Não havia feito nenhum comentário sobre a Copa, até porque para mim é nesse momento que começa verdadeiramente a Copa do Mundo. No primeiro jogo deste mata ou morre deu Uruguai. Não jogou aquele futebol convincente da primeira fase, aliás, para sermos justo a Coreia do Sul teve muito mais vontade de ganhar que propriamente a equipe anilada. Mas é Uruguai, um País que fez história no passado e que parece estar ressurgindo das cinzas após muitos anos. Seu próximo adversário sai de Gana e EUA, nenhuma seleção tradicional, apesar dos americanos estarem jogando um futebol redondinho. Enfim, os sulamericanos estão em alta, vamos acompanhar o segundo confronto do sábado para ver quem passa.
26 junho, 2010
Deu Uruguai
Ex-jogador do Aimoré vai jogar em Portugal
São Leopoldo - O jogador Lucas Espídola, 20 anos, ex-Aimoré, Grêmio, Juventude e Metropolitano, defenderá as cores do Futebol Clube Paços de Ferreira em Portugal. Time da primeira divisão que na temporada 2009/2010 ficou na 10ª colocação no Campeonato Português e na Taça Portugal perdeu o título para o Porto. Morador do bairro Rio Branco, o jovem que praticamente cresceu jogando no Grêmio Futebool Portoalegrense, ao lado de Douglas Costa, se diz ansioso mais preparador para a grande oportunidade da sua vida.
Sexto brasileiro no grupo
O mais novo de uma família de quatros filhos, o atacante Lucas se diz mais maduro e pronto para encarar esse nosso desafio. No time português ele será o sexto jogador brasileiro a fazer parte do elenco. O ex-jogador do Aimoré, na Segundona deste ano, foi por meio do meu empresário César Botega (o mesmo de Douglas Costa). Do jogadores que atuam no clube português, o leopoldense conhece apenas Bruno de Paula, pois atuaram junto nas categorias de base do tricolor gaúcho.
VS - Quando tempo ficará por lá?
Lucas - Segundo o meu empresário o contrato é de um ano.
VS - Quando viaja?
Lucas - Hoje (ontem), o pessoal encaminhou meu passaporte e compraram as passagens, viajo no dia 5 de julho.
VS - É a primeira vez que sai para fora do País? E como está se sentindo?
Lucas - Será sim a primeira vez. Estou ansioso, mas tranquilho.
VS - Vai morar onde?
Lucas - Ficarei em um apartamento, mas ainda devo conversar com o pessoal do clube e meu empresário.
VS - Por que não deu certo no Grêmio?
Lucas - O extra-campo me atrapalhou muito. Praticamente me criei no Olímpico.Estou lá deste os 9 anos. Não fiquei o tempo todo, mas cada vez que sai o pessoal me buscava para voltar.
VS - O que houve no Aimoré?
Lucas - O mesmo problema. Estava parado e o pessoal me convidou para jogar ali. Abel deixou claro, pois já me conhecia, se houvesse problema me mandaria embora. Aí em um treino me desentendi com um guri do juvenil, ele não gostou e me dispensou.
VS - E agora em Portugal? Conseguirá se manter na linha?
Lucas - Resolvi mudar. É uma grande oportunidade e não quero perder.
VS - Algum clube pode lucrar com sua ida para fora?
Lucas - Não porque estava sem clube. Ganhei passe livre. Quem tem direito é os meus empresários.
Sem futebol
Mais uma fez São Leopoldo não terá futebol profissional no segundo semestre. Ainda não sei se é uma pena ou uma perda, mas se não há dinheiro não há muito que fazer. O negócio agora é tentar colocar o trem nos trilhos. Se é que um dia alguém conseguirá esse feito.
