete. A vitória do Índio também contou com a ajuda do técnico adversário, pois tirou o leopoldense que estava ditando o jogo do rubro-negro.
Torcida: Quarta-feira até havia desculpa, pois o frio era de lascar, mas amanhã não há desculpa. É um bom horário, 15 horas, e um ótimo jogo. O Glória é cadidatíssimo para subir à Série A.

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