Acabou aquele negócio de ter que nascer com o dom de jogar bola. Hoje eles ensinam a chutar, a travar, a cabecear, a matar. Não vai ser talvez tão bonito como quando o Pelé matava uma bola no peito e o som da matada ecoava pelo estádio na imaginação de seus admiradores. Agora a eficiência vai ser sua arma, e a força física sua companheira! (Blog de Michel Laurence)
10 julho, 2010
Indignação
Foi uma semana interessante. Sempre soube que o principal adversário do Aimoré era o Novo Hamburgo, pela proximidade e também pelas guerras campais que travaram no passado. Hoje, me arrisco a dizer que o seu principal rival é Sapucaiense. A não-disputa da Copinha pelo Índio causou um alvoroço na aldeia. Ainda combinado com o rubro-negro anunciando essa semana, em praticamente em 24 horas, comissão técnica e um grande número de jogadores.
Mas por quê?
Essa foi a principal pergunta na minha caixa de e-mails e também dos torcedores que ligaram ou me encontraram na rua. Como o Sapucaiense consegue e o Aimoré não? O time leopoldense não tem mais tradição que o de Sapucaia? Sua estrutura não é melhor que a do Sapucaiense? E assim vai o número de questionamentos. Talvez a principal resposta neste caso seja a falta de dinheiro. Mas se tratando de um clube “esportivo”, o natural seria que ele esteja sempre em atividade.
Brigas
No Aimoré as coisas parece que são sempre complicadas. Há muitos saudosistas. Essa semana, por exemplo, quando o presidente do conselho, Marlos Bombassaro, falou que havia quatro candidatos à presidência foi um deus nos acuda danado. Aliás, ficou acertado que as eleições serão no dia 12 de agosto.
Esperança
Muita gente também não entendeu o motivo de uma eleição agora. Se não vai haver futebol não justificaria fazê-la. Todos esperavam ansiosos que Márcio Picoli colocasse o time na Copinha, coisa que não aconteceu. Mas precisamos fazer justiça. Pelo que sei, ele foi o único que correu atrás. Claro que, para o torcedor, só tentar não resolve.
Boca de urna
Dois dos quatro candidatos já são conhecidos. Márcio Picoli, que foi o primeiro a dar a cara para bater, e agora oficialmente Paulo Dutra, o Paulo Xis. Pela pesquisa de boca de urna, feita nas mesas de bares do Município, Márcio saiu na frente disparado, mas agora vem perdendo força. Paulo chegou forte e promete liderar em menos de duas semanas. Os dois são da situação. Portanto, são dois candidatos que estavam do mesmo lado até poucos dias atrás. O projeto de Márcio todos já conhecem, já o de Paulo, será anunciado nos próximos dias.
Paixão
Muita gente vem me questionando porque não escrevi nenhuma linha sobre a Copa. Em nenhum momento a paixão pelo futebol é tão evidente quanto na Copa do Mundo. Praticamente todas as pessoas, mesmo aquelas que não torcem por nenhum time ou não fazem a menor ideia do que é impedimento, rendem-se ao esporte bretão. Portanto, em tudo que fosse escrever, mesmo alguns concordando ou não, o amor pela Pátria falaria mais alto. Não existem argumentos contra resultados. Sejam positivos ou negativos.
Ódio
Dunga é o culpado. Em 1982, quando fomos eliminados, não lembro do povo criticando Telê Santana por não ter levado esse ou aquele jogador. Lembro do pessoal comentando, até hoje, que tínhamos a melhor seleção. Em 2006 também perdemos, mas nossa equipe era qualificadíssima. Agora foi diferente. De todas as Copas de que eu me lembro, o time era o mais comum. A ponto de falarmos e sentirmos a ausência de Elano. Dunga abriu mão da arte, sabia que iria morrer sem ela. Todos sabíamos. Minha mãe, que não entende nada de futebol, sussurrou ao final da partida: ‘‘Eu havia dito. Esse time não tem nenhum jogador daqueles’’, comentou referindo-se aos Ronaldos, Romário, Adriano. Minha mãe disse isso. Acho que a maioria dos brasileiros falou isso. Torcemos porque somos patriotas, mas sabíamos que o time não era bom. Era simples demais.
Imprensa
Na coletiva, senti falta do Dunga - que é o culpado - falar que a imprensa atrapalhou. Que nada, no final ele comentou que todos puderam fazer o seu trabalho. A imprensa fez, como sempre faz, apesar de toda dificuldade imposta por ele, mas e o seu trabalho? Se é que sabia o que estava fazendo, né seu Dunga?
Bandeira: Outro que roubei um tempinho para poder conversar. Ele me disse que não foi procurado pelo Sapucaiense. Mas se diz aberto a negociações.
Geraldo Delamore e Marcão: Delamore tem a simpatia de Scopel. Marcão passou pelo Arthur Mesquita Dias essa semana. São mais dois nomes que podem assumir o Sapucaiense.