Tarefa complicada
O Cruzeiro de Porto Alegre peleou durante 32 anos. Lajeandense ficou 12 anos na Segundona Gaúcha. Dois exemplos recente que comprovam que a tarefa não é fácil. Se fizermos um pouquinho mais de esforço podemos lembrar do Pelotas, que subiu em 2009, mas peleou durante sete anos. Futebol, dinheiro, competência, planejamento e muita sorte são os ingredientes que tão certo para atingir o seu objetivo. Por enquanto no Monumental Cristo Rei tudo isso ainda está muito distante.
A chapa esquentou
A entrevista com Márcio Picoli causou alvoroço na aldeia. Não sei porque me surpreendo com isso, mas parece que seu nome deixou de ser unanimidade após ela. Até outra chapa já foi mensionada. Com Paulo Xis de presidente. Os números de votos entre os conselheiros estão sendo contabilizados. Será que é a revolta dos esquecidos?
Fala de presidente
Muita gente achou que o Márcio já falou como presidente, coisa que ainda não é, portanto se quer deveria ter dado a entrevista. Mas as pessoas esquecem ou não sabem, que ele é da situação, com dá a entender que ele tem o aval da atual presidência, que aliás, no dia da entrevista, um dos presidentes estava no estádio e sabendo de tudo. Então minha gente, deixamos a hipocricia de lado. Esse pode ser um dos motivos pelo qual o Aimoré não engrena.
No vizinho
Em Sapucaia do Sul a expectativa ainda é grande. O prazo dado pela federação para confirmar participação na Copinha se encerra na próxima terça-feira, dia 29, apesar deles sempre darem mais um tempinho além do anunciado. Diferente que no Aimoré, no rubro-negro as coisas parecem ser mais práticas. E é claro menos tumultuadas. Pelo que sei não existe disputada de beleza, pode até haver outras, mas desse mal o Sapucaiense não sofre.
Desemprego
Conversando com Arlênio Silva, vice de futebol do Sapucaiense, ele tocou em um ponto importante. O Aimoré não disputando a Copa da Federação é ruim também em outro aspecto. Vai haver mais jogadores desembregado na região. Confesso que não havia me dado conta disso, mas Arlênio tem toda razão. Os diferenciados provavelmente estarão empregados, já os carregadores de piano, devem ficar de fora. Ruim para a classe.
Ajuda em boa hora
Preciso agradecer o secretário de esporte de São Leopoldo Ademir de Césaro. Essa semana de um exemplo de como resolver um problema sem toda aquela burocracia. O pessoal do Clube do Boxe Universal, da Vila Paim, não tinha mais local para treinar. No inicio do ano o projeto contava com 45 meninos, hoje restam apenas 15. A tendência era diminuir cada vez mais, mas com essa ajuda acho que a entidade, do meu amigo Tiago Silva, ganha uma sobrevida. Parabéns secretário, as vezes não dá para fazer tudo, mas quando se tem vontade muitas coisas podem ser feitas.
24 junho, 2010
Aimoré antecipa eleições, mas está fora da Copa FGF
São Leopoldo - O Clube Esportivo Aimoré havia anunciado na semana passada que anteciparia as eleições para presidente. Com isso, a expectativa de haver futebol no próximo semestre aumentou bastante entre os torcedores. No entanto, ontem, o único candidato a presidente, Márcio Picoli, afirmou que o Aimoré não disputará a Copa da Federação, a Copinha, no segundo semestre. Ele diz que a ideia é estruturar o clube e em outubro começar a pensar nos nomes que trabalharão no futebol na sua gestão. A data da pleito para nova diretoria ainda não está definida.
Entrevista/Márcio Picoli
Aos 37 anos, o morador do bairro Independência quer colocar o Aimoré entre os grandes do futebol gaúcho. Aposta no seu sucesso profissional e no bom relacionamentos com os empresários da cidade para aproximar clube e comunidade.
Jornal VS - Ainda quando era diretor de patrimônio você havia dito que não seria o próximo presidente. O que o fez mudar de ideia?
Márcio Picoli - Quando o Sandro Borowski convidou, a ideia era ajudar. Não queria saber do futebol, somente do patrimônio. Mas com o passar do tempo fui me envolvendo cada vez mais. Hoje, o meu nome surge por dois motivos: para dar continuidade a esse trabalho que começamos e também porque não há outro nome.
