20 junho, 2009

Coluna arquibancada do dia 20 de junho

A matemática dos gramados
Agora é assim. Além dos treinos táticos e físicos durante a semana, o grupo do Aimoré inclui mais uma disciplina no seu currículo diário, a matemática. Tudo porque os jogadores sabem que hoje, diante do Rio Grande, o resultado negativo da partida altera o produto final, que é seguir vivo na Segundona. E para isso não acontecer uns dos principais atletas da primeira fase, PC, (foto)precisa voltar a somar nesta matéria tão complicada, que é jogar futebol. Ele garante que esta semana deu para carregar as baterias e está confiante que no final do semestre todos terão nota máxima.


O que aconteceu com o PC da primeira fase?
É complicado falar, mas eu mesmo faço uma autocritica. Sei que nas duas últimas partidas fui mal, mas o excesso de jogos, quarta e domingo, atrapalhou um pouco. Senti falta de uma academia, coisa que deu para fazer esta semana. Também a obrigação de vencer complica o meu rendimento e o da equipe.

Você conversa com o preparador físico Felipe Azambuja sobre o seu rendimento em campo?
Claro, aliás, comentei com ele que estava sentindo a perna pesada, não estava legal. Ele diminuiu a carga e me disse que é assim mesmo, pois participo muito do jogo. Preciso apreender a me dosar um pouco, mas é minha característica, então é complicado mudar.

E o Leco, como é trabalhar com ele?
Ele é um cara muito transparente. Me ajuda muito. Quando precisa dizer algo chama você em um canto e fala, sem problema. Estou aprendendo muito com ele, até o fato de correr mais que a bola em alguns momentos ele se preocupa. Fala para eu correr certo e me dá toda tranquilidade para fazer o meu trabalho. É a confiança que um jogador necessita.

O que se apreende tendo no grupo jogadores experientes como Sandro, Bicudo e Edinho?
Os caras são muito família. E isso chama a atenção. Também são os mais dedicados nos treinos, nos obrigando a dar o máximo. Afinal, se eles fazem somos obrigado a fazer.

Você conhece bem o torcedor leopoldense, pois jogava na várzea. Para você ele decepciona no Aimoré?
O termômetro disso é a equipe em campo, se o time vai mal o torcedor não aparece e vice-versa. Acredito que hoje o nosso grupo está pagando pelos anos anteriores. O público que voltou ao estádio é porque está acreditando nestes jogadores e estamos fazendo de tudo para não desapontá-los.

E o futuro?
Tenho contrato com o Aimoré até o dia 5 de dezembro, mas não estou pensando no futuro ainda. Quero subir com o Aimoré, ser feliz profissionalmente, pois estou no meu melhor momento, tanto dentro como fora do campo. Minha esposa está grávida e me dá mais força para continuar trabalhando. Se der algo errado dentro dos campos, volto ao trabalho nas fábricas, não tenho medo disso. Futebol é o que me completa, mas agora tenho uma família e não posso errar.

Quicando a bola
Dupla Gre-Nal: Os otimistas acreditam que dá para reverter o placar diante do Corinthians. Os realistas ficam com um pé atrás. O certo é que será mais um jogão e a expectativa de quem levantará a taça continua aberta. Já o Grêmio vai aos trancos e barrancos. Enfrenta o Cruzeiro do capitão América Adílson. Por enquanto, a mística da camisa tricolor é a principal arma da equipe. Será outro grande confronto de dois clube em busca do tri da Libertadores.

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