VS - A antecipação das eleições dava a entender que haveria futebol no segundo semestre, tanto que a expectativa em torno do seu nome era essa. O que houve?
Picoli - Minha vontade é fazer, mas não temos dinheiro. Tentamos algumas parcerias, mas não deram certo.
VS - O que o clube fará neste segundo semestre?
Picoli - Daremos continuidade às obras. Queremos deixar tudo pronto para em 2011 nos dedicarmos somente para o profissional.
VS - E o futebol?
Picoli - Trabalharemos a base. Não é o que todos falam? Começamos com as escolinhas. Depois será o juniores, assim plantaremos e deveremos colher em um futuro próximo.
VS - Mas e dinheiro para isso? Quem ajudará um time que não tem futebol profissional?
Picoli - Temos parceiros. Existem empresas que ajudam com R$ 1 a 1,5 mil por mês. Para fazer futebol profissional não dá, mas com esse dinheiro conseguimos colocar a casa em ordem.
VS - A GRA Sport continua?
Picoli - Continua. Por meio dela vários empresários frequentam o Aimoré.
VS - Como está o problema com o pessoal que administra o restaurante?
Picoli - Está com o nosso jurídico. Tentamos negociar mas não deu. Então ficou por conta do Guto (Luís Augusto Luz, advogado do clube).
VS - Sandro Borowski terá uma função na sua gestão?
Picoli - Preciso deixar claro que estou aqui por causa dele. Foi o Sandro que me trouxe. Portanto, se ele quiser, terá lugar. Não sei onde. Aliás, parece que existe uma proposta profissional para ele e ainda não conversamos sobre isso.
VS - E o supervisor de futebol Luís Fernando Bavaresco. Ele continua?
Picoli - Também continua. Está fazendo um estágio no Goiás e devo contar com ele.
VS - Quais seriam os outros nomes para o futebol?
Picoli - Vou pensar nisso somente a partir de outubro. Vou estar fazendo contato, mas só divulgarei quando estiver tudo acertado.
VS - Fala-se em uma possível troca de estádio. Qual sua opinião?
Picoli - Não gosto muito de falar nisso. Se houvesse uma empresa que viabilizasse um arena para nós, em um lugar de fácil acesso, quem sabe. Seriam menos gastos, mas por enquanto prefiro trabalhar com fatos e não com boatos.
VS - A última gestão foi marcada por brigas. Como lidar com as diferenças?
Picoli - Só trazendo gente da sua inteira confiança. É o que eu estou fazendo. Na gestão passada, nem eu fazia parte e acabei entrando no meio do caminho.
VS - Como dividirá sua vida profissional com o presidência do clube?
Picoli - É simples. Colocarei pessoas capacitadas em cada área. Minha ideia é vir para o clube uma vez por dia. Quem quiser falar comigo deverá agendar. Claro, se for algo importante não há problema, mas é assim que quero dividir as duas coisas.
VS - Como você lida com as críticas da imprensa e torcedores?
Picoli - Sou uma pessoa tranquila. Sempre trabalhei. Minha intenção é colocar o Aimoré de volta entre os grande. É difícil, pois se fosse fácil, o Glória, Brasil de Farroupilha e outros clubes com poder aquisitivo maior já estariam entre eles. O Cruzeiro levou 32 anos, o Lajeadense 12. Agora conseguiram. Então, é trabalhar sério e com transparência.
22 junho, 2010
Cruzeiro e Lajeadense decidem o título da Série B
Porto Alegre - Depois da vitória de sábado por 3 a 1 diante do Cruzeiro, que já havia confirmado o acesso antecipadamente para Série A de 2011, o Lajeadense, após 12 anos, é a segunda equipe a carimbar o seu passaporte para estar entre os grandes no ano do seu centenário. E hoje, em Porto Alegre, a partir das 15 horas, as duas equipes se enfrentam mais uma fez, na melhor de dois jogos, para saber com quem ficará a taça de campeão da Segundona Gaúcha de 2010. A partida ocorre no Estádio Estrelão e no sábado ocorre o jog da volta, em Lajeado. Brasil de Farroupilha, que venceu seu último jogo diante do São Paulo, por 3 a 1, ficou com a terceira colocação com oitos pontos. Já a equipe de Rio Grande, acabou em último com cinco.
No papel
Por enquanto nada de contrato, até porque o Sapucaiense segue em busca de parceiros. De certo duas situações: Para Copinha, que dura quase cinco meses, no mínimo R$ 250 mil. Isso com uma folha de em torno R$ 25 mil. Ontem Arlênio Silva e Márcio Dias, já começavam a projetar o Sapucaiense no papel. Conforme ele, irá vestir a camisa rubro-negra quem estiver com vontade de jogar. Ano passado teve atleta que ecolheu os adversários para entrar em campo, agora será diferente. Goleiro ainda não existe nome, mas o resto pode ser esse: Gian, Cirilo, Rudi e Vasco; Carlos Alberto, Evandro, Douglas, Ícaro, André, Tiago Matos e Catatau. Ainda tem o Juliano, Felipe Cardoso e outro nomes que estão surgindo. Ninguém foi procurado, mas já é um bom time, ou alguém dúvida?
Zebra?
O futebol é mesmo engraçado. Quem apostaria em Lajeandense e Cruzeiro no inicio da Segundona deste ano? Acho que eu mesmo devo ter descartado os dois na primeira e segunda fase. Falei muito do Glória, Brasil e Cerâmica, para ficar com essa chave, e Brasil de Pelotas. Times fortes, caros e com jogadores experiente. Deu tudo ao contrário, pelo menos para mim. Subiram dois clubes com jogadores jovens e folha baixa. Acho que nem eles esperavam por isso. Mas estão lá.
Salvador da pátria
É mais ou menos esse sentimento que torcedor aimoresista espera de Márcio Picoli, assim que assumir a presidência do clube. Depois de todos esses anos um empresário de sucesso está de volta à frente do Índio. Com ele a expectativa de retornar a Série A e de ver gente nova trabalhando em prol desse sonho. Acho que não é preciso dizer o tamanho da sua responsabilidade e expectativa de todos. Pelo que sei e as conversas que tive com ele a palavra de ordem na sua gestão será a profissionalização. Tanto dentro do campo como fora dele.
Chega de favor
Márcio já deixou claro isso. Vai se cercar de pessoas competentes, vencedoras e que atuem nas duas áreas: Futebol e administração. Chega dessa história de estou aqui para ajudar. Quem for fazer alguma coisa, dentro do futebol ou fora dele estará recebendo para isso, consequentemente terá que fazer bem feito, pois será empregado.
Com R$ 25 mil
Márcio me disse que vai tentar de tudo para colocar um time em campo no segundo semestre. Ele projeta um time de mais ou menos R$ 25 mil. Sabe que é pouco, mas também já fez uma projeção interessante: Se conseguir aproveitar um pouco mais da metade, na Segundona de 2011, o trabalho já pode ser considerado bom. Afinal não sairá do zero.
Técnico
Pelo que me disse será o primeiro da lista, assim é claro, que formar o seu grupo fora de campo. A ideia, conforme o futuro presidente, é encontrar um homem para agora, mas vizando a Segundona de 2011. Ano passado o Aimoré iniciou com Maninho, trouxe Jairo Swirsky e terminou com Neizinho Delavi, pois Abel Ribeiro chegou e foi embora.
Homens do futebol
Outra área fundamental. Quem serão os seus homens do futebol. A história recente mostra que não dá para deixar as contratações em cima do técnico. Ele precisa participar, mas a palavra final deve ser do presidente e seus vice e gerente de futebol. Márcio também está trabalhando com esses nomes. O primeiro nome que vazou, não acredatou a muitos. Aliás, até esse detalhe, que parece ser um problema crônico no Aimoré precisa ser administrado. Tudo que fala, qualquer nome que se diga, é criticado. Então precisa ter convicção, pois unanimidade por enquanto, somente o seu nome.
Nacional confirmado no Campeonato Amador
São Leopoldo - Sem a presença certa do Aimoré na Copa da Federação, no segundo semestre, e com isso sem futebol profissional na cidade, o olhos parecem que ficaram voltados para o Grêmio Esportivo Nacional. Que confirmou presença no Campeonato Estadual de Futebol Amador. Que deve iniciar no dia 8 de agosto. ``Para não ficarmos parado, resolvemos disputar o Amador. Fizemos os cálculos e para nós, no momento, é menos gastos. Ano que vêm sim, nossa intenção é estar na Segundona. Da região, somente o time leopoldense e o Estância Velha, as demais equipes estão espalhada pelo Estado. Gramadense, atual campeão, e uma das tradicionais nesta competição, confirmou sua presença, já em contra-partida, Americano, Dois Irmãos, Sete e Ivoti optaram por não participar. Para o supervisor de futebol do Nacional, Jonas Proença, a chave é forte, mas acredita que o Nacional fará uma belo campeonato. ``Não conheço todos os times, mas a informações que temos é que o nosso grupo é mais qualificado. Então vamos trabalhar forte para conseguir o nosso objetivo'', comentou.
Quatorze times, duas chaves
O campeonato contará esse ano com 14 times. Que foram divididos em duas chaves de sete, se classificando os quatro melhores de cada. As partida serão de turno e returno. A arbitragem fica por conta da Federação Gaúcha. O Nacional começa a pensar nesta competição a partir do dia 2 de julho, já que está disputando o Gauchão de Juniores, que por sinal não vai bem. ``Não queremos tirar o foco, por isso nossa ideia ainda é o Campeonato de Juniores. Mas acho que essa semana definiremos o que vamos fazer'' afirmou Proença. A intenção dos dirigentes da baixada é mesclar o grupo de jogadores. Por isso firmaram algumas parcerias, entre elas do ex-jogador profissional e hoje empresário Dunguinha, de Canoas. ``Deveremos usar os nosso meninos nascidos em 90 e também alguns jogadores mais experiência nessa competição. Mas isso só será definido depois de uma reunião''
Times
Chave A - Academia do Morro, Nova Prata, Serrano, Morro Reuter, Lajeadense, Colorado e Mundo Novo.
Chave B - Nacional, Gramadense, Estância Velha, Tamoio, Guaíba, Flamengo São Valentin e Juventude de Ibiruba
15 junho, 2010
Uma vitória burocrática
Para mim nenhuma novidade. Tinha quase certeza que seria assim. Aliás, juro que esperava até o pior. O time do técnico Dunga sempre foi assim: vitorioso e burocrático. Se o povo brasileiro espera uma vitória de goleada e jogando um futebol convincente nesta copa, pode esquecer, pois não vai ver isso. Robinho é um dos únicos que pode fazer algo de diferente. Algo que o povo espera e sonha. Algo que estamos acostumado a ver e exportar a cada final de copa. Os demais são jogadores operários. O pior de tudo é saber que no banco de reserva não há ninguém que possa melhorar esse quadro desesperador. Eu mesmo quando terminou o primeiro tempo fiquei me perguntando quem poderia resolver a partida. Ramires? Nilmar? Grafite? Não encontrei resposta. Acho que pela primeira nos tornamos refém de um futebol simples, disciplinado. Dunga não deu lugar a criatividade e rebeldia. Dunga disse não, quando a melhor resposta seria sim.
História de índio
Entre os indígenas não há classes sociais como a do homem branco. Todos têm os mesmo direitos e recebem o mesmo tratamento. A terra, por exemplo, pertence a todos e quando um índio caça, costuma dividir o alimentos com todos da sua tribo. Apenas os instrumentos de trabalho (machado, arcos, flechas, arpões) são de propriedade individual. O trabalho também é tarefa de todos na tribo, porém possui algumas divisões.
Pajé e Cacique
Duas figuras importantes na organização das tribos são o pajé e o cacique. O pajé é o sacerdote da tribo, pois conhece todos os rituais e recebe as mensagens dos deuses. Ele também é o curandeiro, pois conhece todos os chás e ervas para curar doenças. É dele o ritual da pajelança, onde evoca os deuses da floresta e dos ancestrais para ajudar na cura. O cacique, também importante na vida tribal, faz o papel de chefe, pois organiza e orienta os índios.
Achar soluções
Neste final de semana procurei achar respostas para a atual situação do Aimoré. Algo de diferente, que não havia escrito. Tentei encontrar uma saída, já que muita gente parece ter desisdido de procurar uma. Me chamou a atenção esse dois textos acima. Fala de índio. Um povo que nunca desistiu. Que apreendeu a se virar sozinho. Que encontrou soluções quando parecia que não havia nenhuma. Que lutou, quando tudo indicava que morreria na primeira batalha. Se manteve vivo, afinal é um guerreiro, característica principal para quem quer vencer os seus adversários. …
Contigo ninguém acaba
Para quem não sabe, essa frase está hino do Aimoré. Para quem sabe e deve ter esquecido ela continua lá. Portanto, para um verdadeiro Índio, a vida nunca foi fácil. Sempre foi de muitas batalhas. Não lembro de um índio desistir da guerra, lembro sim de muitos morrendo por ela. A história conta isso. Hoje pela primeira fez estou diante desta situação. Parece que a direção aimoresitas está desistindo de lutar ou seria com medo de lutar.
Atrás da caça
Os pajés e caciques aimoresitas juntamente com toda sua tribo, precisam arrumar alternativas. Não pode ficar parada esperando o dinheiro certo da prefeitura e Semae. A história não diz que a caça vai ao encontro do caçador. O verdadeiro índio é que vai atrás dela. O Aimoré precisa correr atrás de novos parcerios. Precisa se unir. A maior preza é a Série A, mas para capturá-la vai ser preciso saber caça-la, coisas que muitos tentam e poucos conseguem.
Três volantes
nenhuma direção
Não gostei do Nacional. Aliás, acho que Aílton errou a mão. Ele perdeu o Renan, pelo menos por equanto. Mas mais que isso, perdeu o homem que articulava toda as jogadas. Ganhou Jeferson, mas é um volante. Manteve Willian e Geremias, mas dois volantes. Acabou ficando sem direção. Heli e Dimy ficarão isolados. Pelo pouco que já vi no grupo, Igrejinha poderia ser o substitudo, apesar de ter entrado e não der correspondido muito. Mas se ele quiser se manter vivo, vai precisar arrumar a casa, senão.
13 junho, 2010
Felipão fecha com o Palmeiras
Foi o técnico Luiz Felipe Scolari, em nota oficial, quem anunciou que fechou contrato com o Palmeiras. A negociação está sacramentada. Felipão assinará em 15 de julho acordo de dois anos e seis meses, até dezembro de 2012. Ele volta ao Brasil depois de sete anos e ao clube paulista após dez. No Palmeiras conquistou a Copa do Brasil de 98, a Mercosul, também em 98, e a Libertadores de 99. Chegou na final do Brasileiro de 97 e da Libertadores de 2000.
Azedou
Parece que azedou a negociação entre Aimoré e os tais empresários. Até porque Luís Carlos Winck, nome que a direção trabalhava para comandar o time na Copinha e Segundona, e um dos principais articuladores das negociações, foi anunciado como novo técnico do São José de Porto Alegre. As chances do Índio jogar no próximo semestre reduzem cada vez mais. Agora é hora do plano B, se é que existe.
Jogaram a toalha
Parece que o clima é de fim de jogo para 2010 entre os comandantes do clube, inclusive os presidentes. Márcio Picoli é a exceção, porque ainda tem esperança. Já seu fiel escudeiro e amigo, Nelson Brambila, não compartilha desse sentimento. A tese de Nelsinho é que disputar a Copa da Federação é desperdiçar dinheiro, que anda escasso há muito tempo. Segundo ele, se o foco é a Segundona de 2011, para que gastar agora? Não concordo muito, mas não há como negar que quando o sapato aberta o socorro vem dele e do Márcio.
Se correr, o bicho pega...
O argumento de Nelsinho é que se contratar agora e o jogador não corresponder às expectativas é dinheiro colocado fora. Mas em contrapartida, dificilmente aquele atleta que deu certo na copinha será mandado embora. A tendência é que ele fique e tenha o seu contrato renovado até o fim da Segundona. Sendo assim, será um homem a menos no mercado.
Convicção
Nos bastidores os comentários dão conta que a direção parece mais preocupada com as críticas da imprensa - se a equipe for mal na Copinha - do que com o próprio time que possa colocar em campo. Se isso for verdade, os dirigentes não estão tendo convicção do que estão fazendo. Desde que o futebol existe a relação imprensa e dirigente tendo sido assim. Independente do tamanho do clube.
Pressão
Parece que a direção rubro-negra, comandada pelo prefeito Vilmar Ballin, vice e presidente do clube Ibanor Catto, Arlênio Silva e João Luiz Scopel, estão decididos a pressionar empresários da cidade. Objetivo é levar o Sapuca de volta para elite do futebol. A pressão parece que será mais forte em cima da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e Associação, Comercial, Industrial e de Serviços (Acis). Hoje a maior parceira do clube vem de fora da cidade: a Real Rodovias é de Esteio.
Responsabilidade
Mais uma vez a responsabilidade de montar um time competitivo será do vice de futebol Arlênio Silva. Pelo pouco que conheço e relembrando do elenco que montou ano passado, o time não vai entrar para virar saco de bancada. Pelos menos é essa a ideia. Na copinha de 2009, por exemplo, o rubro-negro não foi muito bem em campo, mas não há como negar que o plantel era bem mais qualificado que o da Segundona deste ano. Rodrigo, Douglas, Teda, Rudi, Dias, Vagson, Evandro, Bocha, Sandro Fraga, Dângelo, Alê, Felipe Cardoso, Ícaro e Juliano não era um mal time, né?
07 junho, 2010
Outras épocas
Parece que estamos vivendo um novo momento no futebol. No programa arquibancada de sábado foi um exemplo (foto). Círio Quadros, Fabiano Daitx, Leocir Dall’ Astra e Ben Hur Pereira formam uma nova geração de técnicos, que ao contrário que muitos falam não torcem para que o colega se dê mal, muito pelo contrário, o que se vê é muitas parcerias e trocas de informações. Portanto, independente de qual clube que estiverem eles já sabem muito bem o tipo de dirigente que vão encontrar. Bom para o futebol.
Mudança de foco
No programa Arquibancada, o técnico do Cerâmica, Leocir Dall Astra, deu um depoimento interessante sobre o que aconteceu com um dos times que era considerado favorito para subir à elite do futebol gaúcho. Segundo Leocir, não foi por causa da Copa do Brasil, competição que o clube de Gravataí vinha disputando paralelamente e que por sinal faturou mais de R$ 100 mil. A mudança de foco foi a principal derrota. ‘‘Nas últimas competições vínhamos fazendo belas campanhas com jogadores revelados na base. Achamos que com jogadores mais rodados e experientes teríamos mais retorno, coisa que não ocorreu. Aliás, nos demos mal. Faz parte, está aí o Cruzeiro e o Lajeadense, que por sinal comprou nossa ideia, mostrando que devemos retomar o nosso rumo’’, afirmou o professor.
Aposta e confiança
A renovação do contrato de Leocir com o Cerâmica mostra bem a confiança que a direção gravataiense tem nele. Não é porque o trabalho não foi satisfatório agora que se deve abandonar o projeto. Leocir disse que colocou o cargo à disposição várias vezes e que também surgiram outros clubes para treinar, mas como tem uma relação muita boa com o presidente e demais dirigentes achou melhor seguir o seu trabalho. Esta aí promessa de bons frutos ali na frente.
Projeto e planejamento
Círio Quadros, que também estava no programa, falou dessas duas palavras que volte e meia estão na boca dos dirigentes. De acordo com Círio, para se dar bem no futebol nunca se deve mudar o projeto. Ele representa o laço entre presente e futuro, e para um complicado caminho que é vencer no futebol é essencial não mudá-lo. O planejamento, sim, esse pode ser alterado para facilitar o trajeto. Então dirigentes... quando demitirem os técnicos podem arrumar outra desculpa, porque essa não cola mais.
Direitos e deveres
Acho que é a grande dúvida que fica no ar, porque parece que a parceria entre Aimoré e os empresários será fechada hoje. Onde terminam os direitos e iniciam os deveres das duas as partes? A direção do Aimoré dará as cartas ou somente fará parte do jogo? Quem será o técnico? E quando for escolhido será unanimidade? No Fluminense, por exemplo, a principal apoiadora do clube praticamente obrigou a direção a contratar Muricy Ramalho, que por sinal vem dando resultado. Aqui, pelo que já sei, o possível treinador tem bagagem suficiente até para ser dirigente do clube. Resta saber se mesmo sendo indicado por esses empresários poderá escalar seus jogadores.
Exemplo negativo
Em um passado recente, Círio Quadros viveu um situação parecida no Sapucaiense. Na época, o ex-presidente Chico Cristianetti e o Arlênio Silva acabaram bancando o técnico e abrindo mão dos empresários. Resultado: meia dúzia de jogadores indo embora, mas a taça de campeão da Segundona de 2007 no armário.
Não foi procurado
Na coluna de sábado citei o nome do técnico Laone Luz como o futuro gerente de futebol Índio. Primeiro preciso dizer que Laone ainda é técnico, não está trabalhando por opção própria, mas continua exercendo a atividade. Segundo, ele não foi procurado pela direção índia. Teve uma conversa informal com o presidente Sandro Borowski há mais o menos 30 dias, mas nada de oficial.
Rejeição
Não conheço o trabalho do Laone e tenho por hábito nunca julgar as pessoas sem antes conhecê-las. Muitas vezes um profissional é bom para um clube e não consegue fazer o mesmo trabalho em outro. Prefiro dar minha opinião quando acompanho o dia-a-dia. Mas pelo número de e-mails que recebi, parece que o torcedor não aprova muito o seu nome. Fazer o quê?
Estou fora
Leônidas Funck me disse que foi procurado pelo Telminho e já deixou claro que não iria assumir o cargo. O principal motivo seria falta de tempo. Mas acrescentaria, já que conhece a aldeia e sabe que não é nada fácil viver onde tem muito chefe e pouco índio.
Seleção Brasileira
Agora tudo é Copa. O mundo para e os olhos estão direcionados para África. Para nossa seleção. Para Dunga. Muita gente vem me perguntando o que eu acho dela. Para mim é comum, mas objetiva. Robinho é nossa esperança de grandes jogadas, aquelas que nos diferenciam entre as demais seleções. Se não sai dos pés dele, duvido muito que saia de outro. Kaká é a referência do nosso treinador, aliás, seu futebol é tão objetivo quanto.
Quicando a bola
Você sabia:
Que Leocir Dall Astra foi convidado para ser o técnico do Sapucaiense e indicou Ben Hur Pereira em 2008?
Que Leocir recusou ser o técnico do Glória de Vacaria?
Que na semana passada o técnico Leco esteve reunido com a direção índia?
Que Círio Quadros tem um acordo verbal com a direção da Universidade e se não surgiu nada deve permanecer como técnico em Canoas?
